Pelo direito de ser diferente

Ontem eu fui dormir pensando: "calma, garota, respira fundo, engole essas lágrimas e siga em frente; não é a primeira vez que você será julgada e mal-entendida e nem será a última, apenas mande todo mundo se danar e cuide de você."
E foi o que eu fiz.

Sempre fui diferente. Não por querer ser, mas por apenas ser. Eu sou sim a guria que sai cantando no meio da rua, no meio do corredor da escola, no meio da aula, que faz coreografias esquisitas pra tudo, que debocha da vida como se ela não pudesse piorar mais ainda, cujo sobrenome poderia ser "sarcasmo" ou "ironia" e ninguém estranharia.

Sou a guria que quase morreu de anorexia, bulimia, trauma psicológico, colesterol congênito e uma breve tentativa de suicídio. A que quase morreu assassinada por pessoas da igreja que se diziam cristãos eliminando o demônio da congregação. A que teve de aguentar muitas vezes calada a afrontas ridiculamente perversas apenas porque nenhuma alma viva apareceu para defendê-la. A que se importou demais e se ferrou por isso. A que aprendeu a ser fria, direta e irônica para que os baques da vida não doam tanto.
Sem expectativas, sem decepções.

Sou aquela guria que engordou por compensar dano emocional em comida, mas também sou aquela que em um ano emagreceu 21 quilos e provou ser capaz de se recuperar. Aquela que assumiu um look estranho, despojado, sem definição e que mandou todo mundo que queria mudá-la se ferrar, porque ela não faz parte deles.
Ela anda no meio deles, mas ela não é uma deles.

Aquela que assume ser queenie, cuja referência de vida é Freddie Mercury e que - andando na contramão da moda - fala abertamente que detesta a moda que virou Nirvana, pirigóticas e pessoas metidas a roqueiras depressivas que se acham melhor do que as outras. Aquela que se dá melhor com ateus do que com gente de fé. Aquela que tem pouquíssimos amigos, e, se for parar para pensar bem, talvez nenhum com quem ela realmente possa contar, mas que encara a vida com um sorriso sarcástico pra toda essa gente estereotipada.

Aquela que sonha em ser jornalista investigativa, que passou na fase das Olimpíadas de Matemática, que é considerada uma nerd diferente por não gostar de videogames, cultura japonesa e afins, mas que vive fazendo pesquisas históricas e científicas por diversão, e cuja série preferida é House.
A que vive em seu próprio mundo, um mundo muitas vezes solitário e mais literário do que real, mas que apenas quer o direito de ser diferente, que luta pelo direito de ser ela mesma - seja lá quem ela for.

Aloha by Legião Urbana on Grooveshark

24 comentários

  1. Identifico-me com muitas coisas de você! Principalmente em não ter medo de falar que odeio Nirvana e esses roqueirinhos e sentir-se bem com ateus do que gente com fé.
    É complicado, mas apenas com decepções assim que começamos a mudar. É realmente necessário.
    Posts sempre intensos por aqui, hein? *-*
    Abraços,
    C'est captivant blog

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  2. E quando estava lá no fim... encontro por esses acasos da vida, duas pessoas, certamente diferentes e seus respectivos sites. A primeira, Natália Silva, que excluiu sua conta recentemente sei lá porque no recanto das letras. Mas que mesmo eu tando internada à força ano passado na ala psiquiátrica do hospital (por ter fugido de casa... etç), pedia que imprimissem seus novos poemas e me entregassem. Lê-los era o meu refúgio mais sublime. Depois dessa época ano passado e mais alguns meses transpassados, já com meu primeiro relacionamento terminado (que ainda vou tentando superá-lo) encontro Mia Sodré. Que me trouxe uma segunda válvula de escape. Ler o wink... mas não somente isso. Mas o fato da identificação.

    Alguém que eu li, alguém que encontrei e perdi o meio de tantas palavras. Alguém que fui percebendo que era igual à mim. Com o mesmo pensamento. Alguém que admirei (e admiro sempre), que me apaixonei, pelo ser humano que ela o é.

    Hoje estamos brigadas. Sim. A exclui de redes sociais. Deixei de seguir o wink e tudo e tal. Mas hoje... venho aqui e me deparo com esse post. Então me pergunto... como pude deixar de seguir algo em que eu acredito? Como deixar de seguir alguém com quem tanto me identifico? Por dor de cotovelo? Por que estamos brigadas? E daí?... Não foi isso o que eu aprendi lendo esse blog. Do contrário. Aprendi a ligar a tecla ''dane-se''. Aprendi que existem muitos outros blogs interessantes à partir daqui. A conhecer muitas outras visões de mundo.

