Beauty

Ontem eu fiz um post falando de Elvis e da saudades daqueles tempos que não vivi. Então, como uma curiosa que sou, fui procurar músicas, filmes, artistas retrôs, para mostrar aqui pra vocês essas obras de arte.

Olhem só que delícia esse vídeo de Gene Kelly cantando Singin' in the rain:



"I'm singin' in the rain and I'm dancin' in the rain..."

Delícia de música, tão simples e bonita :)

Mudando um pouquinho de assunto, eu tenho horror a essas mulheres que hoje em dia a maioria considera bonita. Angelina Jolie, Megan Fox, etc... Cheia de plásticas e photoshop, até eu fico perfeita. Tenho verdadeiro horror a quando me dizem: "Ah, mas aquela lá que é bonita, tem o corpo/rosto perfeito". Tem nada, criatura. Desde que se criou photoshop+cirurgias plásticas+botox+maquiagem intensa todo mundo ficou bonito.
Mas bonitas mesmo eram aquelas atrizes dos anos 30/40/50, na época em que não havia todos esses recursos para se fabricar uma beleza. 

Grace Kelly

Audrey Hepburn

Greta Garbo

Elizabeth Taylor

Claudia Cardinale

Ava Gardner - na minha opinião, a mais bonita delas

Na época dessas mulheres, as pessoas não tinham tantos recursos como vemos hoje. Hoje em dia não dá pra saber o que é real e o que não é. É tudo muito confuso, tudo cheio de retoques, coisa que não tinha antigamente, ao menos não em tanta quantia.
Sim ,eu sei, este tópico está sem pé nem cabeça, mas só queria compartilhar com vocês pessoas realmente bonitas e não photoshopadas. Estou cansada de toda essa mídia. E não suporto mais ouvir falar em Angelina Jolie.

Delícia de Natal

Natal, meus amores, é uma época mágica pra mim: a época em que eu começo a fazer vários doces pra ceia. A família aqui é bem grande, então eu tenho de caprichar :)
Minha família é cheia de tradições, e uma delas é uma receita maravilhosa que eu faço todo Natal. Vou compartilhar ela aqui com vocês.


Rosca Delícia de Maçã com Chocolate

Massa:
• 1 colher (sopa) açúcar
• 2 tabletes de fermento fresco (30 g) (30 g de fermento fresco é igual a 1 colher
(sopa) rasa de fermento biológico seco)
• i pitada de sal
• 1 xícara (chá) de leite morno
• 4 xícaras (chá) bem cheias de farinha de trigo (500 g)
• 2 colheres (sopa) de margarina sem sal (50 g) 1 colher (sopa) de leite em pó

Desmanche primeiro o açúcar no fermento. Em seguida, acrescente o sal, o leite morno e um pouco de farinha (aguarde até a massa líquida começara fermentar, isto é, formar bolhas). Junte o restante dos ingredientes e trabalhe a massa até soltar das mãos. Deixe crescer até dobrar de volume. Enquanto a massa cresce, prepare o recheio.

Recheio:
• 50 g de margarina ou manteiga sem sal
• 3 maçãs pequenas, sem casca, em fatias, finas
. 100 g de chocolate meio amargo picado
. 3 colheres (sopa) de açúcar
•1 colher (café) de canela em pó
• 1 ovo para pincelar (ligeiramente batido)

Sobre uma superfície enfarinhada e com a ajuda de um rolo, abra a massa formando um retângulo de dois palmos de comprimento por um palmo e meio de largura. Espalhe a margarina ou manteiga pela superfície da massa e dobre. Abra-a novamente (formando um retângulo do mesmo tamanho). Distribua as maçãs e o chocolate (espalhando na superfície da massa) e polvilhe com o açúcar e a canela. Dobre as extremidades laterais da massa para dentro (deve ficar bem fechada). Pincele com o ovo, enrole como um rocambole no sentido do comprimento. Coloque a massa numa forma redonda com buraco no meio, untada e enfarinhada. Deixe crescer e dobrar de volume (em local aquecido). Pincele o pão com o ovo e asse em forno pré-aquecido.



