O incrível meme das séries - parte 2

Continuando os trabalhos de ontem: 

6. I QUIT - uma série da qual desistiu: 

Pretty Little Liars: com essa coisa do final da série eu até pensei em dar mais uma chance. Foi um episódio e meio de muita tortura, até que parei tudo porque absolutamente não sou obrigada. Gente, que série mais nhemnhemnhem. A única coisa bacana são os figurinos. Adoro os figurinos. Mas se fosse por isso eu estaria revendo Gossip Girl, que também é chatinha, mas é muito mais série do que essa ENROLAÇÃO SEM FIM AAAAAAAAAAAH 

7. COMFORT SHOW - sua série conforto: 


Outlander: minha série conforto total mudou de How I met your mother (que eu ainda amo) pra Outlander porque se a Claire conseguiu passar por tudo aquilo, eu também consigo. 

8. BEST CAST - cast favorito:

Grace and Frankie: SÃO DUAS SENHORINHAS SENDO QUE UMA DELAS É A JANE FONDA E ELAS SÃO MUITO AMORECAS E FAZEM UMA SÉRIE DE DUAS SENHORINHAS SENDO SENHORINHAS E TEM FOTOS DAS DUAS NA INTERWEBS E É TUDO MUITO MARAVILHOSO AAAAAAAAAAAAAAAAH Eu amo demais essa série e esse cast, nem dá pra dizer o quanto - mas acho que a caixa alta aí em cima exprime um pouco o sentimento. 

9. BEST SCENES - três cenas marcantes:

Gente?! Como é que eu vou escolher três cenas marcantes? Não dá. Portanto, vou apenas dizer que VEJAM A SEGUNDA TEMPORADA DE GRACE AND FRANKIE!!!! VEJAM!!!!

10. MISS IT - três séries que já acabaram e você sente saudade: 


How I met your mother: eu sei que o final foi cagadíssimo, mas eu amo demais essa série e sinto falta dos diálogos completamente sem noção do Ted, do Marshall e sua crença no Pé Grande e da Lily com aquele gênio forte e seu método de castigo quando alguém se comporta mal.


Once upon a time: "ah, mas vai ter mais uma temporada" CALA A BOCA QUE NINGUÉM TE PERGUNTOU. Olha, vai ter mais uma temporada, mas com outro elenco. Pra mim, a série já terminou e vou sentir saudades eternas porque por mais louca que tenha ficado com aquela mistura de absolutamente tudo, eu amo demais OUAT. É uma série que acompanhei desde o início e sempre fiquei ansiosa esperando pelo episódio da semana. RIP OUAT, ALWAYS IN OUR HEARTS ♥


Penny Dreadful: VANESSA MERECIA MAAAAAAAAAAAIS! Gente, que tristeza. Penny Dreadful total deixou um rombo no meu roll de séries-amor que eu via semanalmente. E eles poderiam explorar tanta coisa mais! Nossa, até hoje fico triste quando penso que não haverá mais novos episódios dessa série maravilhosa.

O incrível meme das séries - parte 1

No BEDA de 2015 respondi um meme muito, muito legal, que é O Incrível Meme das Séries. Eu sou uma pessoa que assiste séries. Quer dizer: eu sou uma pessoa que assiste a MUITAS séries. A louca das séries, por assim dizer. Então achei de bom tom responder esse meme novamente após 2 anos porque, olha, muita coisa nova, muita coisa bacana, muita coisa legal. 

O meme é composto por:
1. Watching It - 3 séries do momento
2. Best Characters - 3 personagens icônicos
3. Ship It - 3 ships pra nunca superar
4. Quote on repeat - 1 quote que nunca esqueceu
5. Geladeira - A próxima série que eu quero ver é...
6. I quit - Uma série da qual você desistiu
7. Comfort Show - Sua série conforto
8. Best Cast - Cast favorito
9. Best Scenes - 3 cenas marcantes
10. Miss It - 3 séries que já acabaram e você sente saudade

Como em 2015, vou dividir o meme em 2 partes. Então será metade hoje e metade amanhã. Isso porque: OI, É FINAL DE SEMANA, QUERO CURTIR COM MEU NAMORADO, NÃO FICAR NA FRENTE DO COMPUTADOR. Dito isso, vamos lá. 

