Retrospectiva literária 2014

UPDATE: Este post era para ter sido publicado no último dia de 2014, mas descobri que a programação de postagens do blogger não vai muito com a minha cara, portanto apenas hoje pude, de fato, sentar e fazer a publicação. Mas é isso aí, o blog já começou 2015 com as postagens atrasadas, risos. Porém... eis a tão esperada retrospectiva literária de 2014, eeeeeeeh! \o/ 
A Angélica, do blog Pensamento Tangencial, faz anualmente uma retrospectiva literária, que consiste numa blogagem coletiva acerca dos livros lidos durante o ano. Este ano eu li mais de 100 livros (sim; como eu fiz isso? I have no idea, ou, como diria Chicó: "Não sei, só sei que foi assim.".) e uma retrospectiva assim, bem organizada como a dela, é uma ótima forma de encerrar esse ciclo livrístico de 2014. Bora! o/

A aventura que me tirou o fôlego:
A trilogia Fronteiras do Universo, do Philip Pullman ("A bússola de ouro", "A faca sutil" e "A luneta âmbar"). Li os três livros em uma semana e meia e, como as edições que li são da biblioteca, sofri muito ao devolvê-los, risos. Que livros maravilhosos! Pullman teceu uma aventura magnífica, de tirar o fôlego de qualquer pessoa que inicie tal leitura. Recomendadíssimo.

O terror que me deixou sem dormir:
Não posso citar outro (até porque não li muitos livros de terror em 2014) senão A estrada da noite, do Joe Hill. Não esperava tanto desse livro, devo dizer. Afinal, eu não sou o tipo de pessoa atraída pelo gênero terror/suspense (prefiro filmes de terror a livros). Mas esse é um livro realmente bom, surpreendente e que me fez ter tantos pesadelos que me livrei dele numa troca do Skoob, risos.

O suspense mais eletrizante:
Como já disse, não sou de ler muitos livros de terror ou suspense, e nem sei se esse realmente se encaixa no gênero, porém houve todo um suspense (ao menos, para mim) até chegar ao desfecho da história durante a leitura de Um estudo em vermelho, do Sir Arthur Conan Doyle. Sim, é o primeiro livro da série Sherlock Holmes. Sim, eu fiquei surpreendida pela história como um todo. É simplesmente incrível. Li numa sentada.

O romance que me fez suspirar:
Não posso colocar outro nesta categoria que não seja Amor além da vida, do Richard Matheson. Que romance maravilhoso! Suspirei, chorei, me vi na pele das personagens... A escrita de Matheson é envolvente, possibilitando ao leitor uma série de sensações quase indescritíveis. Certamente será uma das releituras para 2015.

A saga que me conquistou:
O diário da princesa, da Meg Cabot. Já conhecia a história (quem não?) da princesa Mia (que não sou eu),  uma  adolescente aloprada e metida a escritora que um dia descobre que, opa, sou princesa e se vê envolvida em coisas do mais absoluto nada sem o menor preparo. Li todos os livros entre Fevereiro e Março, simplesmente porque eu não conseguia parar de ler o diário da dona Mia. AMO/SOU Mia Thermopolis. ♥


O clássico que me marcou:
O amor nos tempos do cólera, do Gabriel García Márquez. Porque na época em que fiz tal leitura eu estava saindo de um relacionamento falido que me machucou muito, ou seja: calhou pra eu me tocar de que não quero acabar como o Florentino Ariza (jamais esquecerei os nomes das personagens desse livro) e seguir em frente. Funcionou. :)

O livro que me fez refletir:
Li muitos livros bons em 2014, que me proporcionaram reflexões maravilhosas. Mas acho que o que mais me fez parar tudo e pensar a respeito das coisas foi A redoma de vidro, da Sylvia Plath. Que livro intenso! Tive uma grande identificação com ele, o que não é nada saudável, e isso me fez avaliar meus caminhos porque something went wrong. Ele mostra claramente a tênue linha entre fazer piada de si mesmo e ter um transtorno de personalidade realmente.