Espero que vocês gostem. Eu simplesmente amo essa receita :)

Querido Papai Noel

Se passaram anos desde a última vez. Eu sei.
Ainda me lembro: tinha 6 anos, e tudo que pedi eram materiais escolares. Nerd desde pequena, admito.
Estava na cama, me virei, depois de alguns minutos me remexi de novo e voilà! Lá estavam os presentes, todos empilhados sobre a escrivaninha, fazendo contraste com a parede manchada pela infiltração.
Saltei da cama, corri até aquela pilha de presentes: era mágico. Como aconteceu? Até hoje não o sei. Tudo o que sei é que aquela noite não consegui dormir, acordei meus pais, meus irmãos, a vizinhança toda. E ficamos comendo chocottone com guaraná, em família.
Meu melhor Natal :)

Depois, simplesmente parei com as tradições natalinas. Desculpe, mas o senhor entende, certo Sr. Noel?
Entrei pra escola, me envolvi com meus projetos e simplesmente esqueci de lembrar. Mas dentro de mim sempre cultivei aquele espírito natalino daquela noite. Sempre me lembrei daquela magia, ainda que sufocada pelos boatos mal intencionados de pessoas desiludidas, dizendo que o Sr. não existe.

Este ano tudo o que peço é que cada criança possa ter a magia do Natal viva em seus corações. Não a dos presentes, ou panettones, nem da árvore. Mas a da união em família, entre amigos, enfim, união entre pessoas.
É tudo que peço.
Merry Christmas, Santa.



Mafalda Lovers

Amo a Mafalda, gente. Mesmo. Se tem um quadrinho que eu me encaixo é o da Mafalda. Really.
Eu tava lendo as postagens do Teimou de Vir, quando me deparei com um quadrinho da Mafalda lá, no qual me identifiquei muito! Preciso mostrar isso pra vocês:



Parece eu falando com minhas amigas. Sério. Enquanto elas falam de comprar vestido, roupas "da moda", eu falo de cultura. Mesmo. Às vezes acho que vivo em outro planeta. E talvez viva - rá! :)
E é exatamente assim: não concordam comigo, me dão um argumento, me sinto por vencida: briga. Eu sou terrível, eu sei.
Aqui tem outra pra vocês apreciarem, mal-humorados desse Brasil:





Everything changes

Mais um lindo dia de sol aqui em Viamão. E eu, em meu quarto, toda cheia de ematomas do tombo da escada.
Ah, eu não contei pra você? Pois é, caí da escada, de novo. Graças a Deus, estou bem, só alguns roxos e o corpo doendo, but, anyway...
Aqui está a foto da escada assassina:



Caí do segundo degrau (de cima pra baixo). Como consegui essa proeza de novo? Vai ver que meus pés não se acostumam com o chão, vai ver é porque ando com a cabeça nas nuvens, vai saber...

Passada a revolta dos últimos dias, estou bem, obrigada. De tempos em tempos eu fico assim, com vontade de sumir, de largar tudo, não me importar com mais nada.
Por isso fiz o blog. Enquanto escrevo minhas revoltas aqui, não faço mal a ninguém. É melhor assim.

Fim de ano, e a gente, que tem consciência, começa a fazer o balanço da vida. Não sei quanto a vocês, mas eu adoro parar pra pensar por horas e horas nas minhas atitudes. Porque, crianças, elas podem mudar o mundo. Exagero demais ao dizer "o mundo"? Ao menos o mundinho de cada um, sim.

Quando nos damos conta das nossas atitudes, podemos mudá-las, ou continuar da mesma forma. A escolha é nossa. Mudanças são boas, mas dão medo. Não tenho medo de mudar, tenho medo do que vou encontrar nessa mudança. Isso assusta, apavora. Mas é um medo bom, de certa forma.

Não digo pra você mudar apenas por causa do fim do ano, chegada de um novo, não. Mude pra si mesmo. O tempo é relativo, pra mim, tanto faz 2010, 2011, 2012, etc... Pra mim é tudo a mesma coisa. A única coisa que me anima no fim do ano é escolher uma nova agenda, com aquele cheirinho de papel novo, hum...
Então eu começo o ano prometendo escrever nela sempre, e quando termina o ano, ela tá ali, vazia. É incrível minha preguiça de estragar aquelas páginas lindinhas com palavras sem sentido.




Vontade de ver meus amigos com mais frequência. Vontade de ficar ali com eles, só "não conversando". Saudade que me dá de quando eu era pequena e o mundo parecia tão simples aos meus olhos. Saudades.
Mas tudo muda, e por mais que a gente não queira aceitar, nós mudamos também. Não são somente nossos amigos que mudam, nós também passamos por várias transformações ao longo dos anos, algumas tão drásticas que nunca se volta a ser o que era. Só em alguns momentos relapsos, uma vez que outra.

Vou virar uma amiga pegajosa agora. Vou mesmo. Vou tentar ser mais próxima das pessoas que eu gosto, quem sabe eu não me torno uma garota melhor, hum?

