7 clássicos da literatura que me dão medo

Todo mundo tem aquele livro que dá medo. A gente fica encarando ele eternamente na estante, sem coragem de pegá-lo e iniciar a bendita leitura porque vá que seja muito difícil/chato/odioso? São questões. Mas uma coisa que não é assim tão questionável é que entre os mais temidos sempre poderemos encontrar os clássicos da literatura. Por algum motivo, todo o peso que as pessoas colocam ao endeusarem esses livros nos deixam com um medo horroroso de lê-los e não ter a mesma opinião do resto do mundo. Aí, empacamos lindamente e ficamos lendo-os apenas num universo utópico, em que todos podem desgostar de um livro aclamado pela crítica e colocado num altar por leitores sem ser apedrejado por isso. 

Pensando nisso, as gurias do Cilada e eu resolvemos fazer nossas listinhas de clássicos da literatura que nos deixam morrendo de medo. Esta é a minha: 

1. Crime e Castigo 
(Dostoiévski) 
Tem alguém que NÃO tem medo desse livro? Quer dizer, Dostoiévski por si só já assusta. Li Memórias do Subsolo, dele, há alguns anos e, apesar de ter adorado a escrita, a achei bem complicadinha e até um pouco melancólica. Desde então, fiquei com um medo danado de ler as coisas desse homem porque vai que eu entre numa e não saia nunca mais. Fora que tentei ler Os irmãos Karamázov e achei arrastado demais, não rolou. Há alguns dias, combinei com uns amigos meus (Subjotas ♥) de ler esse tão temido clássico até o fim do semestre. VEREMOS SE ISSO SE DARÁ, não é mesmo. ~risos nervosos~

2. O nome da rosa 
(Umberto Eco) 
Tô tentando ler esse livro faz 5 anos e não rola. Cada vez que o pego parece que ele é too much for me, e aí paro outra vez pra deixar pra Mia-do-futuro resolver tudo. Isso porque a Mia-do-futuro será esperta o suficiente pra ler os trechos em latim, que pululam pela obra inteira, sem sequer hesitar na conjugação louca daquilo. Na real, já li um livro do Eco - Número zero - e não achei grandes coisas. Quem sabe eu acabe achando isso também d'O nome da rosa?!

3. Doutor Fausto 
(Thomas Mann)
Tenho uma relação de amor e ódio com Thomas Mann porque, ao passo que adorei A montanha mágica com todas as minhas forças, detestei Morte em Veneza. Aí que tô com Doutor Fausto há uns 5 meses na minha mesa de cabeceira e n a d a ainda por puro medo de detestar um livro que todos dizer ser ainda melhor do que A montanha. Ai.

4. Anna Kariênina 
(Tolstói) 
Tô lendo esse livrinho e amando, mas dá um medo danado porque QUASE MIL PÁGINAS com tretas russas. Sei lá se ficará louca a coisa a ponto de eu me perder, enjoar e/ou detestar. Mas já tive boas experiências com Tolstói, então tô me focando nisso quando o medo vem.

5. O processo 
(Kafka) 
A ideia era ler esse livrinho durante as férias, mas aí li Carta ao Pai e fiquei melancólica para sempre. Mesmo assim, insisti e tentei lê-lo. Ler O Processo foi um verdadeiro processo exaustivo e não teve concentração ou determinação que me fizesse continuar a leitura. Uma amiga minha, que tava fazendo o Lendo Kafka comigo, foi até o fim e disse que é incrível. Todo mundo acha incrível. Menos eu. E dá um certo medo tentar insistir novamente e perceber que, de fato, eu desprezo Kafka e serei apedrejada para-todo-o-sempre-amém pelos Senhores do Carma literários.

6. Ulisses 
(James Joyce)
ALGUÉM NÃO TEM MEDO DESSE MALDITO LIVRO? Pelamor, isso aí tem mil páginas narrando apenas um dia na vida de um cara. Deve ser muito, muito enfadonho. Mas tá no meu desafio literário, então... Será lido. Quando o medo de encarar um clássico desses passar.

