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07 dezembro 2017

Leiturinhas 011

~não sei de quem é a imagem, a achei no pinterest e combina perfeitamente com o mês; mas se alguém souber o artista criador deixe nos comentários que eu coloco os créditos aqui~

Eu amo muito o fato de que separei as leiturinhas do mês do post de resuminho porque, bem, eu falo demais sobre o que eu leio (eu sei, poderia voltar às antigas no blog e falar mais sobre a minha vida e menos sobre livros, mas descobri que existem pessoas realmente muito amargas que se aproveitam de qualquer coisa que a gente escreva sobre nossas dificuldades pra fazer da nossa vida um inferno, então não, obrigada), então acho que foi uma boa decisão. 

Nem tão boa assim foi a minha quantidade de leituras em novembro: foram apenas 2 livros. Como todos já sabem, o culpado foi o Monstro do Final de Semestre, que comeu meu tempo e meu ânimo pra fazer qualquer coisa além de provas e trabalhos gigantescos, mas conseguimos vencê-lo e cá estamos, em férias e já lendo coisas maravilhosas. 

.lidos


♥ Como disse, foram dois livros lidos. O primeiro foi um que achei que seria ótimo, mas nem foi tanto assim - porém também não foi tão ruim quanto pensei que seria quando a coisa começou a degringolar. Não vai acontecer aqui, do Sinclair Lewis, é um livro sobre o qual já falei bastante e, apesar dos pesares, realmente acho que merece uma leitura, especialmente do povo que se interessa por política e distopias. Não é nada parecido com as distopias adolescentes, tipo Jogos Vorazes, claro, mas mesmo assim é bem bacana pelas reflexões que a gente faz de como uma democracia se transforma numa ditadura aos pouquinhos. Pretty scary, indeed. 

♥ Depois eu li um que me deu muitas alegrias e tristezas. Apesar de saber o final da história de antemão, ler As irmãs Romanov, da Helen Rappaport, foi algo um pouco dolorido. Amei conhecer mais sobre as vidas das meninas e também conhecer a verdadeira história da Anastasia (sim, aquela da animação que marcou a infância de metade da minha geração), mas ao mesmo tempo foi duro ver como elas sofreram na prisão na Sibéria e ter de lidar com os horrores que a Revolução Bolchevique cometeu. Eu realmente acho que a Revolução trouxe coisas muito boas pra Rússia, mas obviamente teve seus erros (NÉ, LÊNIN) e muita gente inocente foi assassinada por causa disso, inclusive as quatro meninas Romanov, seu irmão de 13 anos e seus pais, que só queriam mesmo uma vida tranquila com a família e não tinham culpa de ter nascido na realeza. 

Adoro ler sobre histórias reais da monarquia porque sempre penso que não é fácil ser princesa. É uma vida muito solitária, especialmente pra meninas. A pessoa não tem culpa de ter nascido ali, mas por causa de sua posição não pode se aproximar de quase ninguém e os erros políticos dos outros recaem sobre a família inteira. A gente cresce vendo histórias de princesa, mas não sabe como é (foi) complicada a vida dessa gente real. 

.lendo 

Finalmente tomei coragem e peguei pra ler um livro lindo lindo lindo que estou amando: Anna Kariênina, do Tolstói. Recebi o livro pela Companhia em agosto e estava encarando ele na estante desde então, com medo de lê-lo porque achei que demoraria demais na leitura (são quase 900 páginas de calhamaço russo!) ou que poderia ser chato demais. GENTE, COMO EU ESTAVA ENGANADA. Esse livro é excelente. Comecei a leitura na sexta e lá se foram mais de 150 páginas. Sim, eu poderia ter lido mais, mas vamos lembrar que sexta foi o último dia de aula do semestre com trabalho de radiojornal e no fim de semana teve o aniversário do pai do meu namorado, então foi aquela correria de pessoas pra lá e pra cá e não deu muito tempo pra ler. Mas mesmo assim eu não queria largar o livro. Sério, leiam isso, larguem de medo e se joguem porque a escrita do Tolstói é deliciosa e essa edição não perde em nada pra aquela da Cosac Naify.


Também comecei a (re)ler os contos do Poe na minha mais nova edição linda e maravilhosa da Tordesilhas: Contos de imaginação e mistério. É sério, ela é muito linda. Tem ilustrações da época da "descoberta" de Poe + um prefácio do Baudelaire, o primeiro cara a traduzir a obra do Poe pra o francês. Essa era a edição que eu queria e ela é minha porque um cara (maluco) a vendeu num grupo de troca e venda de livros por DEZ PILAS!!!! Sim, eu não acredito nisso até agora. Tô muito em paz comigo mesma tendo essa edição que desejo há anos. ♥

Por enquanto, é isso.
Mas bem por enquanto mesmo porque dezembro é o mês das RETROSPECTIVAS AAAAAAAAAAAAH e já estou preparando o Wink Literary Awards 2017, hihihi.

Até. 

2 comentários:

  1. Esperando suas resenhas de Anna Kariênina e da nova edição do Poe *-*
    Mês passado, eu estava no metrô, e entrou uma menina usando canga de praia (rio de janeiro, né uahuahua), ela sacou da bolsa um livro super grosso e começou a ler, eu me mexi um pouco e deu pra ver que era Kariênina, me apaixonei por ela, queria ter tirado uma foto ou falado um oi, mas fiquei com vergonha. Depois quando ela conversou com a irmã, vi que era portuguesa.

    Tenho um canal novo *-* se inscreve lá?
    https://youtu.be/16v1jr6TjA4

    Com amor, ♥ Bruna Morgan

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  2. já quero sofrer lendo As irmãs Romanov #aquelas
    e preciso voltar a ler Anna k. =/
    bjão
    www.jeniffergeraldine.com

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