1. WATCHING IT três séries do momento: 


Outlander: que, como eu já cansei de falar, é a melhor série da atualidade. Maratonei as duas temporadas em duas semanas - isso porque me contive pra não ver tudo em dois dias - e agora fico olhando episódios esporádicos enquanto espero a terceira temporada, que estreará mês que vem. Eu amo demais essa série, meldels. Pra quem não conhece: Claire é uma enfermeira da Segunda Guerra que, magicamente, vai parar na Escócia de 1743 após se apoiar numa pedra mágica no Samhain. GENTE, QUE COISA LINDA AAAAAAAAAAAAAAAH 


Doctor Who: que sempre será uma das séries do momento, como todos sabemos. Falou em viagem no tempo, eu já gamei. Amo demais essa série, é a minha preferida da vida e agora fiz namorado descobrir as maravilhas de DW, então estamos maratonando a 4ª temporada e sentindo muita saudade do David Tennant


Arquivo X: tô vendo aos poucos e amando demais. GENTE, TEM ALIENS E TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO, cês querem mais? Que série maravilhosa!!!! Eu não sei por que as pessoas não falam mais a respeito dessa série porque, olha, ela total merece atenção, pois simplesmente sensacional. Dois agentes do governo dos EUA que investigam crimes ~estranhos~ e acabam se deparando com seres de outros planetas e gente do governo nada feliz por eles estarem descobrindo isso. INCRÍVEL. 

2. BEST CHARACTERS três personagens icônicos: 


Geillis Duncan: essa mulher é louca e maravilhosa ao mesmo tempo. Meu deus do céu, que mulherão é a Geillis. A mulher tem todo um objetivo muito bem traçado na Escócia de 1743. Ela é entendida das magias, sabe o que quer e não tá nem aí pra quem estiver no caminho dela: simplesmente segue em frente. Geillis, te dedico ♥ 


Doctor: não adianta, ele é o personagem mais icônico de todos e sempre será. O que o Capaldi fez na interpretação do 12° Doctor foi algo TÃO, MAS TÃO INCRÍVEL que por mais que eu esteja contente porque agora teremos uma Doctor mulher, já estou com saudades do Capaldão e do seu jeito querido porém reservado de ser.


Nick Miller: também conhecido como meu alter ego da televisão. Nick Miller é a versão humana do Grumpy Cat e eu amo isso nele. Ele é confuso, mas pure of heart e agora também é escritor!!!! E só não foi escritor antes porque tem probleminhas de autoestima e não conseguia acreditar que poderia ser!!!! Eu amo demais esse homem, meu deus. ♥ 

3. SHIP IT três ships pra nunca superar: 


Sculder (Mulder e Scully, de Arquivo X): eita casal que vai-não-vai! Porém melhor casal: ela cética, ele todo deslumbrado com os aliens. Ambos bonitões e capazes de tudo pra ir atrás da verdade. E THE FEELS!!!! Gente, eles claramente se querem o tempo inteiro, mas não podemos atrapalhar a profissionalidade. Affs, que saco. MULDER & SCULLY 4EVER 


Ness (Nick e Jess, de New Girl): eu sei lá por que raios eles ainda não terminaram juntos, sinceramente. Ambos são adoráveis, mas bizarros. Bizarros. E se gostam pra caramba, vivem rolando climas, mas nunca dáááááá. Não entendo essas histórias em que as pessoas se gostam, mas não estão juntas. A VIDA É SIMPLES, MEU AMÔ: beije quem você ama enquanto ainda há tempo. Agora que a Megan Fox ridícula saiu da série, quem sabe Ness aconteça de vez? OREMOS. 


Clamie (Claire e Jamie, de Outlander): eles ficam juntos, a moça volta pra o futuro, eles se separam, a moça tenta voltar pra o passado, mas ninguém sabe ao certo porque A TERCEIRA TEMPORADA AINDA NÃO ESTREOOOOOOOOOU!!!! Torcendo demais com Clamie, melhor casal. E pra gente ouvir mais uma vez o Jamie sussurrar naquela voz linda dele: sassenach ♥ 

4. QUOTE ON REPEAT quote que nunca esqueceu:

Repetindo o que eu disse em 2015, mas a coisa continua a mesma: não poderia escolher nenhum outro que não esse porque JAMAIS esquecerei a voz do Tennant falando isso em Doctor Who. EU TENHO UM BOTTOM COM ISSO ESCRITO, MINHA GENTE. Cês pensem bem no nível de fangirl aqui. 


