escritos quem escreve o blog blog'n'roll por aí + follow

16.5.13

Eu não gamei no Mr. Darcy

Esse deve ser um dos livros mais comentados da história da literatura. Há várias resenhas dele, e sei que seus personagens despertam muito amor na maior parte das menininhas ratas de biblioteca como eu. Porém eu devo dizer que sim, ele é um ótimo livro. E só. Não me despertou emoção alguma, tampouco aquela sensação gostosa de quando a gente lê um livro e se identifica com as personagens, sente as emoções que ali são narradas, torce, chora, ri. Ele é - para mim - apenas um livro bem escrito (e eu estou ciente de que irei ser apedrejada por isso, mas leiam toda a crítica antes de falar algo, ok?).

Para quem ainda não entendeu de qual livro eu falo ao ler o título, eu estou falando do queridinho das românticas de plantão, o tão amado e idolatrado Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Sim, ele é um livro muito bom, bem escrito, com personagens bem articulados e situações cômicas. Tenho certeza de que para a época foi um grande avanço literário, e a história é digna dos sonhos de qualquer menina que deseje se sentir como uma princesa (não que Elizabeth Bennet fosse uma princesa no livro, mas vocês entenderam o que eu quis dizer).
Para quem não conhece a história ou não se lembra direito dela, aí está:
Conta a história das 5 filhas solteiras de Mr. e Mrs. Bennet, após o rico Mr. Bingley e seu amigo Mr. Darcy, terem se instalado nas vizinhanças da sua propriedade. Enquanto Bingley se interessa imediatamente pela mais velha das irmãs Bennet, Jane, Darcy tem dificuldades em se adaptar à sociedade local, e entra em discórdia com a segunda das irmãs, Elizabeth.
É um romance muito bonito, bem estruturado, cheio de preconceitos (como o próprio nome diz) e de muito, muito orgulho, de ambas as partes, é claro (tanto de Elizabeth quanto de Darcy). Elizabeth é uma personagem interessante, e é a que mais me chamou a atenção. O que faz dela uma personagem tão interessante é seu sarcasmo, ironia e um certo "deboche" pela alta sociedade.
Porém o que eu não entendi é o por que de a maior parte das meninas que leem esse livro ficarem apaixonadas pelo Mr. Darcy. Ele é obscuro, orgulhoso, mal fala, guarda tudo para si próprio. Não é algo muito atraente (a não ser para aquelas que gostam de se sentirem inferiores ou desprezadas de certa forma). Sim, sim, no final do livro foi revelado seu "verdadeiro" caráter. Mas de qualquer forma, não há nada de excepcional nesse personagem. De fato, considero o Mr. Bingley muito mais interessante do que Darcy.

Sim, eu gostei do livro. Mas não gamei nele. Para mim, Orgulho e Preconceito nunca será tão bom quanto O Morro dos Ventos Uivantes (de Emily Brontë), e Mr. Darcy nunca terá tanto fascínio quanto Heatchcliff. Porém é um livro que vale a pena ser lido. É uma ótima leitura, ainda mais se você for uma dessas mocinhas românticas que amam amores cheios de empecilhos e água com açúcar (o que não é o meu caso).

O único Mr. Darcy pelo qual que gamei foi quando interpretado por Colin Firth, em 1995 (todos devem assistir a essa minissérie baseada no livro):
Tem como não gamar? 

Pronto. Agora vocês podem apedrejar a vontade. 
E enquanto eu estiver nessa vibe "whatever" vou postar apenas resenhas antigas e alguma coisa dos rascunhos. Não que eu saiba fazer resenhas, mas bora aprender isso na marra. Bye. 

12.5.13

nonsense rules


Eu vim aqui pra dizer que quero fechar o blog e não estou com ânimo para escrever nada - apesar de sempre escrever, mas não quero publicar, não.

Eu não sei exatamente quando me tornei essa pessoa desencantada pela vida. Penso que foi em setembro passado - quase certeza de que sim - mas o golpe final, o último encanto que restava pelo mundo foi-se em janeiro. Já era, acabou. Tudo vazio aqui. Dá até para ouvir minha própria respiração e o correr do sangue nas veias. Mas não encanto com mais nada. Tudo é azul-cinzento, tudo é monocromático, sem gosto - ainda que salgado -, sem cheiro - apesar da essência de baunilha.

Você percebe que se tornou uma pessoa triste quando seus amigos e até mesmo seu irmão lhe perguntam: "o que posso fazer pra te deixar feliz? há algo que eu possa fazer por ti?" Olha, não há. A essa altura do campeonato nem sei se eu quero ser feliz. Porque dá trabalho e quase nunca recompensa, sabe? Eu já estive tão feliz nessa vida que a proporção inversa de toda essa felicidade que tive é esse desencantamento. Em comparação com o que senti, nada mais tem cor.

Perceber que as pessoas superam rapidamente as coisas e você continua num futuro que passou e num universo à parte, apenas sendo uma observadora do mundo, é algo por vezes muito frustrante.

Não sei se isso vai passar e nem sei se quero que passe. Se antes eu chorava por não ser correspondida em paixões, hoje dispenso quem se aproxima de mim. Foi por rir de boba que esgotei a fonte de encantos. Hoje em dia eu rio nervosamente porque minha vida é uma dramédia tensa. É bom, porque eu não preciso esperar por algo que surpreenda já que nada mais me faz surpreender.

É ruim porque a vida fica louca quando os níveis de nonsense chegam a tal ponto que absolutamente tudo é passível de ocorrência.

Dá pra entrar em coma até o final do ano?
aceitamos doações de livros "soco no estômago", lorax, rivotril e afins

10.5.13

I'm from Avalon, bitch.

Da série "coisas que minhas amigas me perguntam": 
- sabe hackear fb? 
- sabe fazer voodoo? 
- conhece algum feitiço bom? 
- como me vingar de um boy?
- como afastar duendes?

PERCEBA.
Creio que azamigas pensam que sou algum tipo de bruxa nerd e que apenas caí no ano de 2013 por um acidente de percurso após uma das minhas famosas poções ter dado errado. 
(E eu sou a louca depois.)



praticamente a reencarnação de Morgana
»