O livro do riso e do esquecimento

O livro do riso e do esquecimento
Milan Kundera
Companhia das Letras
265 páginas
Ano de publicação: 1979 
Sobre o que é: na época da invasão russa à Checoslováquia, falar mal do governo não fazia bem à saúde, e as personagens desse livro são exemplo disso. O riso era proibido no comunismo soviético, e, se você era adepto de piadas, logo era levado ao esquecimento, ora pela morte, ora pelo exílio. Kundera viveu tudo isso e conta, durante as sete partes do livro, como foi sua experiência tendo de viver clandestinamente em seu próprio país por não concordar com a invasão russa. De escritor de ficção, o cara passou a astrólogo improvisado e anônimo pra poder sobreviver, isso até os seus amigos começarem a ser perseguidos por ajudá-lo. Tudo isso é contado entre personagens que representam arquétipos da alma que luta contra o esquecimento do exílio.

Por que ele é bom? Porque ele nos mostra os fatos de dentro da invasão russa através da perspectiva de um cara que viveu tudo isso e teve a coragem de escrever sobre. Mas o mais legal é que o Kundera não faz isso de uma forma linear: ele cria personagens e histórias para fazer analogias e alegorias. O que diabos é uma alegoria? O dicionário responde:
alegoria: 1. uma representação figurativa que transmite um significado outro que o da simples adição ao literal. 2. ficção que apresenta um objeto para dar ideia de outro.
Então, o livrinho é dividido em 7 partes, cada uma com uma espécie de conto que mistura ficção com análise psicológica dos motivações das personagens, com um panorama histórico e, a parte mais incrível, na minha opinião, autobiografia dos momentos tensos que o Milan passou sendo perseguido pelo governo russo.
A polícia secreta queria nos matar de fome, nos reduzir à miséria, nos obrigar a capitular ou a nos retratar publicamente. Era por isso que ela vigiava com atenção as lamentáveis saídas pelas quais tentávamos escapar do cerco, e castigava duramente aqueles que emprestavam seus nomes. (p. 71) 
É um livro indefinido que te deixa cheio de sentimentos e inquietações que, literalmente, podem mudar a sua vida. "O Livro do Riso e do Esquecimento auto-intitula-se de romance, apesar de ser em parte conto de fadas, em parte crítica literária, em parte tratado político, em parte musicologia e em parte autobiografia. Pode auto-intitular-se como bem quiser, porque é genial no seu todo." (The New York Times)

"Mas, Mia, ele só fala de política?" Olha, vejebem o que eu disse e cê entenderá que não. Ele fala sobre os acontecimentos de 1968, sim, mas fala também do cerumano e de sua necessidade de vencer o passado, de ser melhor, de apagar os seus erros e voltar à infância, voltar à época em que tudo era bom e não tínhamos de lidar com essa coisa chata chamada responsabilidade. NÃO É UM LIVRO SÉRIO! Ou é, mas não de forma chata. Ele é um livro que fala sobre coisas séries de uma forma legal. É simplesmente sensacional.

Por que ele é ruim? Não tem como um livro do Kundera ser ruim. Ponto.

Se eu recomendo a leitura? Não apenas recomendo como não sei o que cê tá fazendo aqui que ainda não foi atrás desse livro - e de todos os outros livrinhos do Kundera. SÉRIO, GO GO GO! Eu queria dizer mais sobre, mas não quero estragar o sentimento que cês terão ao ler essa coisa incrível.

Em um quote:
A constituição, é verdade, garante a liberdade de palavra, mas as leis punem tudo que pode ser qualificado de atentado à segurança do Estado. Nunca se sabe quando o Estado vai começar a gritar que essa palavra ou aquela atentam contra a sua segurança. (p. 10) 
Este post faz parte do Desafio 50 livros de 1900 para ler antes de morrer. Confira aqui a lista com todos os títulos que lerei até sabe-se lá quando. \o/   

Guia prático de como se portar no transporte coletivo

Eu passo muitas horas do meu dia dentro de transporte coletivo - leia-se: ônibus - e tenho pra mim que o cerumano expressa todo o seu descontentamento para com a humanidade descontando nos outros cerumanos dentro dos ônibus da vida que, por sua vez, também estão descontando em outros e vocês entenderam a vibe nietzschiana do eterno retorno. 