~people assume that time is a strict progression of cause to effect, but, actually, from a non-linear, non-subjective viewpoint, it's more like a big ball of wibbly wobbly... timey wimey... stuff.~

5. GELADEIRA - a próxima série que eu quero ver é...:

De tanto as gurias do Cilada recomendarem, a próxima da lista é Downton Abbey. Vamo que vamo que sei que vou amar - mas é comprida demaaaaaaaais, dá preguiça. :x 

A tag da leitora culpada

A Michas total me salvou hoje porque eu estava a fim de falar sobre livros, mas não sabia exatamente como. Então lembrei que ela postou esses dias uma tag que é basicamente a Tag da Leitora Culpada, que consiste em perguntas pra averiguar sua culpa enquanto leitor. Vamo que vamo o/


1. Já presenteou alguém com algum livro que você ganhou de presente?
Mas é claro. As pessoas costumam me dar muitos livros, só que por algum motivo elas acham que eu gosto de Y.A.s e coisas do gênero. Spoiler: não gosto. Até tento ler, mas fica empacado. Então, quando há a oportunidade, dou de presente. Livro parado é livro triste - melhor passar pra frente e deixar todo mundo feliz no processo, eu com espaço pra livros novos e as pessoas com novas histórias pra ler. 

2. Já disse que leu algum livro quando, na verdade, não leu?
Não. Lembro que isso acontecia muito na escola, dos colegas dizerem que tinham lido o livro, mas não tinham nada. Só que eu sempre fui rata de biblioteca, então nunca tive problemas com isso. Lembro que uma vez a professora ficou dois meses avisando que a gente tinha que ler Memórias de um sargento de milícias porque iria ter uma prova só sobre ele. No início achei o livro meio chatinho, mas depois do primeiro capítulo já estava gargalhando (inclusive: meu livro preferido de literatura brasileira ♥). Chegou o dia da prova: ninguém tinha lido o dito cujo a não ser eu. E a professora, então, só deixou eu fazer a prova e deu zero pra o resto da turma. (Já disse como eu era odiada na escola? Pois é.) 

3. Já pegou algum livro emprestado e não devolveu?
Já, mas não foi por querer. Em todos os casos foi porque as pessoas simplesmente SUMIRAM assim que me emprestaram seus livros. E quando digo que sumiram quero dizer que trocaram o número de telefone, desativaram o facebook e foram viver nas montanhas. No caso de uma pessoa específica, ela simplesmente me bloqueou de tudo sem dar a mínima satisfação, do mais absolutamente nada, e até hoje eu não sei o que aconteceu. Mas ela passa por mim na faculdade sem nem dar um oi e eu que não vou correr atrás pra devolver um livro que eu nem queria pegar pra início de conversa. 

4. Já leu alguma série fora de ordem?
Já. A série em questão foi a Trilogia da Magia, da Nora Roberts. Li o primeiro e o terceiro livros, mas ainda não li o segundo. Total queria, mas o primeiro li da biblioteca e o terceiro li porque foi o único que consegui achar pra comprar, só que não achei de forma alguma o segundo. Ainda estou esperando acontecer de ele surgir magicamente na minha frente. 

5. Já deu spoiler de algum livro para alguém?
Dei, mas foi porque a pessoa pediu e só após eu ficar perguntando se ela realmente tinha certeza de que queria o spoiler. ODEIO SPOILERS E QUERO MATAR QUEM FICA JOGANDO ISSO SEM AVISOS, então evito fazer o mesmo com as pessoas. 

6. Já dobrou a página de algum livro para marcar?
Claro. Não é algo de que me orgulho, mas às vezes é necessário. 

7. Já disse para alguém que você não tem um livro quando, na verdade, tem?
Não, eu digo na lata mesmo que não empresto. Empresto meus livros pra pouquíssimas pessoas e sempre me arrependo porque ninguém cuida direito deles aaaaaaaah. Sempre tenho que dar uma restauradinha nos livros quando eles voltam. É bem triste, e isso com pessoas de confiança - imagina se eu simplesmente saísse emprestando pra qualquer um? Credo. 

8. Já disse que nunca leu algum livro quando, na verdade, já leu?
Não, né. Gente, eu não tenho vergonha nenhuma na cara. As pessoas que me acham envergonhada claramente não me conhecem - eu sou introvertida e não gosto muito de gente, o que não significa que seja envergonhada. Não trabalho com o conceito de guilty pleasure e se li algo que seja considerado bobo ou ridículo (alô Crepúsculo), falo mesmo, tô 100% nem aí. Mesma coisa pra os livros do Paulo Coelho: todo mundo me zoa quando digo que li e gosto. Mas gosto, ué. Me deixa. 

