De mulheres, sobre mulheres

Estava eu arrumando a minha estante e percebi que não tenho muitos livros escritos por mulheres. Quer dizer, tenho vários, mas em comparação aos escritos por homens, não são muitos, não. E poucos dos escritos por mulheres tratam, de fato, sobre mulheres, têm personagens femininas como protagonistas.

Isso é problemático.
Todos sabem que antigamente as mulheres eram criadas apenas para parir e cuidar da casa. Nem falo em cuidar da educação dos filhos, porque existiam tutores para isso. Das filhas, talvez, se elas não fossem para um internato, mas jamais dos filhos: onde já se viu mulher criando filho, ele vai virar maricas - era o argumento. Então é compreensível que a literatura feminina seja relativamente recente.

"Mas e a Jane Austen, e a Emily Brontë?" 'Cês estão sabendo que elas publicaram seus livros sob pseudônimos, né? Pois é. Uma mulher escritora não era bem vista. Uma mulher que pensasse não era bem vista.

Atualmente a mulher tem conquistado (e veja bem que usei o verbo conquistar e não ganhar, porque esse lugar não nos foi dado, mas foi e ainda é conquistado com esforço) mais lugar na literatura, mas por longos anos nosso lugar dentro do mundo literário foi, no máximo, atrás de um balcão de uma biblioteca ou fazendo a limpeza de livros que não éramos autorizadas a ler.

Por isso é importante que leiamos literatura escrita por mulheres. Elas não são as mais conhecidas, não têm o mesmo reconhecimento que os homens? Bem, está mais do que na hora de mudarmos isso.

Portanto, aqui vai uma listinha dos livros da minha biblioteca pessoal que são escritos por mulheres e que retratam personagens femininas. Enjoy it.

Papisa Joana, da Donna Woolfolk Cross.
Esse livro - que já tem resenha aqui - é simplesmente um dos meus preferidos da vida. Nele conhecemos a história de Joana, que supostamente teria sido Papisa entre 855 e 858. A história é fascinante e baseada em fatos históricos - há algumas evidências de que, de fato, existiu uma Papisa na história da Igreja Católica. Uma mulher, Joana, que se disfarçou de homem para sobreviver e ter uma vida mais digna, afinal, as mulheres no século IX eram vistas como simples animais de parir, e acabou por se tonar Papa. É uma história fascinante escrita por Donna Woolfolk Cross, Mestre em Literatura e Escrita pela UCLA. Essa escritora maravilhosa tem 5 livros publicados, entre eles: Word Abuse: how the words we use abuse usDaddy's Little Girl: The Unspoken Bargain Between Fathers and Their Daughters, ainda não traduzidos para o português.
Em um quote:
...em busca da fé, vivia dividida entre o desejo de conhecer deus e o medo de que ele não existisse. mente e coração, fé e dúvida, vontade e desejo. será que as contradições dolorosas da sua natureza algum dia se conciliariam?

As Brumas de Avalon, da Marion Zimmer Bradley

Simplesmente a melhor quadrilogia que já tive o prazer de ler - e reler. Nele podemos conhecer a história de Camelot, do Rei Arthur, da Távola Redonda através de uma perspectiva feminina. São quatro livros - que na edição americana foram agrupados em apenas um - maravilhosos: A Senhora da Magia; A Grande Rainha; O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore, o mais sombrio de todos. Os livros contam toda a história a partir da perspectiva de Morgana - melhor personagem ♥ - e do que ocorre nas vidas de Igraine, Viviane, Guinevere e da própria Morgana. São livros repletos de magia e que nos transportam para uma época em que a intolerância religiosa era extremamente forte e que a mulher não possuía autonomia - a não ser que estivesse em Avalon, claro. Marion Zimmer Bradley, a mulher abençoada que teve a brilhante ideia de escrever romances históricos sob uma perspectiva feminina, era declaradamente feminista e escreveu outros maravilhosos livros, tais como: O incêndio de Troia e A queda de Atlântida.
Em um quote:
Esse ato de rebelião clara deixou-a paralisada por sua temeridade. Mas pelo menos livrara-as do padre. Não permitiria que sua filha fosse criada para ter vergonha de sua condição de mulher. 

