Da série: minha vida é tão patética que chega a ser legal

Aí a pessoa me envia um lindo "imagina se tu tivesse morrendo, o que tu faria?" e eu só penso em responder: daria graças aos céus, porque morrer seria o menor dos meus problemas no momento. 


As pessoas acham que sabem tudo sobre mim apenas por um punhado de palavras aleatórias postadas aqui e ali. Acham que sabem dos meus problemas e que eu faço o estilo too much drama, drama queen I was born to be e que reclamo para chamar atenção. QUEM DERA, MEU AMIGO. Porque essa aqui sou eu sendo comedida, sendo controlada. O que eu falo aqui não é nem 10% do problema real. Porque se eu fosse começar a contar o problema real teria que fazer como o Ted de HIMYM e passar 10 anos contando acontecimentos que foram se acumulando desde 2004 até agora.


"Mas Mia, você é tão querida, você é um exemplo de pessoa." Eu sou é uma pessoa maluca, minha filha. Sequelada de tanto levar na cara. Catatônica. Extremista. Tentando me equilibrar na tênue linha sanidade/loucura (e falhando miseravelmente nisso, como sempre). E todos têm fórmulas e livros e mantras e músicas e exemplos de vida de como superar etc e afim. Meu querido, conheço todas as fórmulas de cor, poderia dar aulas de superação, inclusive, porque o que eu já superei e nunca contei para pessoa alguma é tão pesado que provavelmente jamais alguém entenderia. Se não entendem nem o básico que eu conto, por que entenderiam o profundo, o que não está à margem?!


Eu sou tipo o gato de Schrödinger: estou viva e morta ao mesmo tempo, sã e completamente pirada, tudo junto, sem fronteiras. Não sabemos o que fazemos aqui, mas continuamos porque não há outro lugar para ir.


E provavelmente nunca haverá.
Afinal, em que lugar cabe um ser que desafia as leis da física? LUGAR ALGUM, é a resposta do universo.

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Wink .187 tons de frio.