Só que: gente, sério. Ninguém tá dentro de um ônibus imundo, cheio de germes & bactérias, às 6h da manhã porque tá animado pra viajar, pra curtir, pra ser feliz. A pessoa que frequenta tal ambiente diariamente o faz pelo simples motivo de: obrigações da vida adulta. Que, geralmente, consistem em estudos ou trabalho. Então, se você também está de saco cheio disso, por que diabos ferrar com horas do dia da pessoa que, assim como você, não gostaria de estar ali, mas tem de aturar a sua magnífica presença num coletivo por cerca de 2h a cada viagem? 

Vamos aos passos para ser uma pessoa mais feliz e comedida, cooperando com a harmonia do universo:


Andrzej Wróblewski - Bus driver (1956)

1. as janelas estão ali para serem abertas 

E não apenas no calor. A gente não abre a janela num ônibus lotado com mais de 70 pessoas - e estou sendo otimista - porque, ai, tá calor. A gente abre porque há boatos de que o cerumano necessita de aaaaaaar. E também porque a circulação de ar ajuda a não proliferar tão facilmente os germes & bactérias das pessoas lindas e ranhentas que pegam o tal transporte. "Mas tá frio!" TÔ NEM AÍ, MEU AMÔ. Usa um cachecol, se enrola num cobertor, sei lá. Mas não fecha a droga da janela só porque cê não suporta um ventinho bagunçando seu cabelo, querida. Faça-me o favor. 

2. fale, não grite 

Eu tenho um certo grau de surdez desde criança e mesmo assim meus ouvidos doem com os gritos das pessoas no ônibus. Mesmo que eu esteja com fones de ouvido no máximo, ouvindo heavy metal, AINDA ASSIM consigo ouvir aquelas vozes estridentes gritando por tudo: pra falarem entre si, pra falarem ao celular, pra reclamarem consigo mesmas... APRENDAM A FALAR FEITO GENTE.

3. se há lugar vago, não sente ao lado do coleguinha 

Tenho vontades assassinas cada vez que estou sentada no meu cantinho, num ônibus completamente vazio, tendo mais de 40 assentos disponíveis, e vem o cerumano desgraçado pedir pra eu tirar a minha mochila do banco ao lado pra criatura sentar. MEU AMÔ, o ônibus está vazio!!!!!!!!! Qualé o seu problema????????? E não me diga que você quer contemplar os meus lindos olhos verdes porque, vejebem, 6h da manhã. Sem condições. Sério, eu não posso jamais ficar quietinha no meu canto no ônibus. SEMPRE TEM UMA HELLO KITTY, mesmo que o veículo em questão esteja completamente vazio.

Os lugares estão vagos esperando por bundas para dar-lhes um sentido. Não venha querer dar um sentido num local não-vago. Agradeço.

4. são bolas de gude, não de basquete 

A gente sabe o que você, homem, tem no meio das pernas, e não são bolas de basquete pra você ter de abri-las desse jeito, esmagando a pobre pessoa que teve a infelicidade de lhe ter sentado ao seu lado. Portanto, seja um bom menino e feche essas pernas porque ninguém é obrigado MESMO.

5. é pra passar gotas, não tomar banho de perfume 

O ônibus é um local pequeno, lotado de pessoas com variados cheiros e que se recusam a abrir as janelas. Além desse cenário já ser ruim por motivos óbvios, vamos compreender que há pessoas que possuem rinite alérgica e nem perfume podem usar sem ter um verdadeiro surto de espirros - vide esta que vos escreve. Ousseje: vamo maneirar na água de colônia avon limited aí, hein.

6. se o ônibus estiver lotado e você puder pegar outro, vá no outro 

Eu moro num bairro que é um dos últimos da cidade, então só posso pegar um ônibus pra chegar em casa e esse querido ônibus cruza por toda a cidade antes de chegar a seu destino. O que acontece? Acontece que as pessoas deixam os ônibus de seus bairros vazios pra pegar o meu, que sempre, SEMPRE vai lotadíssimo, com gente até nas portas, porque ninguém pode esperar mais 15 minutos pelo seu. Sério, não façam isso, a não ser em caso de real necessidade. Não vale a pena pra ninguém (você já tentou descer mais cedo num ônibus completamente lotado? pois é) e irrita todo mundo. Seja uma pessoa melhor.

7. FONES DE OUVIDO!!!! 

Sério que eu preciso explicar essa? Também acho que não.