Claros sinais de loucura, da Karen Harrigton.

O livro conta a história de Sarah, uma menina de doze anos que tem uma vida aparentemente normal: escola, lidar com a pré-adolescência e todo o blablabla. Exceto por uma coisa: sua mãe tentou matá-la quando ela tinha dois anos, e conseguiu matar seu irmãozinho gêmeo. Desde então ela tem altas conversas imaginárias com o irmãozinho e passa o livro inteiro escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Esse livro é um amorzinho porque Sarah é uma dessas personagens que parecem entender a gente. Ela, como uma pré-adolescente cheia de problemas familiares, se observa o tempo inteiro e relata em seu diário qualquer coisa estranha que ocorra porque, tadinha, está procurando por sinais de loucura, por medo de ficar que nem a mãe dela. O livro é lindo, delicado e dá uma tremenda vontade de abraçar a Sarah. Karen Harrigton é uma autora supertalentosa e relativamente iniciante - esse foi seu primeiro livro! Ela possui, agora, um outro livro, que já quero ler: Courage for beginners.
Em um quote:
Nem todo mundo reage às palavras da mesma maneira. Algumas são palavras-problema. Uma palavra-problema muda a expressão da pessoa que a escuta. Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também. Eu sei bem. 

As parceiras, da Lya Luft

No livro conhecemos a história de Anelise, uma mulher à beira do caos. Ela, que é a autora da história, numa linda e delicada narrativa em primeira pessoa, nos conta cenas de sua vida e da vida de sua família, que é atormentada pela loucura passada de geração a geração. É um livro pesado, denso, mas imensamente lindo. Lya Luft, em seu livro de estreia, retratou perfeitamente bem as nuances na vida de uma mulher e como a família pode afetar a pessoa. Lya iniciou sua carreira como escritora aos 40 anos, mas desde os 20 atua como tradutora e professora de Linguística. Ela é uma dessas escritoras com trocentos mil livros, entre eles: Perdas & Ganhos e Pensar é transgredir.
Em um quote:
Meus olhos deviam ter a mesma expressão nos últimos anos, mas nunca notei. Bem que me mirava no espelho para ver que cara a gente tem quando sofre tanto, mas era sempre o meu rosto. Cada vez achava que devia ter mudado muito, não se podia ficar a mesma depois de tanta coisa, tanta dor. Contudo, era eu. 

A redoma de vidro, da Sylvia Plath

Nesse maravilhoso livro temos a história de Esther, uma jovem estudante de Letras que, durante o verão de 1953, passa uma temporada em New York num estágio de um mês numa grande revista. Esther está vivendo o american dream de qualquer adolescente/jovem adulta: recebendo produtos de várias grandes marcas, estagiando numa revista feminina importante, indo à festas... Mas, aos poucos, ela vai se percebendo louca. É muito tênue a linha entre sanidade e loucura, mas nesse livro é possível perceber claramente como se dá o processo que leva uma pessoa à loucura (no caso do livro, a depressão, mas uma depressão profunda que, na época, era considerada loucura). Esse foi o único romance da Sylvia Plath, que, de resto, só escreveu poemas (poemas lindos, por sinal), e é um romance semi-autobiográfico: quem conhece a história da autora, sabe como se deu esse processo e não terá dificuldades em perceber as semelhanças entre a personagem e a escritora. Dela também temos o livro de poemas Ariel e algumas outras compilações de seus escritos.
Em um quote:
Imagino que eu deveria estar entusiasmada como a maioria das outras garotas, mas eu não conseguia me comover com nada. (Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia.) 