9. Já pulou um capítulo ou trechos de algum livro?
Se eu não me engano, isso aconteceu muito com Machado de Assis. Gente, eu não gosto do Machado. Quer dizer, eu gosto dos contos dele. Um poema e outro é até legal. Mas ele como romancista? Acho um saco. PODEM ME CRUCIFICAR, PESSOAL DAS LETRAS, ESTOU CAGANDO PRA VOCÊS. Machado é chato, ponto. Pulei capítulos, depois voltei porque tinha que ler aquela porcaria, mas foi por obrigação, não por amor à obra, não. Tanto escritor bom e vocês obrigando a gente a ler Machado. Olha, sinceramente... 

10. Já falou mal de algum livro que, na verdade, você gostou? 
Já, mas isso é porque eu sempre gosto de ressaltar as coisas boas e ruins nos livros. Fora que eu gostar de um livro é algo bem sentimental - não quer dizer que ele não seja mal escrito, quer dizer apenas que ele fez sentido pra mim naquele momento. Posso falar mal de livros e gostar deles ao mesmo tempo, uma coisa não influi na outra. Vamos ser críticos, pessoal. Não consigo defender ninguém, nem autor preferido eu defendo. 

A guerra não tem rosto de mulher

A guerra não tem rosto de mulher 
Svetlana Aleksiévitch
390 páginas
Companhia das Letras
Ano de publicação: 2016 

Sobre o que é: um dia dona Svetlana, uma jornalista ucraniana, decidiu contar a história que ninguém conta: a das mulheres que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Então ela saiu à procura de mulheres bielorrussas que tivessem lutado no Exército Vermelho e recolheu depoimentos delas. Essas entrevistas compõem o livro, que é basicamente uma série de relatos pessoais de como é a guerra das mulheres, a guerra na visão das mulheres e o que elas passaram durante seus anos lutando numa guerra que hoje em dia só é contada por homens. 

Por que ele é bom? Juro que não estou dizendo isso porque faço Jornalismo, mas esse livro deveria ser leitura essencial pra todo mundo. TODO MUNDO. O que a Svetlana fez foi basicamente entrevistar um monte de mulheres que lutaram no Exército Vermelho - o exército russo - e deixar que elas contassem suas histórias. O livro não tem muitos comentários dela, e sim as entrevistas das mulheres mesmo. E isso é incrível porque a vida real pode ser muito mais fascinante do que a ficção e muitas vezes eu tinha de parar a leitura pra me lembrar de que aquilo que está no livro é real, que aquelas mulheres realmente passaram por aquelas coisas e que, por mais absurdas que pareçam, não se trata de ficção.

É muito, muito triste ler todos os relatos dessas mulheres, só que necessário. Ninguém conta a história delas. Durante várias vezes elas falam de como foram desprezadas ao voltarem pra casa e ouvir todo mundo - incluindo as próprias mulheres que não haviam participado da guerra - dizer que elas eram umas vadias que haviam ido pra o front só pra se prostituírem pra os soldados. SENDO QUE ELAS ERAM OS SOLDADOS. Elas não apenas eram soldados como eram comandantes também. Mas é claro que uma mulher sempre será julgada, não importa o que fizer ou onde estiver - mesmo que tenha ajudado a salvar seu país.

Eu achei impressionante as várias mulheres que contaram que durante a guerra não menstruaram, a menstruação simplesmente parou. E também que depois de um, dois dias no front, elas acordavam com os cabelos brancos. Sempre havia ouvido essa história de cabelos embranquecerem ante situações extremas, mas não sabia que era verdade.

Uma coisa que também me deixou MUITO impressionada foi que as mulheres faziam filas pra se alistarem. Ninguém obrigou ninguém. Elas realmente queriam lutar pelo seu país e muitas vezes chegaram a brigar com comandantes pra que as aceitassem. Eu não estava conseguindo entender como em sã consciência alguém quer ir pra o meio da guerra matar ou ser morto, mas aí vi um documentário, logo que terminei o livro, chamado Empire of the Tsars, que conta a história dos 300 anos dos Romanov no poder. O que conta também é como o povo era escravizado. Tinha a elite e todo o resto eram serviçais. As mães dessas mulheres que lutaram ainda tinham vivido sob o domínio dos Czares. As avós delas tinham sido serviçais. Então dá pra entender por que elas amavam tanto o país e lutavam tanto assim pela liberdade: ninguém queria voltar àquele passado, onde tinha um tirano que te tirava tudo e que te escravizava.

