Poeminha de fim de tarde

Reza a lenda que é necessário esperar 
pela resolução dos problemas, 
pelo amor verdadeiro, 
pelo esquecimento, 
pelo passar do tempo. 

Eu, que não tenho paciência 
pra esperar pelo tempo 
coloco, por mim mesma, 
ponto final na sonolência. 

Se estou sendo apressada 
que a deusa me perdoe, 
mas não é do meu feitio 
esperar que o tempo voe. 

O meu tempo determino 
e se sinto o destino 
à minha porta bater, 
abro a vidraça da janela, 
faço uma torta de amora 
e o convido para comer. 

Se minha sina é ser menina 
impulsiva, pequenina, 
aceito-a sem contestação. 
Pois não é nem um problema 
ser assim dessa maneira, 
se em troca eu tiver, 
- conservar, manter batendo - 
eu tiver um coração. 

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