Chove chuva

Chove aqui dentro. Chove lá fora.

E dentro de mim caem tempestades, folhas outonais, o vento Minuano sopra e minha alma é feita mais uma vez em pedaços. Cada passo me leva a um caminho já trilhado onde a ponte está quase caindo e não há ninguém lá embaixo para me segurar. Há o abismo. Será que é tão ruim assim cair? Será que a vertigem não é natural em mim? Não sei.

Há tanto tempo que estou quebrada que nem lembro como é estar inteira. Mudo o guarda roupa, mudo de blog, mudo de cor de cabelo, de maquiagens, só não muda aqui dentro o vazio que sinto, o vazio de mim mesma, o vazio do que poderia ser e nunca será, o vazio que só é dor pelos beliscões que a vida me dá.

Aí me pergunto por quanto tempo mais poderei levar essa situação de vou mas não vou e se bobear morro um pouco, porque né? Não dá mais pra acordar em meio a um travesseiro molhado. Simplesmente não dá. 

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