Li o livro em 4 dias e só não li mais rápido porque eventualmente tinha de parar pra estudar, comer, dormir e escrever pra o BEDA. É excelente demais e extremamente necessário. Ninguém conta a história dessas mulheres. Nos livros de história a gente não aprende que mulheres lutaram também. O máximo que ficamos sabendo é que elas foram enfermeiras - mas nos é escondida toda a parte em que elas iam pra os tanques, faziam combate corpo a corpo com baionetas e pegavam em fuzis.

Por que ele é ruim? Se alguém vier me falar que esse livro é ruim vai ganhar apenas meu Super Olhar de Desprezo porque claramente essa pessoa ou não leu o livro ou não se interessa pela história das mulheres na guerra - o que eu acho bem esquisito porque COMO NÃO SE INTERESSAR MEU DEUS DO CÉU?!


Você vai gostar se... quer conhecer mais sobre a participação das mulheres na Segunda Guerra, gosta de ler histórias que se passem em conflitos, se interessa por feminismo e GIRL POWER ou é da área do Jornalismo e gosta de ler livros-reportagem.

Em um quote:

Os homens eram vencedores, heróis, noivos, a guerra era deles; já para nós, olhavam com outros olhos. Era completamente diferente... Vou lhe dizer, tomaram a vitória de nós. (p. 156) 

A vida é impraticável sem contos de fadas

Ontem dormi assistindo Encantada pela vigésima não sei quanta vez porque a vida é impraticável sem contos de fadas. A gente sabe que os contos de fadas tradicionais são histórias que inferiorizam a mulher à condição daquela que sempre tem de ser resgatada, que precisa de auxílio, que não consegue se virar sozinha. Mas mesmo assim tem dias em que apenas um conto de fadas, com seus vestidos esvoaçantes, a princesa bonita, mas completamente ingênua e a trilha sonora encantadora podem restaurar a nossa fé na humanidade. 


Minha bisavó veio pra cá durante a Revolução Russa. Ela nasceu lá, mas seus pais, durante a bagunça revolucionária, viram que não tinham condições de criar uma família naquela confusão e se mandaram pra o Brasil. Durante a viagem ela caiu no mar, mas conseguiu ser resgatada e viveu até ser bem velhinha e enterrada com os sapatos maiores que os pés. 

Gosto de pensar que esse foi um conto de fada da vida real: ela foi magicamente resgatada do mar por uma fada madrinha e sobreviveu pra casar com um filho de imigrantes poloneses e ter uma filha que teve outra filha e assim por diante, até mim. 

Quando eu era criança todo mundo dizia que eu era uma princesinha e eu cresci acreditando nisso. Acreditei piamente nas histórias de princesas que me contavam até os 10 anos de idade, quando descobri que eu não era princesa coisa alguma e deixei meus vestidos de renda, seda e laços de fita de lado porque a vida moderna necessita de jeans e tênis surrado. 

Hoje sinto falta dos meus vestidos e uso qualquer desculpa pra vestir algo bonitinho e cheio de lacinhos e rendas. 

Mas ainda acredito que todas nós somos princesas. Só que a nossa grande conquista não está mais num casamento pomposo com um príncipe bonitão e um viveram felizes para sempre, e sim na realização pessoal, que pode ser um trabalho bacana, uma graduação que sempre se quis fazer, uma parceria com uma editora ou até mesmo um guarda-roupa cheio de roupas lindas que te deem a sensação de que tudo é possível. Isso é diferente pra cada pessoa, mas todo mundo pode ter seu conto de fada e acho que isso é possível justamente porque a vida é cheia dessas pequenas coisas mágicas e secretas, das quais quase ninguém sabe, mas que enchem nossos dias de beleza e magia - como a minha bisavó escapando de um afogamento no meio do mar enquanto vinha da Rússia pra cá, em plena Revolução. 

Eu também tenho meu conto de fadas, mas ele - apesar de ter uma história de amor no meio - não é nada romântico. Meu final feliz envolve a escrita de boas histórias e a tranquilidade pra viver disso, mas a vida não é uma narrativa linear e não faço ideia se meu desejo vai se realizar. Mas que quero fazer que nem a Giselle e ir parar noutro lugar pra viver histórias que não estavam no meu roteiro e poder contá-las, isso quero. 

