Anacronismo sincronizado

Três da tarde, a hora terça
Vinda de um submundo atônito
Em uma quarta, quinta, sexta
Por um mundo de pesar crônico.

Olho as horas, tão depressa
Correm do morro, da colina densa
Está tarde, o grito expressa
E eu ainda aqui tão tensa.

A vida passa, de nada adianta
A célebre valsa, a música santa
De nada adianta, assim repete
Nada adiantará dançar essa dança.

O sangue escoa pelo ladrilho
A música toca, recolhem-se espinhos
A rosa que outrora tão branca e pálida
Já desfez-se em vermelho-vivo.

Cinco da tarde, a hora chegou
Tão esperada a querida sombria
Que de leve, aqui, pousou
E levou-me para um mundo de neblina.

1 comentários:

  1. hmm, tenho sério problemas em entender poesias, mas isso não significa que não possa opinar sobre minhas impressões e gostei do que li, me pareceu de um grade poeta (poetisa), é de tua autoria msm?
    P.S: Queria agradecer tua visita ao meu blog, é sempre uma honra receber uma visita tua:D

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Wink .187 tons de frio.