(Mia acha que é uma boa amiga)

Mais amarga do que nunca

Quem me conhece sabe que em muitos pontos, não sou uma garota típica. Por exemplo: sapatos exercem uma atração limitada sobre mim. Quando vou à uma loja fazer compras (coisa que detesto, por sinal), escolho peças confortáveis, que não sejam muito chamativas, prezo por certa discrição. Gosto mais de ficar em casa do que de sair, detesto a chamada "fofoca com amigas". Sério. Por 2 motivos.
1° - não tenho amigas
2° - quando tinha amigas, nunca fiz disso. Talvez por isso a tal amizade não tenha durado. Porque, penso da seguinte forma: se pra ser amiga de alguém os requisitos básicos são se vestir igual, falar igual, andar igual e fofocar da vida dos outros, sorry friends, but it's not me.
Tenho apenas 1 amiga, Rafaela, da qual vejo no máximo 2 vezes ao ano. Repare no detalhe de que ela mora na rua atrás da minha. Tenho preguiça de cultivar amizades. Mas quando Rafa e eu nos encontramos, não falamos nada, ela não me pergunta como está a vida, eu não pergunto à ela, e ficamos ali, não falando por um bom tempo. E é um dos melhores tempos que passo.

Nunca tive paciência pra gente que se acha "cult" e inteligente. Quando a pessoa é, ela não precisa se achar, os outros acham por ela. Ela não tem de provar nada à ninguém, é só a postura da pessoa, aquele jeito diferente de chamar atenção sem fazer nada, isso é ser inteligente.

Sorry me se estou falando tão asperamente hoje, mas estou mais amarga do que nunca. Com aquele tipo de revolta que só acontece uma vez na vida, e se você deixá-la tomar espaço, ela arruina sua vida. Então prefiro descarregar aqui, nestas simples letras deste blog abandonado. É melhor assim.

Mas querem um conselho, meus amores? Se arrumem, tome um banho demorado, passe um bom esfoliante, um creme bem cheiroso, um bom perfume, coloque sua roupa mais bonita, se maquie e saia por aí, esbanjando estilo e personalidade. Porque o bom mesmo é sermos originais. Conquiste o que você quer, vá atrás, sonhe, sonhe, e viaje através dos sonhos. Eles podem te levar a lugares maravilhosos, onde você nunca imaginou.
Seja sincero com você mesmo e as pessoas vão te respeitar por isso. Elas podem até não gostarem de você, podem te achar um bobo, mas vão ter de te respeitar por você ter a coragem de ser você mesmo.
Não tenha medo do ridículo, ria, brinque, saia cantando no meio da rua, seja feliz. Aproveite sua vida: ela é só uma e não volta mais.
Aproveite seu tempo, e se divirta fazendo o que gosta, estando com a pessoa que gosta.
E se mesmo fazendo tudo isso, ainda sentir algo faltando, um vazio, venha conversar comigo, e comer quilos de chocolate imaginários (olha a alma de gorda falando) ;)

(Mia precisa ficar sozinha)

Hoje é seu dia de sorte?

Uma vez, uma professora minha tava assinando minha agenda no fim do ano letivo, como lembrança, sabem? Então, após assinar, ela me disse:
(Professora)- Boa Sorte!
(Eu) - Não acredito em sorte.
(Professora) - Mas assim vai ficar com azar.
(Eu) - Também não acredito nele.
(Professora) - Mas ele acredita em você.

Passaram-se os anos, e, durante muito tempo fiquei pensando sobre isso. Afinal, existe sorte ou azar? Nossas vidas realmente são comandadas por essa coisa de destino e tal? E cheguei à uma conclusão: pode, sim, haver algo como destino, como aquela máxima: "Se for pra ser, vai ser.", mas digamos que, ao menos, 50% das coisas dependem da gente, os outros 50% são ao acaso. O que fazer? Simples. Permita-se ser uma garota de sorte, ou em outras palavras, se dê oportunidades. Sim, oportunidades.

Pesquisas comprovam que pessoas que se dizem "sem sorte" em sua maioria são pessoas que não se dão oportunidades. Mas como assim "dar oportunidades, Mia?". Tome de exemplo isso: Você sempre tem duas escolhas (ou mais), mas se sua resposta imediata a tudo for "não". você está rejeitando suas oportunidades. É como naquele filme do Jim Carrey (Sim, senhor), em que ele vai num tipo de terapia intensiva que tem como base dizer sim a tudo. Ok, tu não precisa e nem deve dizer sim a tudo, mas se disser não a todas as suas oportunidades, você nunca vai ser feliz. Não pense que se você ficar em casa, o cara da sua vida vai aparecer na sua porta trazendo flores e bombons (bombons, hum...) e dizer que não pode viver sem você. Não! Isso nunca vai acontecer. Você precisa sair de casa, viver sua vida.

