Retrospectiva literária 2015

Mais um ano se passou e, assim como no ano passado, estou participando da retrospectiva literária do blog Pensamento Tangencial. Adoro essa retrospectiva porque leio muito, PRA CARAMBA MESMO, então isso faz com que muitas vezes eu me perca em meio a tantas leituras. 

Mas vamos lá! o/ 



A aventura que me tirou o fôlego - A biblioteca mágica de Bibbi Bokken (Jostein Gaarder)
O terror que me deixou sem dormir - O iluminado (Stephen King)
O suspense mais eletrizante - Os homens que não amavam as mulheres (Stieg Larsson)
O romance que me fez suspirar - Não leio romances :p
A fantasia que me encantou - Não li fantasias este ano. :( 
A saga que me conquistou - Os homens que não amavam as mulheres (Stieg Larsson)
O clássico que me marcou - O sol é para todos (Harper Lee)
O livro que me fez refletir - Admirável mundo novo (Aldous Huxley)
O livro que me fez rir - O casamento suspeitoso (Ariano Suassuna)
O livro que me fez chorar - Ponte para Terabítia (Katherine Paterson)
O livro que me decepcionou - Entrevista com o vampiro (Anne Rice)
O livro que me surpreendeu - Um estranho no ninho (Ken Kesey)
O livro que devorei - Comer, rezar, amar (Elizabeth GIlbert)
O livro que abandonei - Inês da minha alma (Isabel Allende)
A capa que amei - Orlando (Virginia Woolf)
O thriller psicológico que me arrepiou - O alienista (Machado de Assis)
A frase que não saiu da minha cabeça - "Este lugar desumano cria monstros humanos."
A personagem do ano - Stella Mayfair, de A hora das bruxas (Anne Rice)
O casal perfeito - EU NÃO GOSTO DE ROMAAAAAAAAAAAAAANCES 
O autor revelação - Elizabeth Gilbert. Pensei que fosse uma dessas autoras romance mimimi, mas na verdade foi uma grande revelação saber que ela é muito boa. 
O autor que mais esteve presente entre as minhas leituras - Stephen King, I guess. 2015 foi o ano em que li o titio King. 
O gênero literário que mais li - Clássicos. 
O gênero literário que preciso ler mais - Fantasia. 
O melhor livro nacional - O alienista. 
O melhor livro que li em 2015 - Cem anos de solidão, do Gabriel García Márquez. 
Li em 2015... 103 livros, mas apenas 90 "inéditos". 
A minha meta literária para 2016 é - ler os livros que estão parados na estante.

~e este post foi feito no celular com internet ruim, ou seja: vibe errada, mas o que vale é ter a listinha feita~

O ano da graça de 2015

Passou e nem senti.

Mas estamos a uma semana do Natal, John Lennon canta loucamente em minha mente seu and so it's Christmas, and what have you done?, para o qual só posso responder que: OLHA, JOHNNY, ME FERREI MUITO, MAS FOI DIVERTIDO. Foi um ano bom. 

"COMASSIM FOI UM ANO BOM, SUA LOUCA?" 

Foi bom, sim, ué. Claro que financeiramente foi uma droga, engordei 10 quilos e isso certamente ferrou com meu guarda-roupa, mas em termos de estudo, trabalho e relações interpessoais o ano foi ótimo. 2015 me deu vários tapas na cara, mas me recuperei de todos e posso até dizer que cresci um pouco. ~lagriminhas emocionadas~

Dito isso, bora fazer retrospectiva do GSB! ♥ 


1. Série - The Big Bang Theory 

Gostaria muito de colocar Doctor Who nesta categoria, mas estaria mentindo se dissesse que ela foi a melhor série do ano, e isso por motivos de: Moffat aloprando loucamente no roteiro. Porém, 2015 foi o ano em que descobri TBBT e, claro, não posso dizer que a série substituiu HIMYM na minha vida - nada substituirá -, mas digamos que ela tem feito um bom trabalho. 

Um bando de nerds fazendo nerdices com diálogos cheios de referências pop - e algumas até mesmo bem obscuras: não tem como eu não amar. ♥ 


2. Livro - Cem anos de solidão 

Eu poderia colocar alguns outros livros aqui. 2015 foi um ano repleto de boas leituras. Mas sem dúvida alguma a melhor delas foi Cem anos de solidão, do Gabo - que, por sinal, tem resenha aqui. Devorei o livro em três dias e só demorei tudo isso porque tava cheia de trabalhos e em final de semestre. 

O livro, além de ter uma história incrível que conta os cem anos da família Buendía e ser recheado de realismo fantástico, tem simplesmente o melhor final de todos os livros que já li até hoje. O MELHOR. Quando li aquele final - especificamente o último parágrafo - simplesmente tive de relê-lo mais algumas vezes. Melhor livrinho. ♥ 

3. Filme - The Rocky Horror Picture Show 

MELHOR.FILMINHO.EVER. Se você não viu este filme ainda, corra agora e trate de vê-lo simplesmente porque é sensacional. 40 anos de existência e continua sendo maravilhoso. 

Travesti do espaço que veio pra terra pra ser uma espécie de Dr. Frankenstein e construir pra si um loiro alto, bronzeado e musculoso pra satisfazer seus desejos quando, do mais absoluto nada, aparece um casalzinho tipicamente americano e a coisa desanda. Tudo com muitas músicas incríveis, atuações maravilhosas e o melhor senso de humor numa vibe aquário-escorpião que existe. 


4. Banda - The Beatles 

Eu sempre gostei de Beatles, mas este ano eu realmente extrapolei. Ouvi todos os álbuns em looping, cantarolei alto, cantarolei baixinho, tomei o álbum Revolver como um dos melhores da vida e trilha sonora da minha sitcom pessoal. 

E, sim, Queen continua sendo a minha banda preferida, mas deixa eu dizer que Beatles vem logo em seguida e embalou meu 2015. 

~os reis do iê-iê-iê~

5. CD - Extraordinary Machine

2015 também foi o ano em que descobri a dona Fiona Apple. Me apaixonei pelo álbum por conta da capa. Estava numa noite vibe errada - que poderia, sinceramente, ser qualquer noite da minha vida - e, tentando encontrar uma trilha sonora pra terminar um trabalho de História da Educação, achei esse álbum maravilhoso que tem um tom deprê e cômico em suas músicas. Não o ouvi muito durante o ano, mas o escutei mais de 5 vezes naquela noite. Portanto, configura como o cd - álbum - do ano. 

