Vamos falar sobre a vagina

Você conhece a sua?
Você a chama como? Vagina? Duvido.
Eu mesma não a chamava assim. Tinha problemas com essa palavra. VA-GI-NA. Parece nome de remédio. Não soa como algo sensual, atraente ou bonito. Soa como algo a ser escondido ou aplicado em momentos realmente necessários. Como sempre tive uma visão muito bonita da minha vagina, me recusava a chamá-la assim, inventando toda a série de apelidos fofos para me referir a ela.

Que bobagem.


Fiz uma pequena pesquisa no Google para saber mais sobre esse órgão tão maravilhoso que nós, mulheres, temos entre as pernas, e me assustei com os resultados: nove de dez deles falavam acerca da vagina no ato sexual hétero, a penetração, e em como agradar o parceiro com óleos aplicados na região, depilações exóticas e coisas do tipo.

Eu estou na faculdade enquanto escrevo este post e há uma política aqui: sites com conteúdo pornográfico não abrem. Tudo bem, é justo. Mas sites literários que contêm resenhas acerca do maravilhoso Os monólogos da vagina, da Eve Ensler (Bertrand Brasil, 124 p.), também são barrados com o seguinte aviso: "conteúdo pornográfico".

Tanto minha pesquisa rápida quanto a tentativa de ler mais acerca desse livro/peça me fizeram compreender perfeitamente aquilo que negam, mas que é um fato escancarado: a vagina é considerada pornográfica. Quero dizer, não apenas a palavra, mas quando as pessoas pensam em vaginas, pensam no sentido sexual dela. E não no sentido sexual do dar prazer a si mesma, mas do sentido de dar prazer ao outro, de ser um buraco cheio de terminações nervosas onde os homens podem enfiar seus membros viris e despejarem seu líquido vital. E o que falar daquela pesquisa que mostrou o que já sabíamos há muito, que os homens têm nojo de fazer sexo oral nas mulheres porque, ai, que nojinho a vagina. Querida, lhe direi algo: se seu namorado/marido/whatever tem nojo de sua vagina, mande-lhe chupar um pau. Problem solved.

E se vocês não perceberam a ironia em meu tom de escrita no parágrafo acima, por favor, fechem este blog agora.

Qualquer simples pesquisa que fizermos sobre a vagina trará resultados relacionados ao pênis. Porque o membro masculino tem de, literalmente, por vezes, se meter em tudo. Mas nós, mulheres, precisamos descobrir nossas vaginas. Precisamos conhecê-las. Não ter receio de dizer a palavra. Vá, diga. Um pouquinho mais alto, não precisa ter vergonha: vagina. VA-GI-NA. Vergonha pra quê? Todas nós temos uma.

Vamos deixar os homens de lado um pouquinho e pensar no prazer feminino? Não digo apenas o prazer da masturbação, mas sim o prazer de ser mulher. Olhe para si mesma. Não importa se você se enquadra no padrão estético de beleza (que coisa mais boba) ou se não poderia estar mais longe do mesmo. Olhe para você de verdade. Sinta-se mulher. Sinta sua vagina: ela é essencial. Todos os seres humanos já passaram por uma. Ela é linda, sagrada, mágica.

E é isso que o livro de Eve Ensler fala: sobre a descoberta da vagina. Nele, ela conta acerca de mulheres que jamais sentiram um orgasmo, que nunca ousaram sequer chamá-la pelo nome, referindo-se apenas a ela como "lá embaixo". Imagine passar uma vida inteira sem descobrir seu próprio corpo. Como podemos dar nossos corpos para homens ou mulheres sem conhecer cada cantinho de nós?! Não podemos. Precisamos nos conhecer. Precisamos parar de ter vergonha. Precisamos parar de pornografar a vagina.

Ela não serve apenas para a pornografia. Ela serve para nós. Ela é nossa. Ela nos avisa quando estamos empolgadas, ela contrai quando temos medo, é através dela que limpamos nosso organismo e também que parimos crianças. Ela é a entrada para o âmago de nosso ser, e muitas vezes, por pudor, esquecemos de que ela existe, deixando-a apenas para o deleite do parceiro.