    Se vamos um dia nos falar novamente? Só o tempo dirá. Eu sei, que eu seria hipócrita de dizer que eu sou a mesma pessoa depois do wink ou Mia Sodré. Porque não sou. Muito pelo contrário. Hoje... sou alguém mais contestativa. Mais otimista por saber que existe gente tão diferente, mas que mesmo assim parecem tanto comigo, porque me identifico tanto com elas.

    Porque no final... não existe o normal. É tudo uma questão de ponto de vista, haja vista que existem várias culturas e modos de vida diferentes e ao mesmo tempo. Policultura ou pluraidade cultural. Porque ser diferente... é que acaba sendo mesmo, o que há de mais normal.

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  3. Alguém da minha idade curtir Queen e não curtir Nirvana é UAU!, que garota maluca!, mas o fato é que eu não tenho medo de dizer as coisas que eu gosto, ouço, só porque os outros não vão gostar. Me perguntam todos os dias qual o motivo de eu não fazer uma progressiva no cabelo, ou coisa assim. Pô, se eu não for eu ,quem é que vai ser? Vão todos se ferrar, porque eu só quero ser eu mesma. E fim.

    virgulaassassina.blogspot.com

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  4. No fim é tudo uma questão de ponto de vista, depende das crenças e educação de cada um julgar o que é diferente.
    É realmente uma merda todas essas pessoas dizendo o que temos que curtir - ou não. Quando digo que detesto Nirvana, todos me olham como se eu fosse um alien. E quando saio por aí cantando músicas em japonês, nem se fala...
    Mas é isso mesmo, Mia, apenas não se importar e ir levando do jeito que dá.
    Mais um post maravilhoso, pra variar, hahahah

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  5. Mia, você não tem noção como te admiro justamente por isso, você é diferente, é única e se orgulha disso e não tenta ser como os demais. Te acho uma pessoa super forte e cheia de personalidade, uma pessoa rara hoje em dia, daquelas que se orgulham de ser quem é. Te acho incrível guria, e quando eu for no Sul farei questão de te conhecer.

    Iasmin,
    http://blogbookteen.blogspot.com.br/

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  6. Seu segundo parágrafo depois da imagem me deixou completamente chocada e não sei lidar com isso, rs. {Especialmente essa parte: "Sou a guria que quase morreu de anorexia, bulimia, trauma psicológico, colesterol congênito e uma breve tentativa de suicídio. A que quase morreu assassinada por pessoas da igreja que se diziam cristãos eliminando o demônio da congregação."} Mas sei que se uma pessoa tem coragem de se assumir exatamente como é e falar sobre o que já passou com essa maturidade e quem sabe, leveza, que você fez, merece mais que meu respeito: tem minha admiração. Não nego que fiquei com vontade de conversar com você e saber mais da sua história... Também não nego que minha vontade agora é te dar um abraço e agradecer por dividir parte da sua história conosco e pela coragem de ser você mesma.

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  7. Me identifico com você mais do que pensava .-. Mas sou muito diferente .-. Não me considero nem tão perto de ser tão corajosa como você foi/é, não... sofri? sim, sofri é a palavra, não sofri tanto como você.
    A mim não me interessa a religião da pessoa, até porque eu não tenho religião; todas as pesquisas que faço são por pura diversão, e essa ceninha da música aí também (isso de não gostar de nirvana, nem de roqueiros depressivos idiotas, preferir Queen, etc), e isso dos amigos (até porque todas as pessoas que eu realmente considero meus amigos NÃO vivem nem no mesmo continente que eu). E isso de ser nerd diferente.
    Eu aprendi a ser a pessoa fechada, fria e irônica que sou porque não gosto de me magoar e isso sempre aconteceu constantemente desde que sei pensar.
    Sei lá, prefiro ser diferente. Hm, como já disse assim tipo um infinito de vezes.
    Tipo, o meu eu de 14 anos não gostar de tudo o que os outros gostam, odiar todo o tipo de festas, ter mais vocabulário que os pais dos meus colegas, não gostar de cinema, ter um cérebro funcional... é como, slá, uma branca amar um negro na América dos anos trinta, ou algo tão banal como isso. E eu não conseguir me relacionar com outras pessoas, não amar, não gostar de compras, preferir ler um livro a sério a qualquer revista adolescente, amar livros como nunca amei/amarei uma pessoa... slá, é mal visto pela maioria das pessoas que conheço, e prefiro orgulhar-me disso -q
    Sejamos diferentes porque sermos todos iguais além de chato seria horrível.
    Gostei, sério ^^

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  8. Às vezes a gente diz "eu te entendo" porque realmente acha isso, mas a verdade é que nunca entende. "Eu te aceito" é muito mais difícil de conseguir, mas é o mais próximo que a gente pode chegar de realmente compreender o outro.