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it the road just rolls out behind me
Be kind to me or treat me mean
I make the most of it I'm an extraordinary machine


6. Música - On the radio 
Regininha Spektor, musa do meu coração. ♥ Ouço essa música diariamente porque não há possibilidade de ter um dia ruim ouvindo essa belezura. 
7. Blog - Milarga 
Eu realmente poderia colocar mais de quinze blogs aqui porque, caramba, tenho muitos blogs favoritados no coração e no blogroll. Conheci blogs maravilhosos este ano, de meninas incríveis, fizemos um grupo de suporte bloguístico ♥ e estamos aí, cada vez divando mais. Porém, tem um blog com o qual muito me identifico e que chega a dar um medinho porque é como se fosse aquela coisa de fantasma do Natal futuro, e esse é o blog da Vanessa. Prevejo que serei ela daqui a alguns anos. Aguardem. 
8. Texto em blog - Oblíqua e dissimulada 
Salvei alguns textos de blogs dazamigas durante o ano - que ano maravilhoso e que BEDA incrível que só proporcionou textos-amor! Mas lembrei de um texto da Vanessa - de novo, hahahaha - que realmente definiu tudo o que penso sobre essa polêmica de "a Capitu traiu ou não traiu o Bentinho?". Indiquei esse texto pra tantas pessoas que colocar outro no lugar dele seria quase que uma mentira já que realmente dona Vanessa tocou num ponto muito importante pra mim - Capitu. 
9. Vídeo - Preconceito literário 
Serei cara dura e colocarei o meu vídeo aqui porque sim. Não sou leonina, mas deveria sê-lo, porque tenho o ego de uma. ;* 

10. Jogo - HAHAHAHAHANO 
Nem Candy Crush eu consegui parar pra jogar neste atribulado ano em que me virei em dois cursos + estágio. Que o fará algum jogo "de verdade". 
11. Personagem mais gamante - Ichabod Crane 
Sotaque britânico. Morreu há séculos, mas retornou. Tem memória eidética e os olhos verdes mais incríveis das séries - sorry, Winchester brothers. O melhor cabelo. A postura. E ainda por cima entende de história, mitos, lendas e como se vestir. ICHABOD CRANE, MELHOR PESSOA DAS SÉRIES. Assistiria Sleepy Hollow mesmo que fosse ruim só por conta dessa pessoinha incrível. ♥ 
~L'Oréal, porque você vale muito~ 

E este post levou mais de uma semana pra ser escrito por motivos de: Spotify. Coloco uma playlist pra escrever e entro num mundo onde Shania Twain governa com seu Man! I feel like a woman. 

1. Série - Jessica Jones 

'Cês querem quebrar a minha cara agora, eu sei. Mas realmente não gostei da série. Sim, eu entendi a série. Sim, eu entendi a história. Sim, eu entendi a heroína e a superação. Mas não, eu não gostei. Poderia ter sido muito melhor feita, realmente. Porém: David Tennant = ♥ 
2. Livro - Entrevista com o vampiro 
Eu sei que a maioria das pessoas realmente seria capaz de me dar uns tapas na cara por conta disso, mas QUE LIVRO HORRÍVEL. Louis é a personagem mais mimimi de todos os livros que já li até hoje. Bella mimimi? Nada. Ela é um amor de pessoa perto de Louis. Minha vontade é de bater na cara dele com uma machadinha até ele parar de mimimizar tudo. Lestat melhor personagem. ♥ Cláudia, um saco.  Louis, o pior de todos. 
3. Filme - Mad Max 
QUE FILME RUUUUUUUUUUUIM. Tirando os efeitos especiais e as maquiagens pesadíssimas, o que sobra? Basicamente nada. Eles tinham uma baita oportunidade de roteiro, de explorar um monte de coisas, mas fizeram apenas mais um filme que arrasa nos efeitos e que apenas delineia personagens realmente interessantes que poderiam fazer TÃO MAIS, mas que acabaram se perdendo na poeira - literalmente. 
4. Banda - ??????? 
Não ouço bandas ruins. Se ouço uma música e já não gosto, por que ouviria mais músicas ainda daquela banda? Não faz sentido. 
5. CD - ??????? 
Mesma coisa. 
6. Música - ???????? 
Qualquer uma que tenha ouvido por obrigação, tipo os funks dos vizinhos ("funk é bom e libertador, tu que tá bancando a elitista ao dizer que não gosta"; FUNK É UMA DROGA, MEU AMOR, não considero nem música, só me dá dor de cabeça - literalmente -, tô nem aí se tá na moda considerar isso bom, viste?) e essas cantoras estranhas que parecem que estão gritando durante um orgasmo ao invés de cantar. 
7. Blog - qualquer medium por aí 
Porque agora não basta ter blog, não. Pra ser levado a sério tem que fazer textão no medium. Que preguiça disso, hein. 
8. Texto em blog - HAHAHAHAHA 
2015 produziu MUITOS textos ruins, textos verdadeiramente dignos de um facepalm House style, tão ruins que me recuso a compartilhá-los por aqui. :) 
9. Vídeo - ?????????? 
Mesma coisa. 
10. Jogo - HAHAHAHAHAHA 
Poderia dizer que o pior dos jogos em 2015 foi o quanto as pessoas me enchem o saco com isso? Sim? Pois então. Eu mal tenho tempo pra comer e as pessoas enchendo o saco porque "o jogo tal é isso e aquilo, tu precisa jogar". MEU AMOR, dois cursos ao mesmo tempo + estágio + todo o meu lazer que está concentrado em livros e séries. OU SEJA: fail. 
11. Personagem menos gamante - Ashildr/Me 
COMO EU ODEIO A ARYA IMORTAL!!!!!!!!!!!!!!!! A pior coisa que fizeram em Doctor Who neste ano foi colocarem a Arya no elenco e torná-la imortal. Tudo pra que a impertinência dela resultasse na morte de uma das minhas personagens preferidas e, não contentes com isso, fizessem com que ela tivesse um plot quase twist no final e saísse a bailar pelo universo. FAIL, SO MUCH FAIL. 
~sim, tu és um floquinho de luz único no universo, porque ninguém mais esteve sozinha, nem mesmo o Doctor, claro, isso faz todo o sentido, que ser especial tu és, uhul~ 


E agora licença, que o namorado já vai chegar pra me levar pra casa dele onde farei o meu doce de Natal e falharei miseravelmente no processo de decoração. 

Feliz Natal! ;* 

Come to the Mimimi Side of the Force

We have cookies. 

Minhas amigas sempre me encheram o saco dizendo que lembram do Darth Vader ao conversar comigo. Eu sempre disse que elas estão loucas porque né, apenas não. 

Fui fazer teste de 10 perguntinhas pra ver quem eu seria em Star Wars, e... 


O pior é que não posso nem discordar da descrição. É isso aí mesmo, eu vou atrás do que quero e dane-se o resto. Mas ninguém precisava saber desse resultado, portanto fiquei quietinha, até que... entrei no Spotify. E lá eles estão "calculando" o que a pessoa mais ouve pra ver qual personagem ela é de acordo com o gosto musical. E... 


Portanto, instauro aqui o Mimimi Side of the Force: para aqueles que queriam ser do Light Side, mas acabaram descobrindo que são Dark do mais absoluto nada. 

Bom dia. 

Sete véus de equilíbrio

A pessoa consegue a proeza de cair durante o banho. Mamis, ao ver os roxos e gritinhos, pergunta: 

— O que foi? 
— Caí. 
— Como? 
— Caí. Escorreguei no banho. 
— Mas quem é que cai no banho? 
— Eu, ué. 
— O que tu tava fazendo? A dança do ventre? 

E depois me perguntam de onde eu tiro minhas respostas espirituosas pra tudo. Passe um dia na minha casa com meus pais e você entenderá. :) 

Coisas pra se fazer no calor

1. Morrer. 
2. Entrar em coma e só acordar no inverno - quando estiver abaixo de 10°C. 
3. Se revirar na cama porque simplesmente não há posição confortável pra dormir num maldito calor repleto de mosquitos e pessoas ~felizes~ fazendo baile funk na casa ao lado. 
4. Comer tudo quanto é fruta gelada. Abacaxi. Melancia. Maçã. Mais abacaxi. E ficar com a boca toda ferrada por conta da acidez em excesso, é claro. 
5. Demorar 1h pra fazer um trajeto de 30min porque se está entrando em lojas aleatórias só pra ficar um pouco no ar condicionado e depois retornar às atividades normais de bater perna na rua pra ir de um ponto a outro de ônibus com o suor escorrendo e a maquiagem manchada. 