Garota, interrompida, da Susanna Kaysen

Esse livro é uma autobiografia na qual a autora, Susanna Kaysen,  nos conta como foi o período de sua vida em que esteve internada num hospital psiquiátrico por conta de seu transtorno de personalidade borderline (ou limítrofe). Naquela época, tudo era considerado loucura, e o grande questionamento deste livro é: o que é a loucura? Como alguém pode ser considerado louco? A história é tão envolvente, crua e verdadeira que não parece uma autobiografia, mas sim o produto da mente de um gênio literário. No entanto, a verdade é que Susanna foi internada após uma tentativa de suicídio e lá, durante sua internação, presenciou coisas, conheceu pessoas e vivenciou momentos que merecem a leitura e reflexão. Garota, interrompida é um soco no estômago literário.
Em um quote:
O suicídio é uma forma de assassinato - assassinato premeditado. Não é algo que você faz a primeira vez que você pensar em faze-lo. É preciso se acostumar. E você precisa os meios, a oportunidade, o motivo. Um suicida bem sucedido exige uma boa organização e uma cabeça fria, sendo que ambos são geralmente incompatíveis com o estado de espirito do suicida. 

Eva Luna, da Isabel Allende

Nesse livro, que é um dos clássicos da literatura contemporânea, podemos conhecer a história de Eva Luna, filha de uma moça criada por padres jesuítas no meio da floresta e de um índio de nome desconhecido. Com a morte prematura de sua mãe, Eva é levada por sua madrinha a trabalhar, ainda bem criança, na casa de pessoas estranhas, e lá coisas começam a acontecer à medida que a menina cresce. O livro é belíssimo e se eu relatar mais do que isso lhes tirarei o prazer de descobrir o universo criado por Isabel Allende para a pequena Eva, mas devo dizer que ela sobrevive num mundo cruel por conta de um talento mágico: a arte de contar histórias. Isabel Allende é uma escritora chilena assumidamente feminista que evoca o realismo fantástico na construção de personagens fortes em seus livros. Ela possui muitos livros maravilhosos, entre eles: A casa dos espíritos e Paula.
Em um quote:
Chamo-me Eva, que quer dizer vida (...) Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e cresci entre móveis antigos, livros em latim e múmias humanas, mas isso não me tornou melancólica, porque vim ao mundo com um sopro de selva na memória. 

Esses são alguns livros que tenho aqui e que foram escritos por mulheres e sobre mulheres. Mas perguntei para algumas pessoas quais livros de escritoras femininas recomendariam para as pessoas que leem este blog, e eis aqui uma pequena lista:
Mulheres que correm com lobos, da Clarissa Pinkola Estés
Noite e dia, da Virginia Woolf
Orgulho e preconceito, da Jane Austen
O morro dos ventos uivantes, da Emily Brontë
Frankenstein, da Mary Shelley
A dança cósmica das feiticeiras, da Starhawk
O jardim secreto, da Hodgson Burnett
A visita cruel do tempo, da Jennifer Egan
Para ler como um escritor, da Francine Prose
Mística feminina, da Betty Friedan
O segundo sexo, da Simone de Beauvoir

Literatura escrita por mulheres é amor e vale a pena ser conhecida. Não é uma questão de quem escreve melhor, de superioridade masculina ou feminina, mas sim uma questão de darmos espaço a nós mesmas. Leiamos, portanto, mulheres, e certamente o mercado literário feminino se expandirá ainda mais.
Escreve com honestidade e não te preocupes com os sentimentos alheios, porque digas o que disseres, de qualquer forma vão odiar-te.
Retrato em Sépia | Isabel Allende 

Ainda faltam muitos livros que poderiam ser citados, mas a minha memória é falha. Portanto: coloquem-nos nos comentários! Melhor: coloquem-nos nas estantes!


33 comentários

  1. Sim! Esse post! Quando eu lembro que Joane Rowling assim "J. K. Rowling" por dica do editor de não colocar o nome (de mulher) dela tão aparente me dá uma dor no peito. To super anotando aqui as dicas. Vale lembrar também da Anne Rice que escreveu Entrevista com um Vampiro, e tô louca pra ler qualquer coisa da Chimamanda, que é uma linda.
    Quero mais mulher na estante!

