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21 junho 2018

Ele

Eu leio basicamente de tudo, menos algumas coisas. São bem poucas coisas, na verdade, mas tenho certos limites. Um deles é livro com historinha de amor. O outro, livros eróticos. E aí eu li os dois numa tacada só. 

Veja bem, eu não gosto de historinhas de amor. Não sou uma pessoa que odeia romances, uma alma fria sem amor no coração nem nada disso. Só que me irrito com os clichês e as descrições intermináveis sobre como o ser amado é maravilhoso, blablabla. Também não leio eróticos porque, bem, fala sério, depois do fiasco de Cinquenta Tons de Cinza, eu fugi do gênero mesmo porque não sou obrigada. Mas aí a Paralela ofereceu a prova de um livro que será lançado agorinha e que é uma coisa muito inédita na editora: um romance erótico gay. Como tenho tentado ampliar meus horizontes literários, aceitei a prova e iniciei a leitura. 

E... não é ruim. Mas também não é bom. Sim, o casal é fofo, sim a gente torce por eles - até eu, que sou o Coração Gelado, torci -, mas acho que pesaram a mão no quesito erotismo na narrativa. Mas enfim, vamos ver o porquê. 

Ele
Elle Kennedy e Sarina Bowen
Paralela
254 páginas
Ano de publicação: 2018

Sobre o que é: James Canning nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O maior arrependimento de Ryan Wesley é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles. Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Wes percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. Jamie esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Wes, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas. Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Wesley e Jamie se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei. 


Gente, o que eu posso dizer? 
É um livro bonitinho em certas partes e extremamente explícito em outras. Não lia nada erótico desde Cinquenta Tons, então minhas reações durante a leitura foram de gargalhadas a ficar completamente vermelha pensando que aqueles diálogos não podem ser uma representação fiel de um relacionamento gay porque são caricatos demais. Parece que as autoras se esforçaram pra colocar todos os estereótipos de uma comédia romântica no livro, o que até ficou legal, mas achei forçado em certas partes. 

Wes e Jamie são queridos. Amigos desde a adolescência, eles acabam descobrindo algo a mais e o desenvolvimento do relacionamento é bacana. Obviamente que é tudo muito sexual, o que eu acho bem exagerado e até um pouco desnecessário, mas eu não sou o público alvo, então é bom lembrar que não é porque eu achei isso que você irá achar.

O que eu mais gostei é de como as autoras trazem questões sobre homofobia, relações familiares e aceitação em um meio extremamente machista que é o hóquei. A abordagem das autoras pra esses temas é bem sensível e dá uma boa balanceada com o resto do livro, que é todo repleto de sentimentos intensos.

(Inclusive, uma das melhores coisas é a família do Jamie. QUE GENTE QUERIDA! Se todas as famílias fossem assim, certamente as pessoas não seriam tão desgraçadas da cabeça.)

Não gostei, mas também não desgostei. Acredito que teria gostado se estivesse na idade certa pra leitura, se curtisse romances ou se fosse LGBT. Portanto, recomendo pra quem curte essas coisas. É uma leitura agradável (de verdade, caso contrário eu nem teria terminado o livro) e vale a pena pra quem gosta de boas histórias de amor.

~livro recebido em parceria com a editora~

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