Acho que dizer que odeio o calor é desnecessário a essa altura do campeonato, não é mesmo? 

É. :) 

Nós observamos. E estamos sempre presentes.

A hora das bruxas - vol. 1 e 2
Anne Rice
Editora Rocco
488 páginas (vol. 1) | 485 páginas (vol. 2)
Ano de publicação: 1994 

Sobre o que é: um cara chamado Michael Curry sofre um afogamento do mais absoluto nada enquanto estava apenas caminhando tranquilamente. Ele morre, mas é socorrido por uma moça que estava num barco, sozinha, no meio da noite, a navegar pelas águas geladas da Califórnia, chamada Rowan Mayfair. Michael, após o afogamento, adquire poderes e agora, além de saber o que as pessoas pensam, também tem de usar luvas de couro o tempo inteiro, caso contrário "lerá" os objetos e pessoas que tocar, porque suas mãos lhe dão visões do passado agora. Michael tá bem perdido na vida, até que consegue o contato da mulher que o salvou, Rowan, que vem a ser uma médica neurocientista. Os dois se apaixonam e se pegam loucamente. Mas o que Michael não sabia é que ele não é o único ali a ter poderes. Rowan vem de uma linhagem de bruxas - as bruxas Mayfair -, apesar de ainda não ter consciência disso, e tem uns poderes sinistros e tenebrosos. Ela não sabe de toda sua história, pois foi adotada ainda bebê, mas Aaron sabe, um senhorzinho britânico que é parte de uma ordem de historiadores do sobrenatural chamada Talamasca - nós observamos e estamos sempre presentes. Quando Aaron consegue falar com Michael, a coisa complica e só vai de mal a pior. Resumindo: é a história de como uma mulher moderna e bem resolvida se deixa seduzir por um demônio antiquíssimo chamado Lasher e destrói não apenas a sua vida, mas a de todos ao seu redor. 

Por que ele é bom? Em duas palavras: Michael Curry. ♥ Mas também porque ele te prende. É o tipo de livro que vai te fazer virar a noite lendo. Sabe aquela história de só mais um capítulo? ENTÃO. O único porém do só mais um capítulo é que há capítulos com 90 páginas. Claro que eu não sabia disso. Mas se um livro consegue fazer com que eu vire a noite lendo-o, de ruim não pode ser chamado. 

Fora que a dona Anne Rice fez algo de que muito gostei: misturou ficção com realidade. ♥ Há muitos personagens do livro que realmente existiram, como o pintor holandês Rembrandt - cujos quadros foram usados nas capas dos livros. 

Também é legal como metade dos livros são o chamado Arquivo das Bruxas Mayfair, ou seja: a história das 13 gerações de bruxas, até chegar a Rowan. E é uma história bem sinistra, repleta de incestos, necrofilia, magia negra e Lasher, o demônio de estimação dessas bruxas, que passa de mãe pra filha, de geração a geração, e que é o causador não apenas dos destinos trágicos dessas mulheres, mas também de suas imensas fortunas, o "Legado Mayfair". 

Por que ele é ruim? Além de haver partes extremamente cansativas com descrições minuciosas da vegetação e da arquitetura local? Por conta do final. 

A pessoa lê dois livros que, juntos, formam quase 1000 páginas, apenas para descobrir que, no final, tudo se resume a: incestos múltiplos durante séculos pra gerar a mulher perfeita de acordo com a genética da família, a bruxa mais poderosa, que é uma espécie de ninfomaníaca ensandecida e com complexo de Dr. Frankenstein que engravida do marido, mas pega loucamente o demônio de estimação da família, e tudo isso para, OPA, que o demônio encarne no filho que ela está gerando, nasça, cresça em cerca de minutos, se torne um homem do mais absoluto nada e seu amante imortal. Aí ela se manda pra Suíça e deixa o marido, semi-inconsciente, na velha casa da família dela, a esperar por ela, enquanto tá pegando o filho deles que possui alma do demônio. 

Ó que coisa mais linda isso, gente. 

E ainda tem mais dois livros na série! Que, obviamente, não serão lidos. 

Isso pra não falar que: dona Anne Rice tem algum problema com pau. Só isso explica. A cada vinte páginas tem uma descrição de sexo com o demônio - ou com qualquer cara aleatório - que sempre envolve a palavra pau e a mulher pedindo por estupro, pedindo pra ser rasgada, pedindo pra que o cara seja cruel com ela. FETICHE BIZARRO, QUEM CURTE. Nunca conheci uma mulher que realmente goste disso. Aliás, gostar de estupro? Fala sério. 

E é por isso que eu não lerei os últimos dois livros. Não dá. Há limites. 

~Lestat está claramente revoltado com sua criadora~

P.S.: Rowan Mayfair se tornou a personagem que mais detesto de todos os livros que já li até hoje. Acho que isso diz tudo. 

Se eu recomendo a leitura? Sim, mas não. Os livros são realmente bons, porém frustrantes. Na metade do segundo eu já havia adivinhado o desfecho final e tava torcendo pra que não fosse aquele, mas foi o pior possível. A sensação foi de tempo perdido pra chegar até um final tosco. Mas há quem goste, ou seja. 

Em um quote:
Eu sou paciente. Vejo muito longe. Estarei bebendo o vinho, comendo a carne e conhecendo o calor da mulher quando de você não restarem nem os ossos. 

Dezembro chegou e, com ele...

A deprê. 
O calor infernal. 
A alergia ao calor infernal. 
As ruas lotadas de gente adorando o calor infernal. 

A retrospectiva. 
As decorações de Natal. 
A época de procurar receitas natalinas. 
Os panettones cheios de frutas cristalizadas. 

As provas finais. 
Os pesadelos com o final de semestre. 
A completa inabilidade de dormir sendo picada por mosquitos. 
Os aniversários do bando de sagitarianos que aturo durante o ano. 

John Lennon cantando nos meus ouvidos:  
"And so it's Christmas, and what have you done? 
Another year over and a new one just begun." ♪ 

Ao que só posso responder que: 
2015 ainda não terminou! ME DEIXA APROVEITAR 2015! Não pude aproveitar 2015 porque estava ocupada demais estudando e tendo conflitos com meus 26 eus, mas agora entrarei de férias e quero aproveitar! ~lagriminhas~ 


Reflito, portanto. :) 


Pequenas vitórias

Não derramei uma lagriminha sequer nessa tpm. 
Em compensação, comi uma barra inteira de chocolate ao leite com flocos sozinha. 

Não dá pra ganhar todas as batalhas nesta vida. 

My people skills are rusty

EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. EU ODEIO FALAR EM PÚBLICO. 


Ufa. Me sinto melhor. 

Eu odeio Jean Piaget

Poderia ser o nome da minha autobiografia, mas é apenas o nome de uma antiga comunidade do orkut. 

— Mia, o que tu tá fazendo que não posta mais no blog? 
— Eu tô no final de semestre em 2 cursos, ou seja: muito ferrada. 

Eu não leio mais blogs. Não escrevo mais. Não consigo mais ver as minhas séries sem sentir um peso na consciência e ouvir a voz do além de Piaget me dizendo "percebe-se que essa moça ainda apresenta problemas com seu estágio operatório formal". 

Se você não sabe quem é Piaget, você é uma pessoa feliz. 

Se você sabe, então apenas lhe digo que: miga, dá cá a mãozinha porque eu sei muito bem o que é ser atormentada durante o sono por pesadelos envolvendo - mas não se limitando a - esse sorriso maroto do senhorzinho suíço e seu cachimbo. 

