Vertigem


A moça arredia desceu da escada. 
Abismada, encantada, um tanto embruxada. 
Queria ter filhos, mas Deus quis assim. 
"Não, não irão levá-los de mim!" 
Mas eles se foram no fim da estrada. 
À casa encantada, ao palácio de fadas. 
Em sonhos sua alma anseia, espera. 
Por uma manhã em qualquer primavera. 
Talvez eles ouçam, talvez eles sonhem. 
Com lágrimas de uma moça que geme de longe. 
Por suas crianças, suas almas amadas. 
Que foram tiradas para trazer a desgraça. 
A família outrora unida e sorridente. 
Agora espera com olhos ardentes. 
Um peito gélido, uma dor, ai não. 
A moça sucumbiu, já era então. 
Não que eu saiba escrever poemas, mas esse me veio em súbita inspiração após um episódio de Doctor Who. Gostei. Postei. Mas não sei de onde vem. 

5 comentários:

  1. Mia, adoro tua maneira de escrever apesar de te achar meio egocêntrica hahaha poemas não são meu forte, mas curti bastaaaante esse. Muito bom!
    Comecei um projeto novo, se quiser aparece lá. (http://mepoupepaola.blogspot.com.br/) abração!

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  2. Que show, o poema ficou encantador!
    Doctor Who inspirando você? Oh, Fantastic! <33

    Me lembra o episódio "The Empty Child", Viagem minha talvez, mas me lembrou!

    Tô adorando seu novo cantinho, tanto que tive coragem de comentar pela 1ª ou 2ª vez em um fragmento seu :)

    Bjs!!

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  3. Poema bem sofrido e angustiante. Lembrou-me momentos em que mães perderam filhos na guerra. Gostei do tom obscuro Mia!

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  4. Isso que é legal do poema ele surge sem explicação, e vai se compondo de forma que não tenho explicação para meus poemas apenas o sinto.
    Gostei bastante do seu poema, bem expressivo.

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  5. Nas poucas vezes em que tentei escrever poemas sairam coisas super infantis com rimas pobríssimas haha! Sou uma admiradora da forma que tu escreve e não seria diferente com o poema! ;*

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Wink .187 tons de frio.