2 months of books and blablabla


Então eu pulei o post das leiturinhas de dezembro porque não estava a fim. Dezembro é aquele mês em que todo o universo decide fazer aniversário e aí eu vou pra lá e pra cá e quando vou ver já tem Natal, ano novo e é janeiro de novo. De qualquer forma, li pouquíssimo em dezembro porque além de ser o mês mais cheio de eventos do ano, também há o fato de que um dos livros lidos tinha quase novecentas páginas e me levaram três semanas pra ler aquilo, portanto acho digno.

.dezembro


O primeiro de dezembro foi o maravilhoso e já comentado trocentas mil vezes (mas que vou continuar comentando, sorry) Anna Kariênina, do Tolstói. Eu amei demais esse livro e ainda estou com saudades de Liévin porque Liévin é o Mr. Darcy da literatura russa. Mal posso esperar para relê-lo porque especial demais, Tolstói claramente era uma pessoa única pra escrever tão bem assim, meu deus do céu. 

Depois li o mais novo livro do Philip Pullman, La Belle Sauvage, do qual já falei aqui e também lá na Pólen (escrevo pra Pólen agora!!!!). Esse livro é TÃO AMORZINHO que tô recomendando pra todo mundo, mesmo pra quem nunca leu nada do Pullman na vida. Foi uma leitura maravilhosa concluída faltando exatamente duas horas pra virada do ano. Terminei o livro e fui pra beira da praia passar a virada - coisa que jamais entenderei porque tanta gente que não dá pra ver ou ouvir nada além dos gritos infernais e de pessoas suando e bebendo e eu realmente não sirvo pra essas coisas, mas vivemos em uma sociedade em que a gente vai onde o povo vai. 

Janeiro finalmente chegou e, sim, eu poderia ter lido mais, mas CALOR e férias, ousseje, passeios e falta de ânimo. Mas fiz leituras boas mesmo assim.

.janeiro 


Comecei o ano lendo Bruxas: Laços de magia e amando demais uma história pela qual eu não dava nada inicialmente. Mas a temática de bruxas adolescentes e estudantes sempre me chama atenção, ainda mais quando a história tem todo um contexto histórico nos eventos de Salem. Gostei muito e já quero ler o resto da série (editora Planeta, publica o resto!). 

Aí num final de semana dei um passeio num shopping cheio das frescuras que abriu numa cidade aqui próxima. Numa das livrarias de lá, mostrei pra o namorado a série de livros Querido diário otário, que é uma série que amo demais porque completamente boba e despretensiosa, fora que é cheia de desenhinhos super relacionáveis com a vida (de uma pré-adolescente, mas quem aqui cresceu de verdade, né?). Falei que eu total queria ter a série inteira, mas infelizmente pobre e não posso agora. Fiquei tristinha, tomamos sorvete, fomos embora. No outro dia, na estação de trem, qual livro encontro no balcão de doações? ISSO MESMO! Na verdade, encontrei dois volumes da série, novinhos (cheiro de livro novo, inclusive), esperando por mim. Obviamente os trouxe pra casa e já li um na viagem: Querido diário otário, nunca subestime a sua idiotice é genial demais e eu amei muito esse presente do universo (the secret feelings). 

Então li um que ganhei pela editora lá no Valks e foi uma leitura que pensei que iria gostar, mas talvez nem tanto assim porque romance, mas acabei adorando demais. Antes da tempestade é lindo demais e gostei tanto tanto que, apesar de já ter escrito sobre ele aqui, ainda estou impactada e preparando um textão de crítica sobre o livro e sobre a questão da mulher na Índia imperialista de 1930, lá pra o Valks. 

Encerrei janeiro lendo O gigante enterrado, do Kazuo Ishiguro (sim, o senhorzinho que ganhou o Nobel de Literatura do ano passado). Esse livro tem tudo o que eu gosto: conto de fadas, lendas arturianas e fantasia do melhor tipo. Me empolguei escrevendo sobre ele e a minha obsessão pela lenda do Rei Arthur, tanto que só posso dizer: vão ler esse livro! (E já quero ler tudo o que esse homem escreveu; inclusive, se uma boa alma quiser me presentear com um exemplar os Os vestígios do dia, tô aceitando.)