De mais a mais, é tudo uma questão de usar o bom senso e se perguntar: eu me irritaria se alguém fizesse isso? Caso a resposta for afirmativa, apenas pare e siga em frente, olhe para o lado e tente ser uma pessoa melhor. 

Reparação - ou por que Briony é a personagem mais detestável de todas

Reparação
Ian McEwan
Companhia das Letras
269 páginas
Ano de publicação: 2001 
Sobre o que é: Briony é uma pré-adolescente mimada, metida e aspirante à escritora. Em 1935, num dia de calor escaldante, ela vê a irmã, Cecilia, tirar a roupa e pular na fonte da casa em frente ao filho da empregada, Robbie. Na sua cabecinha de criança-adolescente, o coitado do Robbie estava se metendo a besta e assediando sua irmã. Mais tarde, Robbie escreve uma carta à Cecilia declarando seu amor por ela, porém a carta tem uma palavrinha obscena e Briony, a metida, lê a tal carta, fica louca das teorias de conspiração e acaba fazendo um troço muito desgraçado que acaba com a vida do coitado do rapaz, de sua irmã e de todo mundo - menos dela, porque ela é uma pobre criancinha. 

Por que ele é bom? Vamos começar com: discurso indireto livre. Tá, nem todo mundo é fã de língua portuguesa e ninguém é obrigado a saber disso, mas o fato é que isso quer dizer, em linhas gerais, que a narrativa é maravilhosa e vai se alternando de acordo com a percepção de cada personagem. Aliás, AS PERSONAGENS! Gente, que riqueza de personagens. O livro não se restringe apenas a Briony, Cecilia e Robbie. Há também Emily, a mãe das duas meninas, uma mulher doente e que simplesmente abstrai-se da realidade e vai jogar candy crush mental quando as coisas estão muito blé; Leon, irmão das meninas, um cara um tanto ingênuo demais, pra falar a verdade; os gêmeos ruivos, primos que resolvem aprontar uma no meio do jantar; Lola, a prima das meninas, que é uma das personagens mais detestáveis de toda a literatura, aquele tipo de pessoa que faz de tudo para ser sempre o centro das atenções, claramente pisciana com marte em leão, e Marshall, amigo de Leon, convidado especial para o jantar em família e aspirante a milionário.

O que acontece é que AS PESSOAS SÃO ESCROTAS, e em níveis absurdos. Isso tanto na vida quanto na literatura, mas até aqui nenhuma novidade, né mesmo. Não é bem assim. Porque o nível de escrotidão humana presente nesse livro é algo estarrecedor. Eu realmente queria entender como as pessoas podem se prestar a isso, mas ainda não cheguei a esse nível de entendimento. Porém, o senhor Ian chegou e escreveu essa obra maravilhosa, que nos faz mergulhar numa história densa e aparentemente confusa, mas que é muito simples quando aceitamos o fato de que as pessoas não prestam. A partir daí, tudo se encaixa e aproveitamos a escrita do cara, que é maravilhosa.

Mas: coitados do Robbie e da Cecilia. Gente, que dó me deu desses dois. Queria colocá-los num potinho pra que fossem felizes, só isso. (E olha que nunca torço por casal algum, hein.)

~como eu fiquei ao terminar o livro~

Por que ele é ruim? Porque dá vontade de matar a Briony e a Lola. Especialmente a Briony. Sério, essa menina é a personagem mais irritante de toda a literatura, não é possível. Porque não importa se ela era só uma criança: LIMITES, PARÂMETROS, CONSCIÊNCIA. Pelamor. Vá se catar.
Sim, ela era apenas uma criança. Mas nem toda criança manda um homem para a prisão por causa de uma mentira. Nem toda criança é tão determinada e maligna, nem tão coerente ao longo do tempo, sem jamais vacilar, jamais inspirar dúvidas. (p. 168) 
Mas o livro é ótimo, gente. De verdade.

