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15 novembro 2017

Extraordinário: escolha ser gentil

Extraordinário
R. J. Palacio
315 páginas
Intrínseca
Ano de publicação: 2013 

Sobre o que é: Auggie é um menino de dez anos como qualquer outro: gosta de tomar sorvete, brincar, ver tevê. Exceto por uma coisa: ele nasceu com uma síndrome genética que lhe deu uma deformidade facial e, por isso, ele nunca frequentou a escola. Mas seus pais se dão conta de que um dia ele precisará viver em sociedade e, por isso, lhe matriculam numa escola. É aí que as coisas começam e Auggie se vê em meio a crianças que lhe fazem bullying o tempo inteiro e precisa aprender a lidar com isso da melhor forma possível. 

Por que ele é bom? Faz alguns anos que li esse livro pela primeira vez, logo no lançamento, mas ainda não tinha escrito sobre ele porque na época eu não era uma pessoa que escrevia sobre livros. Só que agora, vendo a minha lista de livros que li e amei, porém ainda não recomendei, lembrei desse e, já que estamos no hype do filme, que será lançado dia 7 do mês que vem (que por acaso é dezembro e não estamos todos pirando com isso????), decidi falar sobre.

Há alguns anos eu comecei um curso de Pedagogia. Eu havia recentemente lido o livro quando entrei no curso e lembro que quando uma professora perguntou que livro a gente recomendava para que todos lessem, eu respondi que todo mundo que estuda Pedagogia ou que lida com crianças deveria ler Extraordinário porque é um livro muito sensível e que nos faz entender o real perigo de permitir e contribuir com o bullying nas escolas. 

Auggie é um menino muito querido. Ele tem uma deformidade terrível no rosto que faz com que as pessoas (babacas) o tratem extremamente mal, o ignorando ou zombando dele na cara dura. Não sei quantas vezes conheci pessoas assim na vida, gente que zomba do outro só porque ele é diferente dos outros. E essa é a maior mensagem do livro: somos todos iguais, gente com sentimentos e sonhos e vida, mesmo que nossa aparência seja tão diferente da dos outros. 

Uma coisa que eu achei demais no livro - além da história, que já é tocante por si só - é que ele é divido em oito partes e cada parte tem o ponto de vista de um personagem diferente (só o Auggie repete sua parte na narração). Eu adoro esse tipo de recurso em livros porque dá pra gente entender o contexto maior da situação e conhecer o que realmente se passa na cabeça de cada um. No quesito sensibilidade, Extraordinário dá aula.

Esse é um daqueles livros que a pessoa termina de ler com o coração quentinho, se sentindo esperançosa com o mundo. Apesar de não ser o que eu costumo ler, é uma leitura pra fazer feliz, então eu recomendo fortemente.

Auggie

Por que ele é ruim? Ele não é. Duvido alguém achar algo de ruim nesse livro, mesmo.

Você vai gostar se... quer fazer uma leitura mais sensível, se envolver emocionalmente com um livro e ter um pouco de esperança na humanidade (difícil, eu sei, mas esse livro ajuda).

Em um quote:

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil. 

2 comentários:

  1. A única crítica que eu tenho sobre o livro, é sobre as oito narrativas, me incomodou demais que elas fossem muito parecidas, ainda mais por serem em 1 pessoa, então eu não via a personalidade dos personagens em suas perspectivas, se fosse na 3, eu acredito que seria melhor.

    O livro é puro altruísmo e empatia, todos os adultos e crianças deveriam ler para entender sz

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  2. esse livro é magnifico, eu li a 4 anos atrás e sinto que se eu ler ele hoje vou me emocionar tanto quanto a 4 anos atrás ou até mais, são muitas lições de vida e contra o preconceito


    Blog Entre Ver e Viver

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