~apavorando as mocinhas da pedagogia~ 

Piaget é o carinha que começou uma coisa chamada Epistemologia Genética e que, não contente com sua vida de biologuinho, decidiu estudar as fases de crescimento das crianças e como se dá a aprendizagem. O problema é que ele fez esse estudo com uma amostra de crianças muito pequena e todas do meio rico da sociedade, isso lá pela época do início do século XX, ou seja: a forma com que uma criança rica e cercada de cuidados cresce não é a mesma que uma criança pobre e sem as regalias de uma rica se desenvolve. Aí que os parâmetros estavam bem loucos, mas estudamos isso até hoje porque na Pedagogia Piaget é tido como ídolo-mor, o grande vovô sábio que nos ensina a lidar com os estágios do desenvolvimento dos seres humanos.  

E, nas horas vagas, me faz ter pesadelos nada saudáveis - que misturam Freud também. 

Aí que tenho de entregar mais um trabalhinho sobre ele, Vygotsky e Skinner até semana que vem. Skinner é o carinha do estímulo-resposta que lidava com tudo na base do condicionamento, ou seja: aluninho fez algo legal, ganha estrelinha; aluninho puxou o cabelo da colega, vai pra o canto da sala pra usar as orelhas de burro. Vygotsky era esse lindo do nome mais difícil de todos - ah, esses russos! ♥ - que tinha uma teoria parecida com a do Piaget, porém muito melhor, porque se tratava do MEIO, do ambiente em que a cria cresce, e não apenas de coisas que estão em seu cérebro. Vygotsky = ♥ 

~seduzindo as pedagogas com frases de efeito~ 

Vygotsky não era apenas possuidor de um lindo nome que ninguém consegue escrever e de um sotaque russo maravilhoso, como também era um advogado que estudou Literatura e História e teve toda uma formação em psicanálise porque sim, porque ele podia. Mas o senhor Stálin não gostou nada disso porque teorias de Freud, essas coisas ousadas e, portanto, o carinha morreu bem novo, mas não antes de dizer uma frase que ecoou pelos séculos ~uuuuuh~ e chegou até a PUCRS nos dias atuais: nós nos tornamos nós mesmos através dos outros

MELHOR DESCULPINHA PARA SER BABACA, HEIN. 

— Poxa, mas por que tu fez isso? 
— Fui criado assim, cara. 
— Mas o que isso tem a ver? 
— Nada posso fazer,  tá na minha formação behaviorista. 
— Mas ser criado por babacas não é desculpa pra ser babaca. 
— Como o grande Vygotsky disse: nós nos tornamos nós mesmos através dos outros. Portanto, a culpa não é minha. 

Vygotsky = ♥ 

Mas nem só de teorias de aprendizagem vive meu semestre. Ontem tive uma prova dozinfernos pra qual estudei como se não houvesse amanhã porque a querida professorinha de Linguística passou o semestre inteiro falando sobre casamentos, vestidos de casamentos, como segurar um homem, como agradar a sogra e signos ao invés de explicar a matéria, que foi toda depositada no moodle e que todo mundo se virasse. 

A única coisa que pressinto que virará será a canoa, mas prossigo. 

A querida professora também fez um belíssimo discurso falando acerca de como surdos são pessoas preguiçosas por usarem língua de sinais ao invés de serem oralizados e falarem normalmente e apenas lerem lábios. E É POR ESSAS COISAS QUE EU NÃO CONSIGO GOSTAR DESSA PROFESSORA. Linguística é uma matéria cheia de potencial, mas não há como apreciar a aula com uma criatura falando coisas desse tipo. 

Só sei que quando ela disse isso recolhi minhas tralhas e saí batendo a porta, porque não discutirei com uma senhorinha de quase 70 anos, mas me recuso a ouvir que surdos são pessoas preguiçosas e que, abre aspas, se eu tivesse um filho surdo jamais usaria libras com ele, mas faria com que ele lesse lábios e fosse oralizado, porque eles sabem falar perfeitamente, só são preguiçosos, fecha aspas. 

~nem Lestat aguenta mais este semestre~

Portanto, sei lá eu como fui na prova. Só sei que amiga me deu chocolate e tenho respirado chocolate pra me acalmar - e é por isso que tô gorda, mas enfim. 

Também teve, nessa semana, coleguinha revoltada e louca das ideias dizendo que quem lê muito, quem tá sempre com um livro na bolsa, é alienado. Coleguinha olhou pra mim no momento em que disse aquilo e meu sangue está fervendo até agora, mas não tenho tempo pra escrever realmente sobre - escreverei quando acabar o semestre, claro - e apenas a olhei e disse um QQQQQQ porque não está sendo possível. Me deixa ler meus livrinhos em paz, filhote. O conceito de alienação não tem nada a ver com isso. MAS SORRIO E ACENO, porque chega de polêmicas. 

Em algum momento de 2011 prometi a mim mesma que a Mia do futuro seria uma pessoa que sorriria pras ofensas, agulhadas e indiretas mais diretas impossível ao invés de sair dando tapas na cara da pessoa e gritando QUALÉQUIÉ, VADIA pra quem olhasse torto. Devo dizer que tenho cumprido essa promessa firmemente e, ó, sou uma lady agora. A pessoa me fala uma coisa dessas e eu apenas olho e sorrio, mas por dentro arranco sua cabeça com um machado. 

Claro que a vida era muito mais divertida antes, mas em tempos em que tudo vira um processo é melhor fazer a britânica, segurar minha xícara de praticar o sarcasmo. :) Humor sutil mode on.

Mas que sinto Murphy aloprando comigo e gritando um NÃO TÁ SENDO CONTIDA, QUERIDA? ENTÃO LIDE COM ISSO, sinto.


Enquanto isso recebi lindos e-mails de leitoras preocupadas comigo e só tenho a dizer que: 'cês são umas lindas, mas me sentiria culpada se as respondesse agora porque TRABALHOS, PROVAS, FINAL DE SEMESTRE. Recebo lindos comentários aqui e não posso respondê-los porque PRECISO TIRAR NO MÍNIMO UM 8 EM TODAS AS DISCIPLINAS e isso tá me deixando bem louca, se querem saber.

Mas ao menos tá dando pra fazer algumas leiturinhas durante os intervalos de um polígrafo e um pedido pra morrer pra não ter de matar as coleguinhas, e num desses intervalos descobri a maravilhosidade de dona Anne Rice e estou numa linda relação de amor com as bruxas Mayfair. ♥

Fora isso, tive de desmontar o roupeiro porque houve um lindo problema de mofo surgido do além que estragou metade das minhas roupas, portanto meu quarto tá em processo de arrumação há uma semana e sem previsão de melhoras.

Ou seja: tá pouco de obstáculos, manda mais.

Agora licença que tenho de terminar mais um trabalhinho pra sexta. :) 

Milord! Milady!

Orlando
Virginia Woolf
Editora Penguin Companhia
344 páginas
Ano de publicação: 1928 

Sobre o que é: um cara chamado Orlando é um dos queridinhos da Côrte inglesa na era elisabetana - Elizabeth I, a rainha virgem - que, um dia, após uma decepção amorosa terrível por conta de uma princesa russa, se vai pra Turquia ser embaixador da Inglaterra. Lá acaba dormindo por uma semana inteira enquanto o país está sendo invadido, a revolução acontece e todo mundo no palácio morre; só não o matam porque acham que ele já está morto tamanha é a densidade de seu sono. Então a mágica acontece e, BAM, ele acorda mulher. MAS TÁ TUDO BEM, não há por que se alarmar. Então o senhor/senhora Orlando vai caminhar na floresta enquanto o lobo não vem e se junta a alguns ciganos, até que decide voltar à Inglaterra e viver sua vidinha de senhorinha nada convencional. Nisso se passam alguns séculos, porque Orlando vive quase 4 séculos tendo eternamente 30 anos. 