7. O velho e o mar 
(Hemingway) 
Outro livrinho do desafio. Todo mundo adora esse livro, mas eu detesto Hemingway e tenho quase certeza de que detestarei esse livro também. A última vez em que fiz resenha dum livro dele, fui tão apedrejada por detestar aquilo que fiquei meio com medo de ler outra coisa do cara e falar sobre, aí deixei a ideia de lado. Mas será lido. Eventualmente. 

Partículas elementares

Partículas elementares
Michel Houellebecq
Editora Sulina
344 páginas
Ano de publicação: 1999 
Sobre o que é: Djerzinski e Bruno são caras completamente ferrados na vida, com uma família extremamente desajustada. Ambos são filhos da mesma mãe, uma hippie paz-e-amor dos anos 60, mas cada um tem um pai diferente - porém, nenhum deles dava a mínima pra os filhos. Eles foram criados pelas avós, mas enquanto Djerkinski virou um cara muito solitário, que não quer chegar perto de pessoas e apenas vive sob o nome da ciência, Bruno extravasa tudo sexualizando o universo e se tornando professor de Literatura no processo, fantasiando com suas alunas e sendo escroto até não poder mais. Coisas acontecem e a vida de ambos vai por uns caminhos muito loucos que literalmente mudarão a humanidade.

Por que ele é bom? Tenho um professor que é mega amigo do Houellebecq e passa os livros do cara como leitura obrigatória pra todo mundo. Aí que é aquela história: leitura obrigatória = leitura chata. Todo mundo que já tinha feito a cadeira me disse que o livro é horrível. Eu já fui toda armada pra fazer a leitura, mas lá pela página 20 tive de começar a dar o braço a torcer: DESGRAÇA DE LIVRO BOM!

Michel Houellebecq é um cara bizarro por si só, e eu realmente acho que tanto Djerzinski quanto Bruno são um combo do próprio autor. Semestre passado, ele esteve aqui na faculdade (e eu tirei fotinho com ele, todo um episódio pra outro dia) e posso afirmar que ou ele é misantropo ou leva a introversão a todo um novo nível.

Sendo o Houellebecq introvertido pra caramba, ele faz algo que todos nós, introvertidos de plantão, fazemos muito bem: observa o mundo com um olhar crítico. E aí que ele faz uma crítica EXCELENTE ao resultado da revolução sexual dos anos 60. Todo mundo ficou louco, se libertou, se pegou loucamente, esperou pela Era de Aquário, e depois... Depois chegou a vida real e os filhos produzidos durante essa época. E, com isso, o vazio existencial conhecido por todos nós.
Em si, o desejo - ao contrário do prazer - é fonte de sofrimento, de ódio e de infelicidade. Isso, todos os filósofos - não apenas os budistas, não somente os cristãos, mas todos os filósofos dignos desse nome - souberam e ensinaram. (p. 177) 
Por que ele é ruim? Porque passagens machistas, misóginas, que dão vontade de pegar o personagem pelas orelhas e arrastá-lo de cara na brita. Tem umas coisas muito revoltantes mesmo, nojentas, mas não atento tanto a isso porque total entendo o motivo do menino Michel ter escrito o livro em questão dessa maneira.

MAS 
NÃO É
 RUIM, 
CARAMBA! 


Mas ele mostra como se forma a construção de um misógino, então pode ofender várias pessoas. 