Se eu recomendo a leitura? Mas é claro que sim! Inclusive, só não o li antes porque não achava de forma alguma esse livro, que havia desaparecido das livrarias e das bibliotecas. COMPANHIA DAS LETRAS, DÁ UM JEITO NISSO! ♥

Em um quote:
Não eram só o mal e as tramoias que tornavam as pessoas infelizes; era a confusão, eram os mal-entendidos; acima de tudo, era a incapacidade de apreender a verdade simples de que as outras pessoas são tão reais quanto nós. E somente numa história seria possível incluir essas três mentes diferentes e mostrar como elas tinham o mesmo valor. Essa era a única moral que uma história precisava ter. (p. 37) 
Pausa para: o nome do Ian McEwan, que coisa mais sonora isso, gente. ♥  

Resuminho de janeiro

Como todo janeiro, esse também foi louco, porém produtivo. Completei 1 mês de trabalho na PF, fiz 23 anos, escrevi colunas, artigos e resenhas e fiz aquele drama básico de cada dia. Janeiro se foi e deixou um gosto de "mas já?", porém vários livrinhos e filminhos assistidos.

.do que li 

Em janeiro, li 7 livros, 3 deles da série House of Night - dos vampiros adolescentes wiccanos - e os 4 restantes sendo bem variados.
1. A face da guerra (Martha Gellhorn) - meldels, que livro arrasador. A Martha Gellhorn reuniu algumas matérias que ela fez ao longo de várias guerras do século XX e, caramba, cê lê isso e entende como o cerumano pode ser escroto e cruel. Virou favorito da vida porque não tem como não amar a narrativa literária dessa mulher.
2. Bonsai (Alejandro Zambra) - esse já era um dos meus favoritos e tal posição só se confirmou nessa releitura que fiz, rapidéssima, no trem, em 40 minutos; eu ia emprestá-lo pra uma menina e aproveitei pra relê-lo. É dolorido de várias maneiras, mas a narrativa do Zambra é algo encantador - mesmo que ele fale de algo tão... arrrgh!
3. A montanha mágica (Thomas Mann) virou um dos meus amorzinhos literários da vida. Já fiz resenha, já descobri o filme (e tô bem louca vendo tudo à prestação porque o querido tem nada mais, nada menos que 07 horas; SETE FUCKING HORAS), já quero relê-lo loucamente e destrinchar todos os aspectos da personalidade do Hans Castorp e ler tudo o que Thomas Mann escreveu. ♥
4. O vento solar (Arthur C. Clarke) - gostei bastante de alguns contos, mas não de todos porque tive a impressão de que teve história na qual ele se alongou porque precisava preencher páginas, não necessariamente contar algo bem contado. Mas há contos excelentes nesse livrinho e eu não posso negar isso.

.do que vi 

Também assisti a 7 filmes em janeiro e vi 2 séries. Nem todos os filmes valem a pena ser mencionados porque RELEVÂNCIA, mas sempre tem os amorzinhos.
1. FINALMENTE terminei a sétima e última temporada de The Good Wife. Eu sabia que o final seria cocô, por isso estava adiando tanto. Mas a vida também pode ser um cocô gigante, e por que a ficção não o seria, né mesmo? Só que o que me irrita na Alicia é que ela fica correndo atrás de homem o tempo inteiro e deixa que tudo o que ela faz seja definido pelos homens que estão ao redor dela. Um pouco chato isso. Mas Eli e Marissa = melhores personagens de todos. ♥
2. Inventei de ver Freaks and Geeks sem saber que a série tem apenas uma temporada e que não tem final porque a cancelaram antes. Estou em ressaca ainda. O tanto que me identifiquei com a turma dos geeks foi absurdo. Sou uma versão feminina crescida de Sam e não sei se isso é bom ou se vamos ali no cantinho chorar em posição fetal bebendo uma catuaba. Na dúvida, não penso a respeito.
3. Ver Amadeus é sempre muito amorzinho porque Mozart, essa criatura abençoada cujas músicas fazem a minha vida mais feliz. ♥ O único porém é que dessa vez dormi em algumas partes do filme por motivos de morta.de.cansaço. e havia a recém voltado do meu piquenique de aniversário - que, por sinal, quase divido com o próprio Amadeus; aquarianos dominarão o mundo!. Mas foi maravilhoso mesmo assim e namorado, que nunca havia visto a esse filme incrível, adorou. Angariando fãs, yay! o/
4. Namorado nunca havia visto Cloud Atlas e eu fiquei meio QQQQQ/, porque esse filme é espetacular em todos os sentidos. Quer dizer, toda a vibe reencarnação, revolução, mudanças de vida em vida. Poxa, isso é legal pra caramba, quer cê acredite, quer não. Agora, estou querendo o livrinho que originou esse filme (Atlas de Nuvens), mas há boatos de que ele custa muitas temeridades e né, não estamos podendo no momento. Quem sabe ainda este ano, né mesmo?!