Por que ele é bom? Vocês leram sobre o que ele fala? Carinha da Côrte inglesa elisabetana vive, até os 30 anos, como homem. A partir de então, passa a ser mulher, simplesmente porque sim, porque acordou com uma vagina. CÊS AINDA TÊM ALGUMA PERGUNTA DO PORQUÊ SER BOM? Eu não. Mas continuo. 

O fato é que esse foi meu primeiro contato real com Virginia Woolf, essa escritora maravilhosa com quem partilho aniversário - orgulho ♥ bobo. Já havia tentado ler Mrs. Dalloway, porém não havia conseguido porque me perdi naquele fluxo de consciência. Até que um dia a dona Fran propôs o desafio da leitura coletiva de Orlando. Não fazia ideia do que se tratava o livro, mas queria ler a autora há muito tempo e topei. MELHOR DECISÃO DA VIDA. 

Fora o fato de que o livro trata sobre questões extremamente atuais, como o conceito de gênero, o machismo presente na sociedade e também algo muito particular àqueles aspirantes a escritores: a paixão pela literatura e, consequentemente, pela escrita. Mas realmente creio que o mais interessante é ver como a dona Virginia transparece suas reflexões através da narrativa - afinal, a história é contada como se fosse através da visão de um biógrafo onisciente. 

♫ Ser um homem feminino 
não fere o meu lado masculino
se Deus é menina e menino 
sou masculino e feminino ♪ 

Por que ele é ruim? Não é. Simplesmente entrou pra minha lista de favoritos da vida - aliás, 2015 tá sendo um ano cheio de livros favoritos, que coisa maravilhosa. Se eu tivesse de escolher algum ponto pra dizer que "ah, mas isso não foi lá essas coisas" seria apenas que: demorei um pouquinho pra engrenar na leitura porque estava ESPERANDO algo acontecer, esperando um ponto central da trama. E não é bem assim. 

Mesmo após Orlando acordar transformado em mulher, isso ocorre de forma tão natural que não chega a ser um acontecimento drástico. Sim, ele agora é ela. Mas é a mesma pessoa. A atração por mulheres é a mesma. O gosto por coisas tidas como sucintamente masculinas também. Demorei um tempo pra entender que a história não é sobre o processo, mas sim sobre como se dá o processo. Aquele velho ditado de que a jornada é mais interessante do que o destino. 

Espreguiçou-se. Levantou-se. Ficou de pé completamente despido diante de nós, e enquanto as trombetas soavam Verdade! Verdade! Verdade! não temos escolha senão confessar — ele era uma mulher. (p. 99) 

Ou seja: o livro é genial. Eu é que não estava acostumada a ler algo de Virginia Woolf. 

Se eu recomendo a leitura? SIM ♥ Não tem como não recomendar um livro desses. Porém, se você começar a leitura e quiser parar porque "não está acontecendo nada", apenas insista mais um pouquinho e se dê conta de que muitas coisas acontecem no nada. É uma biografia da vida de um cerumano de quase 4 séculos: coisas acontecem. Mas isso não é importante. O importante é como se lida com os acontecidos. 

Em um quote: 
“Estou crescendo”, pensou, pegando a sua vela. “Estou perdendo minhas ilusões, talvez para adquirir outras novas”. (p. 124) 

Aurora feelings

Estava lá eu toda trabalhada na realização pessoal, no vestido de bolinhas e nas cantigas de roda - sou dessas, desculpa - quando de repente, não mais que de repente, alguém me oferece um panettone. 

— Come, é bom. 
— É de fruta? 
— É meio a meio: fruta e chocolate. 

Comi, né? Ataquei a parte das frutas cristalizadas, mesmo adorando chocolate. Não sei o porquê fiz isso, mas, como diria Chicó, só sei que foi assim. 

E foi assim que caí num sono profundo por 10h consecutivas. 

Houve reza, houve balde de água fria, houve cócegas, houve um pajé, houve colocarem músicas bizarras a todo o volume pra tocar bem no meu ouvido e... nada. Continuei dormido, deitada em posição fetal num canto do assoalho, enrolada nas minhas duzentas mil cobertas e abraçando a mim mesma, porque sou fofinha. 

Até que todo mundo cansou e foi comer, fazer decoração e viver. 

E foi aí que acordei. 
E já acordei interrompendo a algazarra de todo mundo e perguntando: 

— O que vocês tão fazendo que ninguém foi me dizer que tem batata? 

Todo mundo na maior cara de olhar bovino me encarando... E eu, como sempre, não entendendo nada. Até que namorado me pegou no colo, pulou a cerca, me mostrou a rua deserta com as decorações e luzinhas e disse: 

— Mor, eu sabia que tu iria acordar no Natal. Vem, te guardei um pedaço de peru. 

E então eu acordei de verdade. 
Muito chateada, por sinal. 
Nem deu tempo de comer o tal peru. 

E tá tudo bem

Sexta-feira estava eu no auge da TPM ("TPM não existe, é só mimimi pra usar desculpa e não fazer as coisas" - MORRA, se você acha isso!), cheia de coisas pra fazer, com uma prova me esperando à noite e apenas um objetivo: deixar a pesquisa um pouco de lado e passar a tarde estudando Freud, Piaget, Skinner e Vygotsky. 

Tava tudo muito bem até que começou a estar tudo muito mal. Porque acontecem coisas. Sempre acontecerão coisas e eu vivo tentando me convencer disso, mas há coisas que rasgam algo dentro de mim e me deixam chorando na entrada da universidade por exatos 90 min. antes da tal prova. 

Eu sou, sim, uma pessoa chorona. E choro bonito. Não é aquele choro de bocarra aberta, nariz escorrendo e barulho de orgasmo distorcido. Não. É um choro silencioso, em que as lagriminhas correm enquanto o nariz fica todo vermelho. As pessoas me olham chorar e dizem que sou fofa. E EU APENAS QUERO MATÁ-LAS COM UM MACHADO, mas okay, me controlo, me seguro, porque a pessoa que faz cosplay de toddler na vida não tem ânimo pra brigas ou explosões de raiva. 

Por que eu estava numa choradeira sem fim? Porque, obviamente, sou muito otária. Idiota mesmo. E tava tendo crise dos 30 aos 21. "COMASSIM?" É isso mesmo. 

Um dos grandes medos da minha vida é chegar aos trinta e poucos sozinha, morando sozinha, sem filhos, sem família e com os pais mortos. Porque meus pais são a minha única família real. Tá, eu tenho irmãos, mas cadê eles? Não estão. Ou seja. Me adicionar no fb, pode. Me adicionar na vida real, não. Mas tá tudo bem. Por enquanto. E depois? Meus pais já estão velhinhos. E QUANDO MORREREM? Vou ficar sozinha no mundo? Não quero. 

Todas as pessoas que estudaram comigo durante o tempo de escola estão casadas, morando junto ou com filho. Menos meu grupinho e eu. Porque escolhemos outro caminho, é verdade. Escolhemos o caminho do estudo, construir uma carreira e todo aquele blablabla. Mas ninguém tá surtando pelo pavor - porque isso já passou do nível de medo - da solidão a não ser eu. 