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  9. Acho que todas as pessoas tem coisas que só elas enxergam, e, por isso, é difícil de dizer que "eu te entendo". Eu já fui exorcizada na igreja por acharem que eu estava com o demônio no corpo, não entendo como meus pais deixaram que isso acontecesse comigo, mas enfim, se o demônio algum dia esteve, acho que ele permanece, pois os meus pensamentos, apesar de evoluídos, continuam indo contra muita coisa que as pessoas me impõe. É bom ser diferente, eu acho que o que torna uma pessoa diferente é ela não ter medo de arriscar e fazer algo que nunca ninguém tentou - e é assim que a gente aprende coisas novas, quebrando as regras. Não chore por isso, a vida é muito bonita pra gente se importar com o que os outros pensam da gente, eles não sabem o que perdem por estarem sempre tão normais :-)

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  10. Mia, me identifico tanto contigo... Acho que você sabe disso. E mesmo me identificando, sei o quanto ainda somos diferentes e graça disso tudo, é encontrar beleza no que não é igual ao bando. E eu curto o que foge do convencional, daquilo que é o esperando por todos. Não te contei, mas essa semana é briguei com uma criatura na minha faculdade, porque ela abriu aquela maldita boca e a encheu de orgulho, para dizer na minha cara, que usar vestido com tênis é algo horrível e ridículo... PQP, virei bicho. Sei que agi por impulso e fui infantil até, mas a coisa mais rápida que consegui fazer foi jogar o caderno na cara dela. E não me arrependo nenhum pouco disso. Ela me ofendeu, ela quem foi ridícula falando essa baboseira. Porque, poxa, não curte o diferente? Fique calada, porra. Não precisa vir falar na cara de uma pessoa que é adepta dessa estilo, que o mesmo é horrível e ridículo... Mas isso são águas passadas. Pra mim, gente de mente pequena não merece atenção alguma.

    Voltando ao teu caso... É, a gente se sente mal, por ser tachada como escória, por ser apontada e julgada e sofrer sem necessidade por culpa alheia... mas é o preço por vivermos numa sociedade como está, tão preconceituosa e rotuladora. Eu só não quero ser mais uma na multidão... Apoio a causa: PELO DIREITO DE SER DIFERENTE! \o/


    beijos.
    http://ahoradevirarborboleta.blogspot.com.br/

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  11. "A que vive em seu próprio mundo, um mundo muitas vezes solitário e mais literário do que real, mas que apenas quer o direito de ser diferente, que luta pelo direito de ser ela mesma - seja lá quem ela for." - Exatamente eu Mia, acho que sempre fui diferente em toda a minha vida, mas tive fases de querer ser normal e não me dei bem. Sou diferente de um jeito estranho eu acho, existem coisas que gosto de fazer/ouvir/ver que todo mundo gosta, mas tenho o meu outro lado (olha a analogia com o nome do blog haushaus') que é diferente de todo mundo. Odeio quando me julgam de forma errada ou quando simplesmente querem menosprezar o que eu faço ou deixo de fazer, é chato e muito irritante --'

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  12. Também sempre me achei diferente dos outros, não por que queria ser, mas apenas simplesmente ser, as pessoas de uma forma geral gostam de ditar o que você tem que fazer, e se você pensa e faz as coisas diferentes as pessoas te tratam como anormal, não vou dizer que isso nunca me afetou, quando eu era adolescente eu tentei ao máximo me comportar de forma mais parecida com as outras pessoas, mas isso nunca me fez bem. Com o tempo eu fui aprendendo que ser quem eu sou, é o maior bem que eu posso me fazer, que tentar mudar para agradar os outros não leva a lugar nenhum, e se alguém não gosta de mim, paciência, não sabe o que esta perdendo.
    Desde cedo eu tenho opiniões diferentes, que deixam as pessoas nervosas, sobre religião, sexo, comportamento,etc e já ouvi uns cala boca, e você é doida, posso até ser mais pelo menos falo o que penso.

    Me identefiquei muito com o seu texto, muito bem escrito, e o gif - I love Queen - esta foda.