Tem uma frase que diz: "Você não é agente secreto pra passar a vida sem ser percebida.". É um fato. (A não ser que você seja agente secreto, se for, sorry) Se quiser que as coisas aconteçam pra você, você deve fazê-las acontecer. Tome uma atitude. Se quiser emagrecer, pare de comer tanto chocolate. Se quiser aquele menino lindo, diga isso a ele. Se quiser ser admirada por todos, comece a se admirar primeiro. Mas não culpe a sorte, azar ou destino das suas infelicidades.

Day by Day




Dia de eleição, o povo escolhendo nosso futuro representante nacional - até parece...

Se as pessoas realmente tivessem a chamada DEMOCRACIA, não seríamos obrigados a votar... que hipocrisia.

Eu tenho nojo de gente hipócrita, promessas não cumpridas, etc... Talvez porque eu cumpra todas as minhas promessas, não sou hipócrita e já me encrenquei muito por ser sincera. Mas valeu à pena. Vale à pena ser sincero, ser caluniado e depois todos reconhecerem que estava certo, vale à pena ver o sorriso de uma criança ao nos ver praticando o que ensinamos. Vale à pena. Vale à pena quando você está ajudando uma senhora na rua e vê as pessoas pararem pra te olhar, admirando e talvez até pensando: existe esperança nesta geração.

Mas talvez esperança seja uma palavra muito forte para isso. Talvez estejamos errados, talvez não dê certo. Quem o sabe? Mas eu prefiro acreditar que tudo vai dar certo, que tudo vai se ajeitar, que eu vou noivar, casar, ter filhos (eu disse isso :o)...





The Miracle

Em meu quarto, em meu próprio mundo.
Por que as pessoas se preocupam tanto com coisas tão desnecessárias? Quer dizer, será que realmente importa todas estas coisas? As pessoas se preocupam demais com o futuro. O futuro é muito vago pra que possamos nos preocupar com ele. Se hoje estou bem, amanhã posso não estar. Se estiver mal, amanhã posso acordar sorridente. Então porque as pessoas se preocupam tanto com essas coisas?


Hoje está um dia tranquilo, chove aqui em Viamão. As meninas da nova geração não podem sair por aí exibindo seus shorts minúsculos ousando mostrar partes que ainda não tem. (rá! - eu sou terrível...) Mas é verdade, que mania que essa gente adquiriu de exibir o que ainda não tem. Era tão bonito antigamente quando as meninas usavam vestidos, penteavam os cabelos com grandes topes e fitas, e os meninos usavam calças de sarja marrom, com gel acumulado no cabelo e todos iam pras lanchonetes ouvir Elvis... Essa época deixou saudades até mesmo pra quem não viveu ela. Mas de repente sei lá, vem aquela saudade de coisas que eu não conheci e fico achando que aqui é tão monótono, tedioso. Ao menos pra mim.
Se eu ainda fosse uma pessoa "viva", que sai por aí, tem vários amigos... Mas não. Sou eu somente, em meu quarto, meu computador e diálogos intermináveis de 5 horas ao telefone com meu namorado à madrugada.
Porque graças ao meu colesterol (e aos desmaios, etc) do começo do ano, perdi o período escolar. Agora só ano que vem. Às vezes me pergunto: será que vou conseguir me readaptar à escola depois de tanto tempo perdido? Espero que sim.
Mas enquanto isso não acontece, eu fico aqui, em meu mundo utópico, onde não há monstros, nem mal, e o sol sempre brilha.


O Diário de uma Babá


O título não tem nada a ver com o filme, mas foi inspirado nele. No filme, a Scarlet Johansson é uma recém-formada antropóloga insegura, porque não sabe quem é... até que arruma um emprego como babá e se "descobre". É impressionante o que se pode descobrir sobre si mesma quando se cuida de um ser tão pequeno e frágil, que depende de ti. Digo isso por experiência própria. Se fizessem uma classificação de cada pessoa pelo que ela faz, eu seria a típica babá: cuido do meu sobrinho de 3 anos (que toma calmante pra bebê de tão agitado) das 07:45 às 19:32. Ultimamente não tenho conseguido ficar muito tempo com ele, ele é muito agitado e eu canso fácil, então ele fica mais com meus pais.
Mas não é a primeira criança que eu cuido. Já cuidei de algumas e por isso, entendo perfeitamente o conceito do filme. Pra uma pessoa realmente conseguir saber quem é, é necessário algum tipo de situação que a exponha com sentimentos reais, com coisas importantes, que realmente dependam de ti. Cada um aprende sobre si mesmo de formas diferentes, situações diversas, mas todas com o mesmo núcleo: responsabilidade. Que palavra chata... Isso nos lembra de que temos de crescer, amadurecer, estudar, trabalhar, fazer algo útil, porque algum dia algo vai depender de ti, e tu tens de estar preparado pra isso.
E não há nada melhor que uma criança totalmente dependente de ti pra te ensinar algumas liçõezinhas básicas que todo mundo tem de saber, mas que insistimos em não lembrar...
Eu estou aprendendo, aos poucos, quem eu posso ser. É uma descoberta difícil, nem sempre a realidade tem a medida dos teus sonhos, mas o melhor a fazer é aceitar a sim mesmo e tentar melhorar sempre. Quem sabe um dia não seremos todos amigos? :)