O livro que me fez rir:
Poderia colocar vários aqui, porém o que mais me fez rir e interromper a leitura simplesmente porque eu não aguentava ler duas páginas sem começar a ter dores musculares por conta das risadas foi A mulher que escreveu a Bíblia, do Moacyr Scliar. QUE LIVRO MARAVILHOSAMENTE ENGRAÇADO, MELDELS! Sério: parem tudo o que estiverem fazendo e leiam-no. Agora! o/

O livro que me fez chorar:
Não sou muito de chorar em leituras, mas um que me deixou com um sentimento triste e fez com que algumas lágrimas escapassem foi o Violetas na janela, da Vera Lucia Marinzeck Carvalho, ditado pelo espírito da Patrícia. Não é um livro triste, longe disso. Eu é que sou bem sensível quanto a essa temática de morte e outras vidas, blablabla.

O livro de fantasia que me encantou:
Os livros da dona Marion Zimmer Bradley podem ser considerados como fantasia? Não sei, porque pra mim eles são mais romance histórico do que fantasia em si, mas acho que A Senhora de Avalon encaixa-se nessa categoria. Apenas direi uma coisa: gostei tanto que após a leitura (feita na biblioteca da faculdade) revirei todos os sebos até achar um exemplar para chamar de meu. Ou seja = ♥

O livro que me decepcionou:
E se fosse verdade..., do Marc Levy. QUE LIVRO HORRÍVEL! Minha vontade, ao terminar a leitura, foi de esganar seu autor. O filme é tão fofinho que pensei que o livro também o seria. Ledo engano... Mas ó, os roteiristas daquele filme tão de parabéns, hein.

O livro que me surpreendeu:
Poderia citar vários aqui, mas citarei o que mais mexeu comigo: A casa dos espíritos, da Isabel Allende. Foi o primeiro livro que li dessa escritora maravilhosa e posso dizer que foi uma leitura feita no momento certo. Recomendo-o fortemente a todos. ♥

O thriller psicológico que me arrepiou:
Não li nenhum?! hahahaha Se Morte Súbita encaixar-se na categoria, até poderia ser. Porém... não me arrepiou nem um pouco. Aliás, achei bem enjoativo. Hunfs.

O livro mais criativo:
Se eu responder qualquer outro livro nesta questão, estarei mentindo lindamente, porque olha... NÃO HÁ COMO algum livro superar no quesito criatividade a lindíssima história de Michael Ende em seu livro A história sem fim. O filme é bom? É. Marcou a infância de todos que nasceram entre os anos 80 e 90? Sim. Mas o livro é ainda melhor. Virei a noite lendo-o, a criatividade do autor transborda a cada página e... ai, bastou escrever isso para que me desse vontade de relê-lo. Aliás, meu aniversário tá chegando, se alguém quiser me presentear com ele não reclamarei, não, hein. ♥

O melhor HQ:
Não li HQs neste ano. :(

O infanto-juvenil que se superou:
O mágico de Oz, de Frank L. Baum. QUE LIVRO LIIIIIIIIIIINDO! ♥ E altamente reflexivo. É uma história infanto-juvenil que entretém crianças, blablabla, todo mundo entende... Mas também é uma crítica política. *BOOM* Adoro quando um escritor consegue fazer isso de forma tão sutil. Ganhou meu coração. E um lugar de favorito no meu Skoob.

O livro que mudou a minha forma de ver o mundo:
Essa questão eu achei meio "q?" porque, veja bem, todo livro muda nossa forma de ver o mundo. Nossa percepção é alterada a cada nova informação, experiência, que assimilamos. OU SEJA. Não saberia escolher um só.

A capa mais bonita:

O livro que li em um dia:
Vários! Leio extremamente rápido. Mas um dos que li em apenas um dia foi, curiosamente, o Um dia, do David Nicholls (aliás: melhor livrinho).

O primeiro livro que li no ano:
As cidades invisíveis, do Ítalo Calvino. Meio surrealista esse livro, hein. Tenho de relê-lo.

O último livro que terminei:
O confronto, da série Diários do Vampiro, da L.J. Smith. Terminei a leitura ontem, por sinal.

O livro que abandonei:
Marina, do Zafón. Não consegui lidar com aquele livrinho. Pensei que iria gostar, mas... ai, não. Não rolou comigo. :(

O livro que li por indicação:
Foi meu primeiro livro da Agatha Christie. O assassinato de Roger Ackroyd foi a única leitura que fiz por indicação no ano, e foi uma leitura bem interessante.

A frase que não saiu da minha cabeça:
"Não deveríamos viver como se o céu fosse mais importante do que esta vida, aqui neste mundo, porque o lugar onde estamos é sempre o lugar mais importante."

