Deste lado do inferno

Nunca tomei café. Sempre me pareceu uma bebida séria demais. Bebida para pessoas que arquivam coisas, que engavetam a vida, que sonham na medida certa, com os pés no chão. Ao menos whisky é mais revolucionário. Eu consigo imaginar um Fitzgerald, cansado da vida, debatendo tópicos que poderiam mudar algo, tomando o tal do whisky e vivendo la vida loka divagando entre aspas. Whisky é bebida de quem quer ser atípico e elegante e mudar o mundo, salvar o mundo. Sentam-se em torno de um balcão, pedem um whisky e conversam sobre o aquecimento global.

Nunca tomei nenhuma das duas bebidas. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.
Tomo suco natural, porque sou uma menininha leitora metida a escritora que já se consideraria bastante sortuda se pudesse salvar seus livros - ou a si mesma.

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Wink .187 tons de frio.