A revolta da água

Em uma noite qualquer aqui em casa, meu pai, minha mãe e eu estávamos jantando calmamente. Até que de repente minha mãe olha para a jarra d'água em cima da mesa e fala:

- Eu vi no Globo Repórter que a água é viva. Se a água é viva, então ela pode nos matar. Imagina se a gente toma um copo d'água e ela se revolta e se embola no nosso estômago até que a gente saia girando pelo chão e morra? Então ela sairia do nosso corpo, voltaria para o copo e riria da nossa cara.
- Ok, mãe, eu não estou ouvindo isso. Você sabe que é apenas uma força de expressão que o cara do programa usou para falar que a água é viva porque ela dá vida, sem ela, morreríamos. Você sabe disso, né?
- Não, Mia. A água é viva e pode se revoltar a qualquer hora!
- Pai, me ajuda aqui, por favor.
- Laura, a água não pode se revoltar porque ela não é viva. Quando falam que ela é viva, querem dizer que ela é pura. Uma água morta é uma água poluída, inutilizada.
- Ah é? Então como é que acontecem os tsunamis e maremotos? É quando a água se revolta, porque ela é viva e pode nos fazer embrulhar como um presente e rodar pelo chão até morrer. Aliás, eu vou escrever um livro sobre isso, sobre a revolta da água.
- Mãe, pai, eu desisto. Depois ainda me perguntam de onde eu tiro as ideias malucas que eu tenho pra escrever meus textos. Tá provado que a loucura é de família. Fui.

Sheer heart attack feelings: hey, hey, hey, hey, it must be DNA that made me this way.

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E uma imagem randômica do Freddie Mercury e Roger Taylor pra ilustrar o post. Porque, vocês sabem, eles que cantam Sheer heart attack. 

2 comentários

  1. Pronto! Parceria atualizada :) Novo banner já está no meu blog!

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  2. Boa tarde.
    Desculpa o incomodo, mas venho hoje pedir que olhe com carinho meu blog de resenhas literárias, o O Leitor.
    Se puder fazer parte, agradecemos.

    Obrigada e uma ótima segunda-feira. Beijos,

    Pamela.

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