    Beijos

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  13. Muitas e muitas vezes paro e penso:"Com quem eu realmente posso contar?", e percebo que provavelmente a resposta é:"Ninguém". E quer saber, eu não quero e nem posso me importar com isso. Se ninguém quer encarar o fato de que a sociedade não escolhe quem você é, EU QUERO. E eu não pertenço ao século XXI. Eu, com certeza, sou diferente- e não porque eu quero, mas porque eu simplesmente sou(como você). Então: dane-se o mundo mesmo. Preocupe-se com você- isso é o que realmente vai valer♥
    Não preciso nem dizer que adorei o texto, né Mia?
    Beijos beijos,
    http://menina-do-sol.blogspot.com.br/

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  14. É muito melhor ser diferente e mal entendido do que ser igual e não ser feliz. Encontrei bastante características minhas no teu texto, e sabe, eu não me importo mais com o que acham de mim, porque o que vale mesmo é a minha opinião sobre mim mesma.
    (my-history-restarted-again.blogspot.com.br)

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  15. Cara, na boa? Gosto pra caramba de você. Sério. De verdade verdadeira.
    Gosto do que conheci de você através das suas palavras.
    Você é uma pessoa de personalidade ímpar, de caráter marcante, de ideias interessantes. Gosto muito te ler e te acho uma pessoa muito simpática, muito gente boa.
    Seja você, sempre. E danem-se os outros.

    p.s: eu gosto de Nirvana... =P.

    Beijo!

    Sacudindo Palavras

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  16. Se tivesse um botãozinho "Curtir" para este post, eu o apertaria mil vezes.
    Mil e uma: também detesto Nirvana.

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  17. Pareço contigo em alguns aspectos, em outros nem tanto, olha Mia, na vida SEMPRE haverá alguém (ou 'alguens') julgando-nos, tentando nos empurrar para baixo, fazer-nos cair, a questão é: Vale a pena se deixar abalar por gente que muitas vezes nem nos conhece?
    Você é forte, e provou isso para tudo mundo e principalmente a você, como disse acima, você já passou por situações complicadas, transtornos complicados, e superou tudo isso de cabeça erguida, correto? Então em hipótese alguma deixe essa cabeça cair, fitar o chão, encarar seus pés, mantenha-na erguida, porque você é diferente, não faz parte da rodinha de "senso comum" você é critica, é uma menina de personalidade próprio, então "cague" para esses babacas pois o que importa é o que VOCÊ pensa de tu mesma.
    E tenha certeza de que eu e seus leitores adoramos a ti assim do jeito que és, e você ainda vai conseguir conquistar tudo o que deseja, assim como perdeu os 21 kgs em um ano, ainda será uma grande jornalista investigativa.
    Adorei o texto, pra variar né? rs

    -
    Ps: estou divulgando alguns layouts que já fiz, com o tempo vou melhorando. rs. Se lhe interessar segue o link: layouts free

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  18. Jura que te fizeram chorar por ser diferente? Pessoas assim têm problemas e acabam descontando nos outros. Quem é de bem com a vida, sendo diferente ou não, sendo x ou y, é ocupado demais vivendo sua própria vida e não tem tempo nem ânimo pra tentar estragar a dos outros. Sempre penso assim e tem dado certo. No passado também me machucavam bastante... E esses mínimos detalhes que tu citou no post, coisas que tu faz e não parecem "normal" pros outros, isso é o que te torna especial. Beijo e ótima semana :)

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  19. "peixe que segue a correnteza é peixe morto"

    só isso que tenho a te dizer Mia. Creio que você é mais viva que muitos!

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  20. É muito melhor ser diferente, na minha opinião, muito melhor ser diferente do que ser "comum", igual a essas menininhas que vivem de maquiagem e só pensam em moda, etc, etc. Enfim, ser diferente é normal e você é linda e ótima do jeito que você é :) Esses detalhes que te tornam diferente te faz ser especial, como disse a Amanda ali em cima .-.

    http://www.senhoritaliberdade.com/

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  21. é muito ruim ser julgada principalmente no meu caso que é na maioria das vezes pela minha familia, que nao procura entender que eu nao vim ao mundo para ser normal e que Deus tem grandes planos pra minha pessoa (ainda não sei quais são mais acredito)! nossa gostei pacas do jeito que vc falou nesse texto... nossa que testemunho heim! que historia é essa de quase morrer assassinada? so queria saber....

    beijos
    sonhos-perdiidos.blogspot.com/

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  22. Eu sou um pouco parecida com você, Mia. Incrível! Não sabia que nós tinhamos tanto em comum no nosso jeito de ser. Adorei a parte do sarcasmo e ironia, sou dessas e mesmo assim tem muita gente que não entende. KKK Difícil mesmo. Mas no que eu mais me vi foi a parte dos amigos. Eatamos juntas nessa. ADOREI O POST! Ser diferente, te faz ainda mais única do que já é.

    Beijos,
    Monique <3

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  23. A sociedade julga o diferente como algo ruim. Mas não é. Ser diferente, como o seu relato, é questão de orgulho hoje em dia. É não se importar com o que dizem e lutar por SEUS anseios, SUAS vontades e de mais ninguém. É ser você mesma, embora haja repressão. Gostei do post, de suas definições. Sua personalidade é bastante forte.

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  24. Sem mais! É disso que o mundo precisa, de gente diferente.

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