A bonequinha aí em cima é a Fiorella :)


Um pouco de mim

1. Gero polêmica por pouca coisa só pra ver até onde a outra pessoa se assemelha a mim em seu ponto de vista.
2. Discordo mesmo concordando intimamente só pra irritar quando estou a fim.

3. Não durmo numa cama onde o lençol debaixo não esteja bem esticadinho.
4. Adoro pisar em folhas secas e afundar a mão na lata de feijão.
5. Adoro deixar o chocolate derreter nos dedos só para lamber depois.
6. Como por ansiedade e não por fome.
7. Estrago folhas sulfites com palavras sem sentido.
8. Levo um livro comigo para todo lugar que vou.
9. Falo sozinha à noite, criando situações impossíveis na minha muito fértil mente.
10. Salvo as moscas que ficam presas na janela da morte iminente.
11. Só entro no msn com o status de ausente.
12. Repito falas prontas e imensas de Dr. House quando eu acho conveniente (acho que ainda tomarei um soco por isso).



O medo

Certo dia, eu li em algum lugar (não lembro onde) uma frase que, pra mim, faz todo o sentido:
"Até a desgraça serve para alguma coisa."
A princípio, fiquei me sentindo estranha com o efeito desta frase, mas depois, parei pra pensar.
No mundo, existem bilhões de pessoas, algumas legais, outras nem tanto, umas se deram bem, tem uma casa legal, um bom emprego, vida social, um cãozinho... Mas existem aquelas que não tem nada disto, não se deram bem na vida. Ok. Não vou me concentrar neste segundo grupo, mas no primeiro.
Todas as pessoas passam por tragédias algum dia na vida, todas. As que tem uma vida razoavelmente estável e as que não tem. Então, o que impulsionou estas pessoas que estão bem a ficarem nesta condição?
Simples: O MEDO.
Sim. O medo de serem infelizes, inúteis, desprezáveis. Ninguém quer ser assim.
O medo faz com que lutemos melhor, faz com que pensemos melhor. Não basta ser bom, tem de ser o melhor, é isto que o medo faz com a nossa mente. Isto é bom.
A desgraça serve pra alguma coisa.



Quem somos no filme?




Parei pra pensar hoje, durante uma (pequena) pausa de Dr. House na seguinte questão:
Se estivéssemos num filme (vamos pensar em comédias românticas açucaradas), quem seríamos?
Isto leva ao seguinte pensamento: qual personagem estamos interpretando? Será que estamos fazendo o vilão da história, que é falso e cheio de artimanhas ou estamos sendo a moça frágil, que acha que o mundo conspira contra ela?
Não sei quanto a vocês, mas eu prefiro ser um meio termo, tipo um Dr. House da vida. Aquela pessoa orgulhosa, arrogante, manipuladora e chata, mas que não faz mal pra ninguém, a não ser pra si mesmo.
Eu sou antipática com orgulho, adoro ser assim, gosto de ser sincera, e acima de tudo, respeitar a mim mesma. Não ser mais um bonequinho manipulado pronto pra ser posto à venda em mercearias. Não!
Nos filmes, tem todos os tipos, assim como na vida.

Tem a mocinha: chata pra caramba e mais sem sal impossível.
Tem o herói: Cara com fama de ser do bem, mas é um tremendo sacana.
Tem o vilão: Que costuma ser o mais interessante da história.
Tem o idiota: Que é só mais um retardado como os que a gente encontra por aí.
E, o meu preferido: O meio-termo: Este cara é demais! Ele sacaneia todo mundo, faz piadas de todos, mas todos o respeitam, porque ele tem sempre razão.

Hoje, eu prefiro ser o meio-termo, e tu?
 
Wink .187 tons de frio.