 — A luneta âmbar | Philip Pullman

O(a) personagem do ano:
Essa questão é muito, mas muito complicada! Porém, escolherei Kassandra, personagem principal de O incêndio de Troia, o melhor livro acerca da queda de Troia que já li; escrito pela Marion Zimmer Bradley. Kassandra, além de ser uma personagem extremamente forte, também é um símbolo feminista atemporal - ao menos na narrativa de Bradley. Personagem que virou inspiração para a vida. ♥

O casal perfeito:
Não teve. Não li livros tipicamente românticos em 2014 e todos os casais eram meio enviesados, risos.

O(a) autor(a) revelação:
Bem, não responderei como se fosse o autor revelação de 2014, até porque eu não li muitos lançamentos, mas responderei como se fosse do autor revelação EM MINHA VIDA, ou seja: os escritos de alguém de quem nunca havia lido coisa alguma, porém que me deixaram extasiada e encantada. E eu não poderia colocar outro autor que não fosse Isabel Allende. Li três livros dela no segundo semestre: A casa dos espíritos, Paula e De amor e de sombra, e só posso dizer uma coisa: quando crescer, quero ser Isabel Allende. ♥


O melhor livro nacional:
E agora terei de repetir a resposta, porque o mesmo livro que me fez chorar de rir é o livro que tornou-se o melhor (no quesito literatura nacional) que li em 2014: A mulher que escreveu a Bíblia, do Moacyr Scliar. Sério, eu quero ler toda a obra desse cara só por conta desse livro. Que livro GENIAL! Leitura mais do que recomendada.

O melhor livro que li em 2014:
Não. Não mesmo. De forma alguma. Não posso escolher apenas UM livro como sendo o melhor de 2014. Portanto, eis aqui a listinha de livros favoritados no ano: A menina que não sabia ler, do John Harding; Contato, do Carl Sagan; A redoma de vidro, da Sylvia Plath; Só o amor é real, do Brian Weiss; Amor além da vida, do Richard Matheson; Extraordinário, da R. J. Palacio; O mágico de Oz, do L. Frank Baum; A senhora de Avalon, da Marion Zimmer Bradley; A mulher que escreveu a Bíblia, do Moacyr Scliar; A casa dos espíritos, da Isabel Allende; A história sem fim, do Michael Ende; Enfrentando o fogo, da Nora Roberts; A princesinha, da Frances Hodgson Burnett; Paula, da Isabel Allende; Bonsai, do Alejandro Zambra; O incêndio de Troia, da Marion Zimmer Bradley; Claros sinais de loucura, da Karen Harrigton; a trilogia Fronteiras do Universo, do Philip Pullman; a saga d'Os Diários da Princesa, da Meg Cabot e Um dia, do David Nicholls.

Li em 2014 ....... livros.
Eu achei que tinham sido 104, mas não: foram 105 livros. CENTO E CINCO LIVROS. Agora, como eu consegui ler tudo isso fazendo faculdade e trabalhando, não faço a mínima ideia. Como diria Chicó: "Não sei, só sei que foi assim.".


Li em 2014 ....... páginas.
Não faço a menor ideia e sou uma negação em cálculos, portanto... Fuén.

Comprei em 2014 ....... livros.
Eu comprei muitos livros. MUITOS. Numa contagem rápida ao correr os olhos pela minha estante, foram 40 livros ao total, mas certamente foi mais do que isso. O entregador do Submarino já me conhece e não aguenta mais ver minha cara, risos.

~algumas comprinhas de agosto~

A minha meta literária para 2015 é:
Ler todos os livros que estão estacionados aqui em casa. Não tenho meta numérica, mas... sabe? Ler o que tenho, basicamente. Há MUITOS livros aqui que ainda não foram lidos e eu sou associada em umas três bibliotecas diferentes, ou seja: leio muita coisa fora de casa. Bora mudar um pouco isso.

E é isso, gente. Cabô 2014, olá 2015!
E que seja um ano supimpa para todos nós. o/ 

Um comentário

  1. Mia, que lista legal.
    Fiquei morrendo de vontade de fazer também (mesmo sentindo que muitas coisas vão ficar em branco).

    Fiquei lendo a lista e anotando várias nomes. Adorei os livros da Marion tb, mas só Avalon esse ano e já estou anotando aqui o nome dos livros sobre Tróia.
    Acho que vou te imitar.
    Me identifiquei com muita coisa (Mia, Florentino..) e outras estou curiosíssima.
    Ai ai, beijo.
    E mais livros em 2015

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