A princesa no limite

Agradeço à senhora Meg Cabot por escrever seus diários da princesa e fazer de meus dias estressantes mais leves e divertidos.


É claro que, para uma pessoa que lê como eu leio (ou seja: sem parar), há vários personagens literários com os quais eu me identifico. Mas a forma como me identifico com a Princesa Mia é surreal. Além do nome, da família maluca, da mania de escrever tudo o que lhe ocorre em um diário, dos amigos desajustados, há também o fato de que nossas opiniões a respeito de como lidar com certas coisas sejam as mesmas.


Teria Meg Cabot inspirado-se em mim? Tudo é possível ao que crê.


O fato é que: estava eu lendo o terceiro livro de ontem (não me julguem, eu disse que leio sem parar e foi um dia bem estressante) quando me deparo com o seguinte episódio: Mia está muito mal e termina com o namorado porque fica sabendo que ele entregou seu dom precioso (virgindade) à uma guria com quem estudava que já namorava com outro, isso tudo enquanto deveriam estar estudando. E diz que nunca a amou (a guria para quem entregou seu dom precioso) e que só estavam brincando.


Aí vi no Skoob MUITAS pessoas ficarem totalmente ao lado do namorado da Mia e não dela, acharam idiotice, um absurdo infantil ela se comportar assim. Honestamente? Eu não acho. Teria feito a mesma coisa que ela ou até mais se meu namorado me dissesse, na noite em que lhe entregaria meu dom precioso, que havia perdido a virgindade com uma guria qualquer que já tinha namorado e que estava apenas brincando. BRINCANDO. Isso é algo sério! E ainda por cima ele estaria indo ao Japão pelos seus estudos. Qual é a necessidade de estudar fora do país quando se pode estudar dentro de sua pátria? A Mia não vê. Nem eu.


Não acho nada infantil a atitude dela de ter terminado com aquele babaca traidor que pegou a primeira guria que deu mole pra ele sem nem ao menos amá-la. Essas coisas só se faz com quem se ama - e não venham as feministas e as adeptas do amor livre me dizer que sou retrógrada, que isso já era, que não tem nada a ver... porque se a pessoa quer ser promíscua, que seja, mas longe de mim; cada um pode fazer o que quiser, mas pra me relacionar romanticamente tem que ser com uma pessoa que partilhe das minhas convicções, óbvio, e a minha convicção é: sem amor, não rola. Tem TUDO a ver.


Se eu publicasse meus diários, as pessoas pensariam que eu teria feito uma cópia mais incrementada d'Os diários da Princesa. Que nada.
Meg Cabot que se inspirou em mim.
Acontece. 

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Wink .187 tons de frio.