Isso não pode acontecer.

Eve nos conta a história de mulheres que passaram por estupros e que só conseguiram redescobrir suas vaginas muitos anos depois. O sistema patriarcal sempre tentou - e tentará - silenciar-nos e fazer com que tenhamos vergonha de nossas vaginas, de nossos corpos, de nossa essência feminina.

Eu poderia me estender acerca do livro, mas é isso: um livro que fala abertamente sobre a vagina sob a perspectiva de diversas mulheres entrevistadas pela dona Eve Ensler ao longo dos anos. É uma obra honesta, direta, que eu recomendo deveras. Mas, neste momento, prefiro me concentrar em falar um pouquinho da realidade que enfrentamos dia a dia.

A vagina é violada diariamente. Não podemos falar dela abertamente sem sermos chamadas de vadias, sem vergonhas, desprovidas de bom senso. Somos obrigadas a usar eufemismos ridículos porque deuzôlivre se falarmos abertamente sobre uma das partes mais importantes do nosso corpo. Nem mesmo a presidenta do nosso país passa incólume por isso. É um absurdo que isso aconteça em nosso país, no mundo, na nossa realidade de século XXI. É um absurdo que as pessoas achem isso muito normal e desculpável, afinal, é apenas um protesto. Um protesto em forma de estupro?

A primeira forma de silenciar uma mulher é falar que ela está afetada por conta da TPM, de seu período menstrual. Sempre silencia-se a vagina. A violência física vem logo em seguida, mas o fato é que a cultura patriarcal sempre foi a favor de vigiar e humilhar a mulher, afinal, silenciando-a e deixando-a com vergonha de si mesma, ela não terá poder para tomar posse do que é seu: seu corpo, sua vagina, o que entra nela, o que dela sai.

Como sabemos, antigamente, na cultura greco-romana, os homens, ao nascer a criança, reconheciam-na ou não e, caso não a reconhecessem, a criança era morta no ato. A mãe não tinha parte nisso, não tinha voz, afinal, ela não tinha um pênis para protestar.
Durante o julgamento das feiticeiras em 1593, o advogado investigador (um homem casado) descobriu um clitóris pela primeira vez. Ele o identificou como a teta do diabo, prova evidente da culpa da bruxa. Tratava-se de "um pequeno pedaço de carne que saía para fora do resto como se já fora uma teta de um centímetro e meio de comprimento".
O advogado, "percebendo à primeira vista que não deveria tocá-lo, pois estava ligado a um lugar tão secreto que não seria decente olhá-lo", decidiu, no final, "não querendo esconder matéria tão estranha", mostrá-la a várias pessoas presentes no local. Essas pessoas também jamais tinham visto algo como aquilo. A feiticeira foi condenada.
The Woman's Encyclopedia of Myths and Secrets 
 A cultura cristã incutiu na cabeça dos homens que a vagina não é para ser tocada, que a mulher tem de ficar calada, que durante seu período menstrual ela é nojenta. Infelizmente, isso é passado até os dias de hoje. Mas a mulher tem se empoderado cada vez mais. Há ainda homens que tentam reprimir nossos atos, nossas palavras, que tentam nos humilhar dizendo que tudo é consequência da TPM, que não sabemos o que dizemos, que temos de ficar quietas e não falar acerca de nossas menstruações, que não devemos falar a palavra vagina, que isso é nojento, não é coisa de moça decente falar abertamente sobre suas partes íntimas.

Eu digo o contrário. Pode ser que eu não pareça decente para você, mas livre, isso eu sou. Assim como a minha vagina.
O coração é capaz de sacrifícios.
A vagina também.
O coração é capaz de perdoar e reparar.
Pode mudar de forma para nos deixar entrar
Pode se expandir para nos deixar sair.
A vagina também.
Pode sentir dor por nós, pode se esticar por
nós, pode morrer por nós e sangrando nos
colocar dentro desse mundo
difícil e maravilhoso.
A vagina também.
Os monólogos da vagina; p. 114-115. 