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  2. Oi Mia, faz mais ou menos uma semana que estou lendo seu blog, e realmente gostei muito!
    Já li a maioria dos posts :). E você me deixou com vontade de ler "O Morro dos Ventos Uivantes".
    Agora quanto a autoras, sugiro fortemente que você procure os livros da Maria José Dupré, pense numa escritora que sabia contar histórias. Gina, Luz e Sombra, Dona Lola, Os Rodriguez, Éramos Seis e tantos outros...
    Se tiver oportunidade, leia os livros dela. Mas não se prenda nos livros infantis, pois seu maior talento evidenciava-se nos romances adultos.
    Outra coisa que tenho curiosidade: você lê livros digitais? Geralmente quem gosta bastante de ler não liga de fazer isso, vez por outra, numa tela eletrônica.
    Particularmente eu prefiro livros baixados da internet, visto que biblioteca por aqui é coisa rara...
    E antes de terminar: parabéns pelo seu jeito de escrever, seu blog e seu bom gosto por literatura, que é bem raro hoje em dia.

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  3. Uau, quanta indicação (desculpa pela palavra) FODA.
    As Brumas de Avalon são possivelmente meus livros favoritos de todos do mundo!
    E eu fiquei muitissimo intrigada com Claros sinais de loucura. Preciso!
    Beijos :)

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  4. Oi Mia, nossa achei incrível esse seu post, muito criativo! Realmente você tem razão que antigamente as mulheres eram muito privadas de fazer tudo, agora imagina escrever um livro? Eu nunca li nada da Jane Austen, mas pretendo ler Orgulho e Preconceito que tenho na minha estante, e dos livros que você citou eu tenho e já li Claros sinais de loucura, que é uma leitura incrível! Vou anotar as suas dicas :D

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  5. Hoje em dia as mulheres estão ganhando mais destaque e tem um papel fundamental no cotidiano! No meu blog... Eu tenho como objetivo dar oportunidade para todos os escritores, mas quero que sejam meio a meio, ou seja, "ex: 3 homens e 3 mulheres", para que ambos tenham a mesma oportunidade e é mesmo temos que dar mais chance para elas, pois existe mais homens.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  6. Garota, Interrompida: uma necessidade! Obrigada pela dica!

    Novembro Inconstante

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  7. Tenho muita vontade de conhecer a atmosfera de Brumas de Avalon. Adorei o post!
    Beijo,
    http://www.pactoliterario.com/

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  8. Oii tudo bem?
    Parabéns pelo post.. Ficou bem criativo.
    Dos livros citados me interessa ler As Brumas de Avalon e O Morro dos Ventos Uivantes.
    www.lindaestante.com.br

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  9. Olá!
    Ainda não conhecia alguns dos livros e confesso que o único que eu realmente quero ler é "Garota interrompida".
    Ótimo post.
    Beijos!

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  10. Papisa Joana é realmente uma história fantástica! Comprei o livro por pura curiosidade, porque meu irmão tinha o dvd e depois que descobri que o filme tinha sido inspirado no livro, não resisti. Aí ele virou meu amorzinho. Fico louca de vontade de emprestar pras amigas (em vez de guardar a sete chaves e não deixar ninguém por a mão hahah), porque ele traz marcações interessantes sobre o feminismo, ainda que não seja este seu objetivo. Confesso que sou louca de pedra por esses temas escusos da Igreja... Enfim, você me fez olhar para os livros da minha estante e perceber que também tenho algumas poucas escritoras por aqui. Me fez refletir!

    Bjs

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  11. Quero MUITO, MUITO muito ler Bell Jar. Tá há anos na minha to read list e eu nunca pego ele pra ler (até porque não tenho, hehe). Quero ler As Brumas de Avalon também, porém, no entanto, contudo, a temática não me chama muito atenção.
    E Garota, Interrompida também é um livro que eu ler.

    Desses todos eu só li Orgulho e Preconceito (e shame on me).

    Acho que vale o comentário de que a maioria dos YA atuais são escritos por mulheres, mas geralmente são vistos com mau olhos pelas pessoas. Livro de mulherzinha, livro de guria, e coisa e tal. Aparentemente não tem nada pior do que ser mulher, né?