MAS TÁ. No dia a dia consigo lidar com isso muito bem e não pensar nessas coisas, apenas viver um dia de cada vez. Mas na TPM, fim de semestre, com prova em poucas horas e tendo ouvido algo supimpa como eu ouvi: não, não tava rolando. 

Fui pra prova com lagriminhas correndo pelo rosto. Fiz a prova entre parar um choro e escrever mais uma linha. Porque o drama, ele é algo muito presente durante esses dias. Mas tá tudo bem, porque saí daquela prova maravilhinda pensando em como sou idiota. Porque a escolha é minha. Se me deixo atingir por coisas que me dizem, se me deixo atingir por coisas que ainda virão e estão bem longe, se me deixo atingir por coisas que não vêm ao caso agora, a culpa é toda minha por ser idiota. E se a culpa é minha, então depende de mim parar de ser essa pessoa troncha, levar uns tapões da vida e FAZER ALGO pra mudar a situação, de fato. Construir coisas. 

Pois bem, peguei o ônibus e fui pra casa. Aquele ônibus lotado, aquela coisa maravilhosa das 23h e uns quebrados. 

Eu ia continuar a reflexão, mas parei pra ver aquela coisa de LEMBRE O QUE TU FEZ HÁ UM ANO, no fb - mesma ideia do timehop, mas sem ser fofinho - e me deparei com isto: 


E, sim, eu continuo permitindo que me atinjam, que aloprem com a minha existência e que me façam chorar na entrada da universidade porque SOU MUITO OTÁRIA, MERMÃO, mesmo. E tá tudo bem. Todo mundo pode ser otário na vida em algum aspecto. 

O meu é o emocional. 

Eu só comecei a escrever este post pra falar que no sábado pela manhã decidi ver um filme pra me distrair enquanto a TPM não ia embora e que pior escolha do universo, mas aí o texto descambou pra algo completamente aleatório, e: cansei desse layout, rosa não é a minha cor. Me enviem inspirações e coisas divertidas - filmes, séries, whatever - porque a bad vibe tá acabando - JURO - e tá tudo bem. 

Um agradecimento especial às pessoas supimpas que me aturaram nesses dias horríveis de TPM + final de semestre + mimimia. 'Cês são demais. ♥ 

Um mês baseado em: final de semestre

Eu estudo, aí estudo mais um pouco e paro pra fazer mais trabalhos pra os estudos. OU SEJA: sem tempo pra ficar postando/comentando/lendo em blogs. 

Tem esse trabalhinho supimpa que consiste em entrevistar pessoas em libras. 
Outro bem legal que consiste em gravar um vídeo sobre preconceito literário. 
E também aquele em que terei de fazer uma contação de histórias com fantoches. 

MAS NÃO SE DESESPEREM! Ainda, nesta semana, terei: 
uma prova de atendimento ao público; 
outra prova de psicologia sobre fases do desenvolvimento cognitivo da criança; 
mais uma prova, dessa vez de linguística sobre aquisição da linguagem: teorias; 
apresentação da prévia do vídeo sobre preconceito literário; 
criação de um blog-interativo ensinando a construir um livro. 

E JÁ É FINAL DE TERÇA-FEIRA. SOCORRO. 

~I need somebody ♪~ 

Portanto, estamos oficialmente em novembro e não esperem nada de mim além de um lindo silêncio interrompido por posts aleatórios que estão no rascunho. 

;* 

Um, dois, três.

Um, dois, três. Um, dois, três. Um, dois, três. Eu consigo. Basta ir aos poucos. Um, dois, três. Tum. Tum. Tum. Um, dois, três. Eu não vou conseguir, não dessa vez. 

Meu coração está quase saindo fora do meu peito. Correr pela floresta não adianta mais, eles já sabem o caminho, eles sabem como me rastrear. O sereno da noite, o ar gelado da vegetação fechada, só faz com que meu peito doa a cada respiração. Um, dois, três. Eles estão chegando mais perto. Folhas secas, molhadas, gosmentas se grudam a meus pés. Minha túnica está rasgada, meu rosto lacerado, galhos batem em mim por toda a parte, mas não posso parar. Um, dois, três, eles vão me pegar. 

A única coisa que vejo ainda é a lua, cheia, brilhante, amarelada. Nunca a vi tão grande. Não sei se ela tenta me proteger ou se está ajudando-os a me encontrar, iluminando meus rastros. Um, dois, três. Respiração ofegante. Dessa vez será o meu fim. 

Eu sabia que chegaria a isso, eu sabia que não deveria tê-lo feito, mas jamais poderia renunciar a um chamado de Hécate, a um chamado da lua, a um chamado de bruxa. Um, dois, três. Bruxa. É o que eles dizem. Sou apenas uma serva da Deusa, não uma adoradora do diabo. Mas eles não sabem parecer saber a diferença. Um, dois, três. Mal consigo respirar agora. Mal consigo pensar. Não é hora para reflexões, eles vão me pegar. Um, dois, três, é melhor parar. 

Saco meu punhal, ajoelhada em meio a folhas gosmentas, pedras e apenas os sussurros da floresta me fazem companhia. Tum, tum, tum, eles estão se aproximando. Um, dois, três, posso ouvir seus passos. É agora, tem de ser, uma filha da lua não pode morrer nas mãos de homens. 

É tarde demais. Estou amarrada, sinto o calor crescer de baixo pra cima. Não consigo respirar, mas ainda consigo pensar. Não quero pensar. Não quero sentir. A dor dilacerante é quase insuportável, mas não consigo desmaiar. O olhar das pessoas parece me sustentar nesse picadeiro. A dor no peito é mais forte do que a dor das chamas. Não mais respiro, mas ainda sou. 

A correria acabou.


E o troféu framboesa de ouro vai para...

...o roteirista da minha vida, obviamente. 

Estava eu caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento, num sol de quase dezembro pelas ruas de Porto Alegre, naquela correria de todos os dias indo do curso de Biblio pra o lab na PUCRS - onde fico até as 23h, tendo aulinhas de Pedagogia, coisa mais fofa do mundo isso - quando alguém pega no meu braço e diz um oi. 

— Oi! 
— Me solta! 
— OIIIIIIII! 
— Quem é tu? Sai! 

E fui andando, tentando me desvencilhar. Tentando. Porque quando dei por mim o cara, com uma menina de mãos dadas ao lado, já havia pegado no meu braço de novo e tava insistindo no oi. 

— OI, MIA! 
— Quem é tu, criatura? Me larga! Como é que tu sabe meu nome? 
— Tu tá brincando, né? 
— Não, eu não sei quem tu é e quero que me largue agora. 
— MAS A GENTE NAMOROU POR MESES. 

~olhar bovino~

Nisso fiquei ostentando um olhar bovino David Tennant style, ao passo que a namorada do moço, com quem ele permanecia de mãos dadas, ostentava o mesmo olhar, porém olhando numa direção completamente aleatória, e o rapaz esquisito com um cabelo quilométrico continuava com uma das mãos no meu braço e esperando por uma resposta. 

— QQQQQQQQQ?!? 
— Sim, namoramos por meses, Mi. 
— Eu não lembro disso. Isso são as vozes na tua cabeça, criatura. 
— Namoramos por seis meses há 4 anos. 
— Cara, larga mão de ser mentiroso e me solta! 
— MAS COMO É QUE TU NÃO LEMBRA? TU TERMINOU COMIGO! 
— Eu nunca estive contigo, mas se tivesse estado e terminado isso já seria sinal suficiente de que não é de bom tom atacar a pessoa que contigo terminou no meio da rua e ficar insistindo num assunto de anos atrás. Não sei de onde é que tu tirou essa história, mas deve ter merecido. SAI. 