34 comentários:

  1. Se as mulheres "normais" possuem esses preconceitos sobre si própria, essa vergonha de algo divino de seu próprio corpo imagina as que possuem alguma DST, essa sou eu..é uma situação muito complicada ainda mais quando você descobre isso no auge de sua vida..Esse texto me ajudou muito hoje, continue escrevendo assim menina e faça a esperança de alguns coraçõezinhos reviver ,

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  2. Ai, Mia, sempre é um refresco ler seus textos! Você tem o humor e a ironia necessárias para fazer qualquer assunto tomar forma e pegar minha atenção - e com isso não quero dizer que falar sobre vagina seja qualquer assunto, longe disso! Adorei seu texto, a resenha embutida e todas as suas opiniões.

    E eu tenho que concordar com você: acho que desde pequenas somos condicionadas e ensinadas a não falar de nossas vaginas. Sempre tratadas por apelidos, sempre cuidadas e escondidas. E, caramba, é tão parte da gente quanto qualquer outro órgão, não deveríamos nos sentir tão esquisitas ao falar sobre ela, pesquisar e comentar umas com as outras - pois eu bem sei que os guris ficam todos medindo seus instrumentos nos vestiários, enquanto a gente é ensinada a falar de nossas vaginas só no ginecologista e olhe lá! Mas ainda bem que estamos vivas nessa época para presenciar um pouco desses nós sendo desatados. Claro que muitos comportamentos retrógrados ainda tem que se modificados, mas estamos trabalhando pra isso.

    Beijo!

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  3. Cara, eu insisto em gritar isso pro mundo todos os dias. É muito triste você perceber que tudo relacionado ao seu sexo tem que necessariamente ter um pênis metido nele. Não que eu não goste, longe disso, mas as vezes é bom ter só uma vagina, sabe uma que é só minha e que eu faço o que quiser sozinha ou acompanhada. Bem legal lembrar de porque eu sou feminista vez em quando, acho que o ponto chave do feminismo deveria se basear em liberdade sexual no sentido de: é meu, não é seu objeto de prazer. É meu e eu quero sentir prazer também.

    Enfim, adoro seus textos e o tom de raiva que você coloca na sua fala as vezes. Nunca ouvi sua voz mas parece que estou te ouvindo quando leio XD

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  4. Se vocês querem que a Gina vá embora, VA GINA, VA GINA!
    Desculpe, lembrei na hora que você disse para falar o nome em voz alta XD
    E eu ri tanto do "Porque o membro masculino tem de, literalmente, por vezes, se meter em tudo", mas é verdade. A sociedade nos faz pensar em vagina apenas quando está ligada ao sexo. E colega, ela não serve apenas para isso. E mesmo falando de sexo, ela serve para dar prazer para dona dela primeiro.
    O machismo e sua cultura são tão arraigados na sociedade que nem mesmo a palavra vagina é visto como algo normal. Mulheres não podem falar do seu órgão sexual, enquanto os homens desde pequenos são ensinados a tratarem suas partes por todos os nomes e apelidos conhecidos.
    Adorei seu texto.
    Sinta-se honrada por todos nós que lemos essa bíblia que você escreveu, não é todo mundo que tem a capacidade de segurar o leitor por mais de 300 palavras.
    Mandou muito bem!
    Bjuxxxxx

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  5. Olá.
    Eu acho que é a primeira vez que leio algo sobre vagina e gostei da forma que você escreveu seu texto, de maneira leve e bem descontraída e sinceridade em nunca pensei em dar um nome para a minha. hehehehe
    ADOREI!
    Beijos