    Achei muito importante e de bom gosto teu post. Quero muito ler mais mulheres.

    Beijos!

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  12. (que eu quero ler*)
    (oops, errei)

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  13. Muuuito legal sua lista! Fiquei louca para ler Papisa Joana, achei a premissa interessantíssima!
    Desses eu já li: Claros Sinais de Loucura, Garota Interrompida e A Redoma de Vidro. Todos maravilhosos e todos mexeram MUITO comigo, me mudaram para melhor e me fizeram enxergar coisas novas e bem vindas, coisas que merecem reflexão. Os que ainda não li já foram parar nos desejados.
    Post lindo <3
    Bjs

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  14. Jennifer Egan é ótima! Eu li "O Torreão" dela e apenas WOW, como não amar Jane Austen? <3 gosto muito da Agatha Christie também e, pra fugir dos internacionais, gosto muito do trabalho da Martha Medeiros!

    Quero muito ler esse "claro sinais de loucura", TANTAS INDICAÇÕES, OMG!
    haha


    beijo!

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  15. Adorei o post! Já li todos os livros de Brumas de Avalon e Claros sinais de loucura. Quero muito ler Jane Austen, já que é um clássico.

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  16. Céus, Mia. Eu tenho vinte livros pra ler na minha estante e tu vem com mais esses interessantíssimos.
    Estranhamente, a minha estante de livros lidos é cheia de autoras mulheres, contando a Rowling E seu pseudônimo, a Xinran (recomendo, ela escreve muito bem), a Jodi Picouldt (recomendo FORTEMENTE, apesar de cada livro ser uma resma) e escritoras japonesas. Acho que, pelo menos no meu caso, existe um certo equilíbrio, mas só porque as escritoras mulheres são relativamente mais recentes do que escritores homens. Também quero ler o Diário de Anne Frank e a biografia escrita pela amiga dela, sobrevivente do holocausto.
    Confesso que senti vontade de ler o Karen Harrigton!

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  17. Estou lendo as Brumas de Avalon (estou no segundo livro) e gostando muito! Já vou adicionar no skoob as suas indicações, especialmente A Redoma de Vidro e Garota, Interrompida.

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  18. Oie mia!
    Que post mais bem feitk e lindo e maravilhoso e aplausos pra você! Fiquei muuuuuito interessada na história da Papisa Joana, vou procurar o livro logo. Alguns outros eh ja li como garota interrompida! Minha estante tem bastante livros escritos por mulheres, mas não tantos quanto os escritos por homens... Uma pena... Gostei muito do post! Parabéns!

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  19. Oi, flor.
    Entre os clássicos, devido à cultura opressora de cada época, de fato encontraremos poucas autoras. A maioria delas, como você bem colocou, usando pseudônimos. No entanto, entre os contemporâneos, ouso dizer que a maioria dos autores se compõe de mulheres. No gênero literário, acredito que as mulheres estão se sobrepondo aos homens.

    Dos que citou, quero muito ler As Brumas de Avalon e Garota Interrompida, da qual já assisti ao filme. Não conhecia e anotei a dica de Papisa Joana. :) Gostei do enredo.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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  20. Olá
    realmente essa sinopse de Papisa Joana me deixou sem folego, esse livro tem lá na escola, mas no dia que eu resolvi pegar, ele simplesmente sumiu, queria muito ler ele,
    Bjks
    Passa Lá - http://ospapa-livros.blogspot.com.br/

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  21. Quando li seu post também reparei na sua estante, e você está certa. Não tenho muitos títulos escritos por mulheres nela.
    Papisa Joana me deixou muito curiosa e com certeza irei conferir em breve essa história.
    Amei as dicas!