E fui andando. Porque né? Faria o que mais? 

Me pergunto se cheguei ao ponto de esquecer de quem namorei, com quem me envolvi, das pessoas do meu passado. Acho que não, apesar de eu realmente não ficar pensando nisso e não me importar nem um pouco, mas seria bem interessante se a memória fosse moldada não em nomes e rostos, mas em características: 
aquele que eu quis matar;
aquele que só não matei porque me seguraram;
aquele que MORRA, SEU INFELIZ. 

Muito mais eficiente do que nomes e rostos, hein. 
Isso que namorei pouquíssimas pessoas na vida. Mas não faço ideia de quem seja o carinha maluco que me atacou no centro. Só sei dizer que: MAS QUE RAIO DE KARMA É ESSE QUE ME FAZ ATRAIR APENAS BIZARRICES, SENHOR? Será que jamais chegará o dia em que poderei caminhar alegremente sem que aconteçam coisas bizarras comigo? Por que eu atraio isso, caramba? Por que só me acontece esse tipo de coisa? 

— Porque é divertido — disse o universo. 

E só pra constar: isso tudo aconteceu quando eu estava saindo do curso de Biblio, sim, e acontece que hoje houve uma contação de histórias em que eu fazia a Branca de Neve - Clara de Neve nessa peça adaptada -, ou seja: VESTIDA DE BRANCA DE NEVE, EU. 

~passada com vocês~

Pro inferno com isso

Um estranho no ninho
Ken Kesey
Editora Record
336 páginas
Ano de publicação: 1962 

Sobre o que é: um cara, chamado McMurphy, é internado num sanatório após ter se metido num monte de brigas na prisão em que estava por conta de ter estuprado uma menina. No tal sanatório ele já chega querendo dominar e com o objetivo de passar o menor tempo possível ali e faturar muito, saindo daquele lugar ryco após ter arrasado com as contas bancárias dos caras lá internados. Então, ele começa uma revolução com várias atitudes infantis contra a enfermeira chefe e elabora um planinho: dar a ela o que todas as mulheres que estão no poder merecem, ou seja, correção sexual - e é nessa parte que a gente vomita. Sendo um cara classificado como psicopata, mas que não passa de um malandro misógino, estuprador e altamente carismático, a coisa ferve naquele sanatório quando ele descobre, em certo ponto da história, que é o único lá que foi internado, o resto está lá porque quer. 

Por que ele é bom? Não pensem que eu odiei o livro apenas por conta do enredo: não mesmo. O livro é bom pra caramba. PRA CARAMBA. Ganhou 5 estrelinhas no skoob, inclusive. Ken Kesey soube descrever muito bem o sistema de saúde mental da década de 60, assim como descreveu muito bem a visão masculina a respeito de mulheres no poder. Digo isso porque, mesmo a gente sabendo que o McMurphy é um estuprador desgraçado e arruaceiro, ainda assim acabamos simpatizando com o maldito. Como todo psicopata, ele é extremamente carismático, e isso pode - e vai - confundir o senso moral de todo mundo. A narrativa é em primeira pessoa e feita através das palavras do Chefe, um cara de uma tribo indígena que acabou sendo expulsa de suas terras pelo que ele chama de Liga e que está lá há muitos anos se fingindo de surdo, ou seja: o cara que tudo ouve, tudo vê, tudo sabe. 

Lá na década de 60 o sistema de saúde mental era basicamente da seguinte maneira: manter tudo em ordem e sem grandes estardalhaços. Então, sim, os métodos aplicados nos pacientes eram cruéis, como a lobotomia - que ainda estava em vigor em algumas instituições - e a terapia de eletrochoque. A vibe era danem-se os pacientes, o importante é manter a máquina funcionando. Ninguém no livro é bonzinho, o que é ótimo. 

~Jack Nicholson tá sempre metido nesses filmes sobre livros que falam de loucura, é incrível~ 

Por que ele é ruim? Porque só temos a visão de um homem extremamente imparcial, relativamente maluco e que se finge de surdo pra passar bem. Como ele é "maluco", vê teorias de conspiração em tudo quanto é canto e acha genuinamente que todos estão contra ele e que o McMurphy é um cara supimpa, tri legal, um amor de pessoa altruísta. A realidade é diferente. A realidade é que a enfermeira-chefe estava ali apenas tentando fazer seu trabalho, gerindo um grupo de homens relativamente perigosos e insanos em graus diversos.

Só que a visão desse cara - o narrador - é tão forte que a pessoa se deixa levar por alguns momentos e desconfia que, realmente, McMurphy é um cara legal. Ah, ele estuprou gurias, não tá nem aí pras regras, tem planinho de dar um estupro corretivo na enfermeira-chefe, mas e daí? Ele é parceiro dos caras. E DAÍ QUE TÁ ERRADO, MEU BEM. E eu já vi muita gente defendendo o cara apesar de todo seu ódio e violência contra as mulheres só porque ele é legal com os caras. OU SEJA: o autor soube trabalhar bem isso.

É a mesma história de Lolita: narrador não confiável que te faz acreditar ser bonzinho apesar de.

Se eu recomendo a leitura? SIM! Porém não é um livro para ser lido duas vezes. Eu dei 5 estrelinhas no skoob pra ele, mas mesmo assim ele não entrou pra lista de favoritos da vida porque não é algo que pretendo reler. Eu lia um capítulo e dava uma pausinha com qualquer outro livro mais ameno pra conseguir respirar e me recompor. É muito violento, pesado e revoltante. Contudo, realmente excelente. (Bem melhor que o filme.)

Em um quote:
Eu nunca havia percebido que a doença mental pode incluir o aspecto de poder, poder. Pense nisso: talvez quanto mais louco um homem seja, mais poderoso se pode tornar. Hitler é um exemplo. Se a gente se sente bem, alguma coisa faz o velho cérebro funcionar de novo, não é? Temos aí um bom tema para reflexão. (p. 247) 

~Hitler era o exemplo dos caras. PERCEBAM.~  

Este post faz parte do Desafio 50 livros de 1900 para ler antes de morrerConfira aqui a lista com todos os títulos que lerei até agosto do ano que vem. \o/   

Tá bom, mas pode ficar melhor

Se eu tô feliz com o tema de redação do ENEM deste ano - a violência contra a mulher -, com a questão citando a Simone de Beauvoir e mais um monte de coisas lindas que teve? Tô, sim. Mas não sou iludida. 

Sim, é ótimo que esse seja o tema de uma redação que atingirá boa parte dos jovens brasileiros, é ótimo que eles tenham de fazer uma reflexão bem construída acerca disso, porém não é o suficiente. Muitos podem simplesmente escrever o que lhes for conveniente e sair da prova fazendo tudo o que disseram ser errado na redação. Não basta uma prova. Não basta uma redação. Isso tem de ser tema dentro das escolas. 

~aí vem a história de que quem tem de fazer isso são os pais, a família, e não a escola. pois bem. como estudante de pedagogia, digo que cada vez mais as crianças têm aprendido coisas no ambiente escolar do que em suas próprias casas. as famílias se envolvem pouquíssimo na educação de suas crianças. tá certo? não. mas é o que temos. então, vamos trabalhar com isso. fora que, mesmo que as famílias realmente se envolvessem na educação de suas crianças, ainda assim a escola deve ser o lugar em que aprendem não apenas a ler e a escrever, mas a agir como um ser humano que respeita os outros seres humanos, não importando o gênero alheio.~

E não apenas no Ensino Médio. Tem de ser desde o maternal. 
Afinal de contas, quem nunca ouviu, após se queixar pra professora que o coleguinha lhe empurrou, que ele apenas gosta de ti e não sabe como demonstrar? Toda menina já ouviu algo parecido. Somos criadas para não discutir a violência, somos criadas para pensar que os homens são brutos, fechados e agressivos e que demonstram a paixão através da violência. Isso é uma mentira. 