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  6. Olá, tudo bem?
    Concordo com alguns aspectos do seu texto, que é muito bom, parabéns! Nós aprendemos e nos acostumamos a sermos silenciadas desde cedo e acho que ainda vai demorar um pouco para que isso saia de nossos ombros. Essa coisa de "moça decente" e "se valorizar" ainda tem muito valor na sociedade e, na maior arte das vezes, um valor deturpado. Eu mesma, apesar de entender isso, não consigo dizer a palavrinha, rs. E olha que eu adoro literatura erótica, mesmo ficando com vergonha nas partes mais pesadas. E, muitas vezes, penso nisso, se estou fazendo/pensando certo, acho bem complicado, pois não é algo que escolhi, mas fui ensinada assim. Já ouvi falar que "velhos hábitos demoram a morrer". Enfim... :(
    Super beijos e mais uma vez parabéns!
    http://livros-cores.blogspot.com.br/

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  7. Adorei seu texto e concordo com tudo.
    A mulher, desde criança, é "ensinada" de que a vagina é algo vergonhoso e feio e assim não pode ousar falar VAGINA em voz alta, tendo que usufruir dos "apelidos fofos" quando em casos graves onde tem que falar "daquela região". Isso é tão anos 90, tão brega e sem sentido algum... Vagina não é uma ofensa, ou não era para ser. Infelizmente a sociedade "mais conservadora" (vergonha alheia) esconde isso, esconde que a vagina é nossa e podemos falar isso quando quisermos.

    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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  8. De tudo que li aqui sobre a vagina, só tenho a dizer que as mulheres são inteligentes e capazes de se fazerem feliz e lutar para que possamos ter salários iguais aos dos homens, pois não somos sexo frágil, afinal que é que coloca as pessoas no mundo. Somos nós, mulheres e muito me irrita quando alguém trata sua própria sexualidade como algo que não tem valor. Ainda não li esse livro e nem vi a peça, mais pretendo!
    Beijo
    Mila-Scraplivros

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  9. Mia, adorei seu texto.
    Só li verdades.
    É incrível como nós mulheres somos as primeiras a não usar a palavra vagina e como a palavra em si é vista de uma maneira negativa por todos.
    Adorei também sua ironia.
    Você se expressou divinamente.

    Lisossomos

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  10. Olá ^^
    Eu achei seu post super interessante, haha, eu nao tenho vergonha de falar VAGINA, haha, na verdade gosto muito de conhecer meu corpo, entao gostei do q vc escreveu e fiquei curiosa para ler esse livro :)
    www.muchdreamer.blogspot.com.br

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  11. Mia, quanta sinceridade e verdade em suas palavras.
    Concordo com cada vírgula que você disse. Precisamos desmitificar nossos corpos, conhecê-los, não somente pensando nos parceiros sexuais - sejam eles homem ou mulheres -, mas pensando em nós mesmas. Adorei seu texto!

    Beijos!
    www.palavrasradioativas.com

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  12. Eu morria de vergonha de sexo oral por causa do cheiro, mas dai meu primeiro namorado disse que não tinha cheiro nenhum que era coisa da minha cabeça e que as vzes o cheiro que sentimentos é um cheiro que eles gostam, seu texto me lembro isso.

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  13. Olá, que texto inusitado, gostei muito de sua escrita com um toque de ironia, eu não conhecia o Monólogos da Vagina e fique tentada a ler, também morria de vergonha e acho que preciso ler para ficar assim liberal também.


    http://www.vocedebemcomaleitura.blogspot.com.br

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  14. Mia, ótima reflexão e também a indicação do livro. Nunca li os Monólogos da Vagina, mas depois de ler seu texto vou incluí-lo na minha lista. Eu nunca tive essas encanações com meu copro, mas foi por obra de milagre. Huahauhahua. Minha família é bem conservadora e eu fui sempre educada a seguir o padrão de pensamento que você destacou no texto, de que minha vagina era algo a ser escondido e minha sexualidade também. Ainda bem que não dei bola pra isso. Huahauhauha.

