Sobre padrões e amor próprio

Por que não podemos dar ao amor mais um chance? Por que não podemos ser felizes sem ficar auto-filosofando no chuveiro sobre um olhar que ele deu a mais para outra garota ou um dia que tirou pra ficar com os amigos? Por que temos de ser tão ciumentas e apegadas e malucas? Por que amar por si só não basta?

Chega de autopiedade. Chega de filosofias baratas sobre como manter um namorado. Chega de usar calcinha vermelha porque há quem tenha fetiche. Chega de tanta baboseira em torno de quem temos de ser. Eu sou assim: cabelo desgrenhado, unhas descascando e um quadril enorme que me impossibilita de achar roupas que fiquem certinhas (já que na pátria amada mãe gentil parece que as indústrias da moda só existem pra pessoas com quadril de 60 cm, mas isso é assunto pra um outro post).

Eu vou ser exatamente como eu sou e não vou me esforçar para ser enquadrada no padrão "alisabel é que é legal" ou "boazuda bronzeada da praia". Detesto praia, detesto gente de biquíni e detesto padrões. Acho que padrões existem para serem superados. Me soam como desafios.
Uso, calço, visto somente o que amo. E falo somente com pessoas que me acrescentem. E se isso significa que eu não presto ou que eu sou cheia, então que seja: me amem do jeito que eu sou ou se afastem de mim e me odeiem para sempre.

Melhor desfrutar dos extremos do que ser ignorada. E viva ao amor próprio antes de tudo. Porque sim, ame seu próximo como a si mesmo, mas não mais do que a si mesmo.

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Tem vergonha de aparecer de lingerie ou de toalha na frente dos outros, mas pra ir à praia com a tanga do Tarzan tá tudo certo, né? Humpf.

Mia Sodré anda em uma fase de revolta contra a padronização da beleza. 

10 comentários

  1. Importar-se com a opinião alheia não é muito diferente de viver numa prisão.
    GK

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  2. Me senti aí nesse texto! sério! muito bom ;)

    www.marie-petite.blogspot.com

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  3. Esses dias vi um programa que falava justamente sobre beleza, sobre padrões. Parece que existe uma sociedade secreta dentro da nossa sociedade que estipula o que devemos usar, a quem devemos dar nosso carinho, o que devemos fazer e até ser. Infelizmente as coisas estão do jeito que estão porque muitos contribuem com isso. Eu, depois de muito bater cabeça, estou aprendendo a me aceitar como sou, a gostar de mim e aceitar que só porque não ando com "populares", eu não posso ser legal.
    Acho que é a primeira vez que passo por aqui. Voltarei mais vezes.
    Beijos, Mia!

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  4. você é muito bemmmmm exemplo pras depres gordiinhas ...e o popular quase nem sempre ébem ... adorooooooooooooooooooooposts assim
    popular ??? elaas se achampopulares .... Gisele bundchen é so uma o RESTO é o RESTI

    http://andyantunes.blogspot.com/

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  5. Adorei o texto, também penso assim, estou de saco cheio dos padrões da sociedade!
    Bjin*

    http://deardiary-sucker.blogspot.com/

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  6. Sabe o que a gente tem que buscar? O próprio bem estar.
    Agora, se o nosso bem estar está fora do que ditam como padrão, a gente tem mais é que ter coragem, assumir e sossegar. Ficar revoltado se o bem estar do outro está dentro do tal padrão que a sociedade mostra é assumir-se insatisfeito com as próprias escolhas.
    A gente tem que agir com coerência.
    Quem compra uma imposição somos nós mesmos.
    Não dá pra condenar todos os padrões, pois nem todos são equivocados.
    Beijo!

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  7. acho que você tem que gostar do seu estilo, do seu jeito... de repente você cria algo novo. algo que todos procuram: autenticidade! beijo.

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  8. "Porque sim, ame seu próximo como a si mesmo, mas não mais do que a si mesmo." - acho que essa frase descreveu uma bagunça que tava na minha cabeça faz uns dois meses! Faz um tempo que eu sigo seu blog mas acho que nunca comentei aqui..

    Só que vim fazer uma postagem agora sobre relacionamentos, e seu texto foi bem "o outro lado que eu não escrevi na minha postagem mas concordo". Por exemplo, eu antes "me tornava" o que o namorado queria. Sem personalidade nenhuma.

    Agora tô poco me fodendo (desculpa o termo, mas é que foi o que melhor se encaixou '-' )e falo: 'é, mano, falo palavrão, sô branquela mais que lagartixa albina e tenho pancinha porque A-DO-RO pizza e coca cola'. Só que mesmo "pouco me fodendo", acho que faz parte dos relacionamentos ceder de vez em quando, dependendo da ocasião...

    Se quiser, qualquer dia passa lá: http://thebluestraggler.blogspot.com/

    Abraço, gostei muito do seu post! ;)
    ;*

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    1. Laís, fico feliz em saber que você aderiu ao jeito "what the hell" de ver a vida (não, eu não falo palavrões nunca, haha). Fico feliz por você e também por ter gostado do texto (a maioria das pessoas desgostou). E é isso aí, seja você mesma. Cada um deve respeitar o outro da forma que ele é, e não querer impor padrões.
      Bjo, linda. ^^

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  9. Amei o texto Mia, as pessoas costumam me chamar de metida por esses mesmos motivos.Sabe qual é o melhor disso tudo?Eu não ligo, se querem me chamar de metida, chamem!
    Beiijos:)
    http://cartasp-voce.blogspot.com/

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