.do que estou lendo

1. Fausto, do Goethe. Por que diabos eu inventei de ler um clássico escrito de mil setecentos e vai lá pedrada? Olha, não sei. Mas está sendo bem divertido. Fausto é gente como a gente e tava cansadão de estudar pra nada. Aí resolveu fazer um pacto com Mefistófoles - melhor personagem, que serzinho dotado de ironia fina - e ser feliz. Não dá muito certo, mas é divertido no processo.
2. Revelada, das P.C. e Kristin Cast, porque é o 11° volume da série House of Night e eu preciso saber como isso vai acabar. Fora que alguma coisa tem de compensar as leituras de um poema gigantesco do século XVIII.
3. Cartas do Caio Fernando Abreu. Nunca pensei que fosse realmente gostar tanto assim de ler a correspondência alheia, mas em 1h30 li 100 páginas e tô sendo bem feliz com a empolgação do Caio em fazer o mapa astral de todos à sua volta - inclusive dos autores que lia. C.F.A. também era gente como a gente e dá uma tristezinha por ele ter partido. Mas c'est la vie.
4. A elegância do ouriço, da Muriel Barbery. Tava na minha lista de leituras pra 2017 e aproveitei pra iniciá-lo hoje. Já passei da página 50, e: a menina de 12 anos que quer se matar, ela é bem pedante. Aos 12, eu também me achava profunda e inteligentíssima. Hoje eu acho que dou pra o gasto. Às vezes. Mas Renèe é interessante. Dá pra entender a Renèe. Veremos se gostarei desse livro tanto quanto acho que.

.do que estou vendo 

1. Juana Inés, a nova série da netflix que conta a história real de uma freira mexicana escritora, percursora do feminismo em 1600 e pouco. Eu tenho um medo real de freiras, mas tento controlar a respiração descompassada ao ver aqueles hábitos todos. Tenho tido sucesso. A série tem 7 episódios e já estou no 3°. Acho que termino até o final da semana. ♥ Achei legal que o povo do espiritismo já tá falando que essa Juana Inés foi uma das vidas da Joana de Ângelis, mentora do Divaldo Franco. Honestamente, não sei o que pensar disso, porém é interessante essa necessidade de achar padrões e sentido pra vida. Hmm.
2. Sleepy Hollow, 4ª temporada, que já chegou aloprando loucamente e com os padrões mais baixos se comparados às temporadas anteriores. Mas né, com a saída da Nicole Beharie, nem poderia ser diferente. Tiraram a melhor personagem da série - adoro Ichabod Crane, mas calma lá, Abby Mills era melhor - pra deixar um vácuo supostamente preenchido por uma menina de 11 anos com visões de uma mulher morta. Bizarro, no mínimo.

.o que mais teve?

Teve amor. Teve festa surpresa de aniversário que meus amigos fizeram. Total me surpreenderam na biblioteca da faculdade, gritando surpresa e me fazendo ficar com cara de David Tennant na chuva porque eu sou impossível e o fato de eu odiar tanto surpresas não é porque não fique contente e me sentindo amadinha, mas sim porque não sei reagir. Não demonstro reação alguma e as pessoas sempre acabam se magoando. Mas acho que todo mundo entendeu depois que eu expliquei que, olha, sou uma alminha blasè, mas também sou muito grata por ter amigos queridos.

Também teve sushi de aniversário, ao qual namorado me levou porque ele é um amor. Engraçado que em 23 anos nesta indústria vital, essa foi a primeira vez em que passei um aniversário acompanhada. Sempre passei meus dias sozinha. Namorado algum achou que valia o esforço. Nem sei lidar direito com todo esse carinho & atenção que recebo agora, mas tô amando.

Teve também piquenique de aniversário com os amigos, lá na Redenção. E a gente falando de astrologia, analisando mapa astral e comparando tudo com personalidades MBTI. Meu aniversário perfeito. ♥ Agradeço aos que foram, cês são uns chuchus recheados com queijo cheddar e guisado.


Uma foto publicada por Mia (@miasodre) em

Fevereiro também está superando as expectativas de uma forma legal. Mas isso eu conto mês que vem porque sem spoilers.


.01 lembrete 

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Wink .187 tons de frio.