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  15. Olá!
    Gostei muito da maneira como você escreveu o texto, de uma maneira leve e descontraída falou sobre um assunto que ainda é "tabu" para a maioria das mulheres.
    Ótimo texto!
    Beijos

    Li
    Literalizando Sonhos

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  16. Não duvide, adoro o nome Vagina! Inclusive estava pensando em fazer umas artes para espalhar pela casa, pois e´algo que realmente amo. Adoro me tocar, acho minha vagina a maior perfeição da natureza! Já vi monólogo das vaginas e adorei, excelente post, bastante útil. Realmente, a cultura judaico-cristã cultua bastante coisa a ser desconstruída, mas ações como a sua ajudam bastante nesse processo. Parabéns!

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  17. texto muito interessante... eu gostaria de fazer a leitura desse livro, e muitas pessoas deveriam ter acesso a esse tipo de leitura, principalmente os homens que subjulgam a mulher a todo instante... E tbm para as mulheres que se deixam estar nestas condições, pois precisamos valorizar nossa vagina pra nós mesmas e não apenas como objetos e prazer alheio...

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  18. Adorei o seu texto! Antes tarde do que nunca a mulher está começando a impor suas vontades e assumindo a sua vagina, mas infelizmente algumas ainda dão ouvidos aos costumes de patriarcado e machismo, e estes tentam nos derrubar a todo o custo.

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  19. Oi, tudo bem?
    Olha, vagina é uma palavra estranha mesmo e eu confesso que tenho problema com ela também, mas de todas as palavras que usam ela é a melhor e mais correta, né? E realmente é como você disse, quando alguém pensa em vagina já pensa no lado sexual dela. Enfim, gostei bastante do seu post, ele é bem diferente do que costumo encontrar na blogosfera e achei a dica de leitura ótima também, espero ler algum dia o/

    Beijos :*
    Larissa - srtabookaholic.blogspot.com

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  20. Olá; fazia um tempão que não acessava o seu blog, e volto e me deparo com esse post ótimo. Gostei muito. Espero que nossa sociedade evolua com o tempo, e que as mulheres possam realmente ter a liberdade que merecerem, que vivamos num mundo menos machista e que possamos ter nossos corpos respeitados.

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  21. Olá!
    Parabéns pelo texto!! Já está mais do que na hora das mulheres largarem pra lá essa mania de achar que a vagina é menos importante do que o resto!! Os homens vivem enaltecendo o pau deles e a gente vive escondendo a nossa vagina!! Temos mais é que falar, sentir, usar..
    Parabéns pelo texto, depois vou olhar o livro com um pouco mais de atenção!
    Beijos

    LuMartinho | Face

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  22. Olá Mia, adorei o seu texto, a forma como você conseguiu expressar tão simples e sem nenhum preconceito e mostrar como todas as mulheres deveriam conhecer melhor o seu próprio corpo.

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  23. Olá!
    Ótimo texto!
    Concordo em gênero, número e grau.
    Eu já tinha ouvido falar sobre o livro, mas nunca tinha lido nada sobre ele por aí, então não sabia ao certo do que se tratava.
    Fiquei curiosa a respeito do livro, é uma temática bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a ler e tenho certeza que 90% das mulheres devem até se afastar desse livro em uma livraria ao invés de pegá-lo para dar uma olhadinha.
    Somos livres! Nossas vaginas também.
    Ótimo post!
    Beijos!

    www.livrosdajess.com

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  24. Eu já tinha visto esse livro, mas nunca tinha encontrado nenhuma resenha dele. Apesar de não ser o meu tipo de leitura de costume, eu com certeza daria uma chance simplesmente pelos ideiais que o livro passa e pelas histórias. Eu acho que as mulheres precisam muito tomar consciência da sua situação na sociedade e lutar por um espaço maior de liberdade.

    laoliphant.com.br

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  25. Ah, vou comentar pois gosto de saber tudo sobre tudo de tudo :D Tenho algumas amigas que partilham certas frustrações, muitas delas descritas aí, mas independente de quem ou o que se opõe ou lança um mal olhado, elas falam o que querem, e fazem o que querem, são foda mesmo.