Temos de parar de dizer às crianças que é normal e aceitável puxar o cabelinho da coleguinha, que não se pode reclamar porque "são crianças, isso é da idade". Aí o menininho fofo cresce e repete o ato lá no Ensino Médio, no cursinho, na universidade. "Mas eu gosto dela, eu respeito dela, é só o meu jeito, sabe como são as mulheres, a gente tem de ser firme às vezes." É o que o menininho fofo - já quase adulto agora - diz. É o que a sociedade diz. Mas ele não é machista. Capaz. E, se se deparar com uma redação como a que está tendo agora no ENEM, escreverá com toda a razão que a violência contra a mulher tem de parar, que é um caso grave, que é um absurdo. 

Porque ele pensará na violência em escalas grandiosas. Pensará em casos de polícia, em esfaqueamento, em coisas que aparecem no jornal. Jamais se colocará no lugar de agressor porque o que ele faz, de acordo com o que sempre lhe foi ensinado, é apenas ser firme. 

E é por isso que não, eu não me conformo com apenas um tema de redação. É um passinho minúsculo perto do que realmente deve ser feito. 

Só estarei satisfeita no dia em que todos os currículos escolares tiverem, obrigatoriamente, uma disciplina contra a violência e acerca de questões feministas, desde a pré-escola. Só estarei satisfeita quando puder abrir a LDB - Leis de Diretrizes Básicas - e me deparar com vários artigos acerca de como educar o aluninho fofo para que não se transforme num monstro que defende o feminismo na internet, mas dá uns sacodes violentos na namorada porque está apenas sendo firme

É só uma prova. Ainda há muito a ser feito. 

O fim do ano tá chegando e, com ele, as bizarrices

Esta semana estava eu fazendo os trabalhos, como sempre, lendo uma porção de PDFs dozinfernos sobre como treinar uma criança feito um cachorro - sério, Pavlov feelings -, quando fiz a pausinha. Eu sempre faço a pausinha no meio dos estudos, leituras, maratonas de séries, qualquer coisa. TEM QUE TER PAUSINHA. Na pausinha eu abro links aleatórios e tento relaxar, saindo completamente do foco do que diabos eu estiver fazendo. 

E foi assim que abri o fb. 
Abrir o fb: sempre uma vibe errada. Aliás, pensando seriamente em sair do fb por uns tempos, porque não está sendo possível. Mas enfim. O fato é que abri o fb e me deparei com uma marcação de uma colega de biblio. Fui ver o que era aquilo e: NÃO. 

Spotted. do. Instituto. 

Eu tenho pavor de spotted. Se as pessoas não me marcarem nas coisas ou me enviarem links de posts, jamais verei nada que há nessas malditas páginas simplesmente porque me recuso a curti-las. Spotted só serve pra duas coisas: paquera e criar confusão. "Não é bem assim, Mia, também serve pra informar." JAMAIS VI UMA PÁGINA DESSAS INFORMAR ALGO QUE PRESTE, mas okay, se você o diz... 

A questão é que: spotted. Hm. Aí fui ver o que era. E o que era? O que era era simplesmente a coisa mais AAAAAARGH da semana. Porque alguém, uma pessoa anônima*, decidiu dizer que o ruivo da biblioteconomia e sua namorada estavam na sala da biblio se pegando loucamente, sendo que ela estava em seu colo E o chupando, tudo ao mesmo tempo. 

Fiquei: QQQQQQ?! 


E assim, né? O único ruivo da biblioteconomia, quiçá da instituição, é o meu namorado. E no dia em que postaram isso foi justamente o único dia em que fiquei à tarde na instituição, e só porque haveria uma festinha surpresa de aniversário para uma das professoras. 

Aí vocês pensem: 
SENTADA no colo do namorado 
com a sala completamente LOTADA por conta do aniver da prof 
e o CHUPANDO ao mesmo tempo 


~felicidade e alegria~ 

TANTAS QUESTÕES. 

a. O que leva um cerumano a inventar que eu estava sentada no colo do meu namorado, o chupando, enquanto todos estavam ali, enchendo a cara de bolo? 
Jamais saberei. 
Mas quero muito quebrar a cara dessa pessoa e arrastá-la na brita, hein. 

b. Como é possível chupar alguém estando sentada no colo da pessoa? Gente, não faço a menor ideia, mas gostaria muito de aprender porque né, deve ser deveras interessante. Porém, como não faço parte do Cirque du Soleil, provavelmente jamais saberei também. 

Se tem uma coisa que me irrita é quando me acusam de fazer algo que eu GOSTARIA DE ter feito, mas não fiz. Gostaria de agarrar loucamente meu namorado no meio do Instituto mesmo? Sim. Faço isso? Não. Até porque, provavelmente, seríamos expulsos, risos. Gostaria de matar pessoas arrancando suas cabeças com um machado, especialmente aquelas que usam o anonimato pra falar bobagens em spotteds da vida? CLARO QUE SIM. Mas não o faço, pois seria presa. 

Porém, quase fazendo essa última. :) 

CRAZY.MURDER.YOU. pessoa anônima. 

Apenas respondi um QUEM DERA, porque né? Quem dera eu tivesse essa cara de pau - ops! - que dizem que eu tenho a vida seria muito mais divertida. Mais complicada, também. Contudo, muito mais divertida. 

*pessoas anônimas = pior tipo de pessoas. porque as pessoas acham que só porque estão na internet e sob a máscara do anonimato podem fazer de tudo e TÁ TUDO BEM. big news: it's not. usar o anonimato na internet pra fazer bobagem e inventar coisas não te faz um grande espertalhão, apenas te faz assinar o atestado de babaca-mor. 

Maria do Bairro formou meu caráter

Mas eu nasci pra ser perua, moço.
Meus looks são ou salto alto, meia-calça rendada, maquiagem trabalhada em tons de vermelho e preto e unhas gigantes vermelhas ou legging, moletom de quando tinha meus 13 anos e chinelo com meia. 

Não sei ser apenas casual. Ou é perua ou é pijama. 

~21 anos e ainda saio de pijama na rua~ 

Sim, o blog está com um novo layout. 
Não, o blog não mudou de nome. 
Sim, no banner está escrito Chimia Who. 
Não, não está escrito Wink. 
Sim, o blog ainda se chama Wink. 
"Mas por que tu colocou Chimia Who se o blog ainda se chama Wink, Mia?" Porque deu vontade. Porque eu queria colocar aquela arvorezinha rosa em algum lugar do banner e não dava pra fazer isso com a palavra Wink: muito pequena pra ser separada. Tinha de ser entre duas palavras. Então peguei um dos meus apelidos - que também vem a ser um tipo de geleia de frutas maravilhosa aqui pelas bandas do Sul - mais o who? - por conta de Doctor Who, obviamente - e estamos aí. Afinal de contas, enfiaria a arvorezinha onde? (Não me respondam.) 

Fora que a URL nunca foi o nome do blog, então por que não posso ter tanto URL quanto o nome quanto o banner com coisas diferentes escritas? 

Coerência, quem curte. :) 
 
Wink .187 tons de frio.