Se eu recomendo a leitura? Feche agora seu navegador e vá pra biblioteca/livraria/estante-virtual procurar por esse livro. GO GO GO

Em um quote: 
"Existem corretivos, pequenos corretivos humanos", balbuciou Bruno. "Enfim, coisas que permitem esquecer a morte. Em Admirável mundo novo, são os ansiolíticos e os tranquilizantes. Em A ilha, a meditação, as drogas psicodélicas, alguns vagos elementos de religiosidade hindu. Na prática, hoje, as pessoas tentam fazer uma pequena mistura dos dois." (p. 177) 

3 coisas aleatórias e outras nem tanto

Faz tempo que eu não respondia a um meme e ontem, conversando com as meninas do Cilada, decidimos fazer o meme da Manu - que tem trocentas partes, mas apenas uma será feita agora. É bem bobinho e legal, da mesma forma que as coisas eram na blogosfera oldschool: sem grandes pretensões, a não ser conhecer a pessoa que está do outro lado da tela.



3 nomes pelos quais você atende:
1. Mia 
2. Mi 
3. Samara 

3 nomes de "tela" (usernames, nicknames, e afins):
1. miasodre 
2. chimia 
3. buongiornomia 

3 Coisas que você gosta em você:
1. A habilidade de gestão de tempo - arranjo tempo pra tudo, é maravilhoso isso  
2. Meu humor autodepreciativo sarcástico 
3. A facilidade com que acho bizarrices de todos os tipos na multidão (livros, filmes, músicas, pessoas...) 

3 Coisas que você odeia/não gosta em você:
1. A total dificuldade em dizer não e sair de ciladas porque eu não tenho limites e acho que é tudo normal quando qualquer pessoa já teria dado adeusinho e dito pra tomar no cy 
2. Procrastination skills 
3. Inabilidade pra lidar com sentimentos próprios & alheios 

3 Coisas que você gosta nos outros:
1. Gente que vive aquilo em que acredita 
2. Gente que não enche o saco e respeita o espaço alheio 
3. Não se levar a sério 

3 Coisas que você odeia/não gosta nos outros:
1. Incoerência 
2. Babaquice 
3. Gente que usa astrologia pra justificar babaquice. ASTROLOGIA NÃO É DESCULPA PRA NADA, INFELIZ! 

3 Coisas que assustam você:
1. Aura violeta 
2. Gente que tá sempre sorrindo 
3. Ir pra algum lugar em que eu não conheça a maior parte das pessoas 

3 Coisas essenciais no seu dia:
1. Livrinhos 
2. Google drive 
3. Banho 

3 Coisas à toa que te deixam feliz:
1. Me enrolar numa coberta cheirosa e limpinha, só de pijaminha, quando tá fresquinho 
2. Me sentir compreendida 
3. Ficar observando árvores 

3 Coisas que você está vestindo agora:
1. Legging cinza 
2. Blusa preta 
3. Cardigan vermelho 

3 dos seus artistas/bandas favoritos (neste momento):
1. Queen 
2. Mozart  
3. Tchaikovsky 

3 das suas canções favoritas (neste momento): 
1. Cavalgada das Valquírias - Wagner 
2. Hungarian Rhapsody n° 2 - Liszt 
3. 1812 Overture - Tchaikovsky 

3 frases que você diz muito:
1. Tá 
2. Que diabos?! 
3. Enfia no cy 

3 novas coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:
1. Melhorar minha alimentação 
2. Ser mais produtiva 
3. Cuidar mais de mim 

3 Nomes de filhos:
1. Clarissa 
2. Valkiria 
3. Verônica 

3 Coisas que simplesmente você não consegue fazer:
1. Ser simpática 
2. Ser extrovertida e me dar bem com todo mundo e total puxar assunto com as pessoas 
3. Me importar

3 coisas que você deveria fazer:
1. Reeducação alimentar 
2. Exercícios 
3. Coisas que me fazem bem 

3 dos seus hobbies favoritos:
1. Ler ♥ 
2. Ver séries 
3. Fazer listas

3 Coisas que você quer fazer antes de morrer: 
1. Publicar um livro
2. Escrever pra alguma revista tipo a Superinteressante, Galileu ou Aventuras na História
3. Ser feliz (o que por si só já engloba algumas coisinhas) :) 
 
Wink .187 tons de frio.