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11 agosto 2018

Dates ruins: o aguado do hospital

Mais um da série dates ruins


O aguado do hospital 

Pra ser bem sincera, eu não tive tantos dates ruins porque sou uma pessoa que sai pouco e nunca fiquei muito tempo sozinha (inclusive, não sei como isso acontece, haja vista que eu sou uma pessoa um tanto peculiar e jamais entenderei como alguém pode gostar de mim, mas segue o baile). Certeza de que se eu fosse uma dessas pessoas que sai bastante e pega todo mundo, teria muito mais histórias pra contar, mas eu não sou uma grande fã de contato humano, então elas são bem poucas.

Mas aí, nos meus 18 anos, eu havia terminado com o garoto-corvo (sim, eu dou apelidos pra todo mundo; sim, geralmente eles são de animais) e na verdade nem queria ninguém, só que tinha esse rapaz aguado do hospital que ficava o tempo todo me mandando mensagenzinhas e me convidando pra sair.

Ele era aguado porque: não sei vocês, mas tem certas pessoas que têm uma cara aguada. É como se estivesse derretendo ou debaixo d'água ou prestes a chorar. A paleta de cores não ajudava muito no caso dele: loiro, branquíssimo, olhos azuis caídos e uma cara de choro contido. E ele trabalhava no hospital, então... Tá explicada a alcunha.

O caso é que ele insistiu, insistiu, insistiu até que um dia eu aceitei sair com ele. Nada demais, fomos até o centro tomar um suco num restaurante meio gourmet antes de comida gourmet ser moda em todo lugar. Ele escolheu um copo gigantesco de suco de melancia pra gente dividir. Nesse momento eu já sabia que a coisa tinha dado errado porque de onde ele tirou a ideia de que eu aceitaria dividir um copo de suco com um semi-desconhecido, jamais saberemos. Mas ele fez isso.

Okay, continuei ali por pasmaceira mesmo (eu era muito pasmada, senhor), até que ele disse: "hey, vamos na praça?". Ir na praça era igual a conversar e flertar, então eu fui porque vai que? A gente mal tinha chegado e nem tinha começado a conversar quando o celular dele tocou. Ele viu que era um amigo e atendeu. Eu estava tão de saco cheio ali que só queria ver como isso iria terminar. Ficaram se falando por uns 15 minutos até que ele virou pra mim e disse: "bah, eu vou ter que ir no mercado comprar 3 refri, batata, pão com alho e bolachas porque meus amigos resolveram fazer um churrasco agora e ligaram, e eu nem tenho dinheiro comigo", e eu olhando aquela cena, né. No mesmo momento, o telefone toca novamente e ele atende: é a mãe dele dizendo pra ele ir pra casa porque precisa que ele faça uma coisa x. O menino disse que já ia, desligou o telefone, olhou pra mim e continuou, embravecido: "quer saber, esse tipo de coisa nunca me acontece, isso é culpa tua! É sim, eu já sabia que tu era estranha, meus amigos já tinham me avisado que tu é esquisita e coisas assim, fora da rotina, nunca acontecem comigo, e agora aconteceram porque eu tô contigo".


ELE FALAVA ISSO MUITO A SÉRIO. Eu ri, né. Fazer o quê?

Ri e fui embora porque não sou obrigada. 

5 comentários:

  1. Tem gente que se esforça pra ser rude, não tem como isso ser natural. kkkkkk
    E foi o que você falou mesmo, só podemos rir de umas coisas assim.

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  2. whaaaaaaat? HAHAHAHA rindo de nervoso porque claramente seria minha reação

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  3. Que cara babaca!
    Primeiro, ele é super mão de vaca de dividir suco, segundo, botar culpa em vc por um assunto que não tem a ver com vc. Bom que vc foi embora, pq vc não é obrigada a perder tempo com ser criança desses...

    (mas desculpa, eu ri um pouco do assunto pq cara é mt babaca)

    Kiss

    Tsuki no Shita

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  4. ????????????????
    *rindo de nervouser*

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