    Beijos
    Toca dos Livros

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  22. Olá; QUE POST MARAVILHOSO!!!
    Da sua lista, fiquei curiosa para ler o primeiro, não tinha reparado que o segundo era de uma autora, tenho o terceiro mas ainda não li, já li Garota, interrompida. Os outros ainda não li, mas fiquei bem interessada por Eva Luna.
    É super importante valorizarmos o trabalho de nós, mulheres, como escritoras.

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  23. Não me identifico com os livros citados, mas gosto de Marion Z. Bradley.
    Já li o morro dos ventos uivantes e não gostei.

    Beijos
    www.leiturasdapaty.com.br

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  24. Garota, interrompida: nossa ♥ esse ♥ livro! Adorei as sinopses de "Claros sinais de loucura" e "A redoma de vidro", irei ler com certeza. Arrasou na lista :D

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  25. Ola, gostei muito do seu post, porque mulheres estão batalhando todos os dias para conquistar o seu lugar e não é só na literatura em tudo. Ontem mesmo estava vendo um video de como as artistas são tratadas em entrevistas em relação com os homens. Uma recente que aconteceu foi com a Cara Delevigne que sempre perguntavam se ela tinha lido o roteiro e se tinha achado muito difícil porque era de um livro enquanto para o Nat perguntavam se ele tinha gostado do livro e como foi trabalhar em uma adaptação literária, achei que ela tinha que ter se irritado antes (não lembro no momento as perguntas mas eram insinuando que ela era só um rosto bonito , minha interpretação).
    Não sabia que Papisa Joana era baseado em um livro, gostei muito do filme, vou ler!
    Beijos, Larissa (laoliphant.com.br)

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  26. Comigo acontece o contrario kkkkk
    Eu tenho mais, muito mais livros escrito por mulheres na minha estante. Acho que os escritos por homens são realmente poucos acho que não chega a 15. kkkk Mas acho que nosso gosto literário deve interferir nisso. Eu adorei sua lista. Sou louca pelo livro garota interrupta.

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  27. Oiee, 99% dos livros que leio e tenho em casa são escritos por mulheres, haha, eu não consigo ler livros escritos por homens e achar bom, não sei pq, não feminista nem nada do tipo, mas geralmente não consigo concluir essas leituras :p
    www.guildadosleitores.com

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  28. Alguns dos livros que você citou estão entre meus preferidos, e realmente, se você tirar os romances e Chick lit da contagem geral, são poucas as mulheres que escrevem gêneros mais mistos. Vou te indicar dois dos meus preferidos: A Filha do Sangue da Anne Bishop e Outlander da Diana Gabaldon. Ela fazem um trabalho fantástico criando grande protagonistas e sem exaltar os homens da estória.

    www.itgeekgirls.com

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  29. Maravilhosa sua postagem, não sou grande conhecedora mas admiradora das mulheres com toda certeza anotadíssimos aqui alguns títulos indicados por vc e vou em busca destas leituras como por ex a papisa joana e o eva luna :) considero de suma importância nos atentar sobre estas incoerências e nos unir para reverter este quadro.
    bjs http://florroxapoemasepoesias.blogspot.com.br/

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  30. As brumas de Avalon <3
    Sou apaixonada por esta série, já perdi as contas de quantas vezes reli!

    Pensando agora, acho que também não tenho muitos livros na estante que foram escritos por mulheres, sobre mulheres :O

    bjs

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  31. Adorei o post, achei bastante inteligente e moderno! Hoje em dia as mulheres estão ganhando destaque pelo aquilo que são, ganhando seu espaço e tendo tudo que sonhou!

    Abraços e até!

    http://lendoferozmente.blogspot.com.br/

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  32. Oie, tudo bom?
    Realmente as mulheres precisam e merecem destaque na literatura. A própria JK teve que lançar HP com seu nome abreviado por acharem que não comprariam livros de fantasia de uma mulher. A fuga do preconceito tem que surgir dos leitores.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  33. Oi, flor!
    Você me surpreendeu com essa agora! Corri na minha estante para olhar mas felizmente aqui em casa as autoras são predominantes ^^
    Adorei o post, o tema é muito importante e nos mulheres temos que nos ater a isso.

    Beijocas da Deebs!

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