    Já tive algumas conversas em rodas de amgs onde entramos nesse papo, sobre as pessoas relacionarem os órgãos sexuais apenas ao sexual, sendo que eles se encaixam em diversos contextos, e parece pecado quando tocamos no assunto, digo isso pois apesar de não parecer, há certos desconcertos em assuntos como esse entre homens, claro, há os que se acham pica das galáxias e quando falam de pênis é apenas nos sentidos perjorativos, mas entre os não idiotas - rs -, quando tratamos de nos referir ao pênis seja em meio a conversas sérias ou não, quem está em volta lança aqueles olhares matadores IUWHDIUQHWUIDQWD é engraçado e triste também.

    Enfim, me prolonguei. A questão é, linda essa liberdade que suas palavras carregam e a frase "...se seu namorado/marido/whatever tem nojo de sua vagina, mande-lhe chupar um pau. Problem solved." valeu ouro rs.

    Bye :*

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  26. Um tema polémico, muito interessante. Eu nunca tinha visto esse livro, nem qualquer tipo de resenha, mas achei bem legal. Nunca tive problemas com a palavra ou contexto em si, acho que as pessoas criam muita "palha" em alguns assuntos. Com certeza irei procurar conhecer o livro melhor. Gostei da maneira como você abordou tudo, muito criativo.

    http://teoremasdamimosa.blogspot.com/2015/07/maratona-literaria-minhas-leituras.html

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  27. Eu não tinha nenhum problema com a palavra vagina até que descobri que ela vem do grego e significa bainha (a da espada); daí ela passou a me incomodar porque traz um conceito de que ela só existe em função do pênis. Eu queria que criassem uma palavra nova para nomear a vagina... Não um apelido novo, mas um termo científico novo, entende? É meio difícil de explicar, mas é isso...

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  28. Oii!

    Gostei bastante do seu texto.
    Eu não falo muito a palavra vagina, mas não me incomodo em falar essa palavra.
    Vou procurar o livro que você citou pois parece ser bem interessante ^^

    Beijos, Amanda ^^
    www.vicio-de-leitura.com

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  29. Oii Mia, tudo bem?
    Menina que texto, adorei, haha. Tipo, os caras tem nojinho de fazer oral em mulheres, mas não tem nojo quando as mulheres fazem neles né? E não tem nojo de beijar a boca delas após isso. Acho que toda mulher deveria conhecer cada partezinha do seu corpo, afinal, ele é seu né.

    Beijos da Jéss ♥
    Brilliant Diamond | Fan Page

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  30. Gostaria de dizer que em toda minha vida nunca vi a palavra vagina tantas vezes seguidas numa só página na história da internet.
    Arrebentou no texto! E isso me lembrou tanto aquelas aulas de biologia em que as pessoas agem como se não tivessem os órgãos sexuais em questão :~

    Novembro Inconstante

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  31. Adorei seu post, é bem reflexivo, lacrante de tabus tb.
    Apesar de vir de uma família bem conservadora, por ter sido criada cm 4 homens não tive muitas dessas noias. Pq era inevitavel ver os papos dos meus irmãos então eu acabei sendo desencanada nesse ponto, não tenho muito pudor de palavras, de vagina, pinto ou cu.
    Mas se você falar isso perto de certas pessoas é quase como se tivesse mandado a mãe de alguém pro inferno...
    Por isso entendo seu texto e adorei.

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  32. Sinto que me descubro a cada dia que passa, e sempre será assim. E isso faz com que a pessoa que me relaciono me descubra também, então será algo novo sempre (assim espero rs)
    Creio que é seu melhor texto dos que li aqui, é forte, corajoso, necessário e bonito. Vou guardar nos links recomendáveis, e sempre que possível, reler e compartilhar.
    Beijo!

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  33. "Manda ele chupar um pau." Divou <3
    Amei o texto. Queria mostrar ele pra todo mundo e que esse todo mundo mudasse pelo menos um pouquinho a mentalidade.
    Nem sei o que comentar porque eu to simplesmente cansada, não só da vagina ser objetificada, mas de tudo relacionado a nós mulheres ser.

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  34. Até salvei nos meus favoritos. Que texto!

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Wink .187 tons de frio.