Também comecei o ano fazendo uma thread de aesthetics dos livros que li até agora e pretendo continuá-la. Vamos ver como ficará esse projetinho. 

.tô lendo 

Até que tô lendo bastante coisa. Já foram dois livros em fevereiro (sendo que um deles é de quadrinhos e outro foi uma bela duma porcaria, mas que tive de ler porque será lançamento numa editora x e eles me enviaram antes pra eu dizer o que diabos achava, ao que apenas respondi que boa sorte porque, olha, o troço é ruim MESMO) e tô lendo mais dois (mais quatro, se formos contar tudo, mas tem leitura que tá arrastada há meses e assim continuará pois livro de contos é uma coisa que a gente lê aos poucos, não tudo de uma vez).

Comecei a leitura de Os diários de Sylvia Plath, que a Globo Livros me enviou quando eu, descaradamente, pedi (inclusive, obrigada, Globo Livros, não ia dar pra comprar de forma alguma esse livro e cês foram super queridos mesmo, não esperava por isso). Eles relançaram os diários no final do ano passado e eu PRECISAVA ler isso porque Sylvia Plath e eu, toda uma vibe. Li poucas entradas até agora, mas já rolou toda uma identificação absurda, e eu que não vou ler dez anos da vida dessa mulher de uma sentada só porque aí sim prevejo uma grande deprê se instaurando e xô vibe errada, hein. Mas é incrível ler o diário de alguém. Parece que estamos quebrando a intimidade da pessoa (e estamos mesmo), mas ao mesmo tempo também parece que fazemos parte da vida dela. É algo bem bizarro sobre o qual vou refletir mais pra frente. O que posso dizer por agora é que: Ted Hughes, seu grande babacão. Ele queimou alguns diários da Sylvia, inclusive aquele em que ela escreveu três dias antes de cometer suicídio! E outros só foram liberados após sua morte, porque ele os escondia - mas o resto ele havia publicado, tudo editado, claro, pra fazer ele parecer bonzinho. O que tem de homem neste mundo se aproveitando de mulheres, até mesmo depois de sua morte, é algo que me enoja demais e se eu já não gostava dele antes, agora é que o desprezo mesmo - e olha que a recém comecei a ler os diários. Bah.


Também comecei a ler meu primeiro livro da Darkside: A longa viagem a um pequeno planeta hostil. Nunca havia lido nada do catálogo deles porque, honestamente, eles publicavam umas coisas muito apelativas, que não me chamavam atenção alguma. Mas no ano passado eles publicaram livros que parecem verdadeiramente bacanas - tanto que estou com quatro livros da editora aqui em casa! - pelo selo Darklove, que publica autoras iniciantes. Li alguns capítulos apenas, mas estou gostando bastante. Já falei várias vezes do meu problema com a ficção científica: em geral, é escrita apenas por homens e para homens e isso me incomoda demais. Mas esse é escrito por uma mulher e já nas primeiras páginas dá pra ver isso claramente, porque no universo do livro não é aceito nenhum tipo de preconceito e tem um vrá atrás do outro na cara de personagens homens extremamente brancos e misóginos. Já estou amando.

Agora licença que vou ver Arquivo X.

Um comentário

  1. AAAAAH, eu quero muito ler Anna Kariênina! E to bem interessada pela tua visão da mulher na índia porque amei teu post aqui sobre esse livro que pela capa eu nunca leria. :) Já peguei tanta indicação aqui do seu blog que você não faz ideia.

    O diário da Sylvia Plath é um livro que quero muito ler, mas sabe quando tu precisa tá na época certa? Ainda não tô, mas aguardo ansiosamente. The Bell Jar me marcou muito.

    Beijo!

    www.paleseptember.com

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