Self-care 2017

É aquela coisa: a pessoa vai ficando mais velha e começa a se dar conta de que ou se cuida ou fica toda horrorosa - e nem tô falando de aparência aqui, mas de saúde mesmo. Meus joelhos começaram a doer, meu fôlego diminuiu consideravelmente e minhas roupas já não entram. Nos últimos 3 anos fui a louca das rotinas intermináveis que incluíam trabalho + trabalho + estudos. Dormia no máximo 4h por noite e o resto do tempo ou tava trabalhando ou estudando (e lendo nas horas vagas - nos ônibus da vida - porque algum entretenimento a pessoa tem de ter). Só que não me cuidei. E aí aconteceu o quê? Isso mesmo, a gordura. 


Antes que venham me dizer que a pessoa tem que se amar do jeito que é, que temos de aceitar nosso corpo, que gordofobia blablabla: VÃO TOMAR NO CY QUE CÊS NÃO VIVEM NO MEU CORPO BJOS. Dito isso, deixa eu continuar: se fosse uma questão apenas estética já estaria ruim, mas nem tanto. Só que é uma questão também de saúde, tanto física (oi, um metro e meio de altura, não tenho estrutura pra ser gorda) quanto psicológica (gentes rindo da minha cara e me dando instintos homicidas). Aí decidi mudar a rotina. 

Saí do trabalho. É a primeira vez em anos que eu não tenho de acordar às 5h30 da manhã pra pegar um ônibus e só voltar meia-noite e pouca pra casa. Conversei com meus pais e eles total apoiaram que eu tire um ano pra me cuidar, pra ter uma rotina de self-care, e depois volte a trabalhar (mas sem toda aquela loucura de antes de ficar trocentas horas na rua sendo bem workaholic, comendo mal e não fazendo exercícios). 

Então é assim que as coisas funcionam agora: 
levanto cedão, como algo que não seja pão/bolo/bolacha e saio pra caminhar por 2h consecutivas. Volto e sou feliz tomando banho, almoçando coisas saudáveis, tomando suquinhos naturais - e muita água - e comendo mingau de aveia. 

SIM, MINGAU DE AVEIA. 

Vocês já ouviram falar da palavra do mingau de aveia? Gente, mingau de aveia é maravilhoso. Aveia é um troço que além de te nutrir também te dá a sensação de estar cheia e não ter fome, então você fica alimentada e sem fome por horas. Só vou ter fome no horário certo mesmo, que é o do jantar, e não fico com gana de docinhos durante os intervalos da faculdade. É só amor. ♥ 

~Agora mesmo, Winston, já que tá na hora do café da tarde~

A ideia é não ficar me pesando feito louca e só fazer coisas saudáveis, mas que me façam sentir bem - nada de comer bife de fígado ou essas porcarias com o gosto da morte, eca. Mensalmente vou me pesar e conferir o que tá dando certo ou não. Vamo que vamo que no fim do ano teremos uma Mia mais feliz - assim espero, a gente sabe que A VIDA, ELA É LOUCA, mas vamos lá. 

2017/2: primeiras impressões

2017/2 começou e, com ele, o 4° semestre de Jornalismo. QUARTO SEMESTRE. Gente, tá passando rápido demais. 

Só que é aquilo: ele começou e já começou aloprando loucamente porque inventei de pegar trocentas disciplinas e agora tô me virando pra fazer todas as leituras e todos os trabalhos e não querer morrer no processo. Mas por enquanto tá bacana, ainda tô com aquela expectativa de ~as coisas vão dar certo~. Vamo que vamo. 

No primeiro dia de aula um professor abriu a sala, esperou todo mundo entrar e disse: 
— É isso, pessoal. Podem ir embora, não vai ter aula. 
Ao olhar de pânico de todo mundo, ele, na maior má vontade do universo, complementou: 
— Sou o coordenador do curso de Ciências Sociais. A disciplina que vocês vão fazer é do meu curso, mas o professor não vem hoje porque foi viajar. Até pensei em fazer uma introdução pra vocês, mas melhor não. É isso aí, podem ir agora. 

GENTE 
RAIVA 


Você não conhece raiva verdadeira até sair de casa mais cedo porque tem uma aula que pegou no horário da tarde, sendo que você estuda à noite, apenas pra poder ter os sábados livres, pois essa era a única outra opção de horário, chegar lá e NÃO TER AULA e não poder nem ir embora porque tem que esperar 3h pela próxima aula e não tem nada pra fazer com seu tempo livre e só pensa que poderia estar dormindo, lendo, vendo filme, cozinhando, o inferno. 

Depois tivemos Leituras em Jornalismo e até eu, que gosto de ler, acho que vamos ler coisa demais este semestre. Tem umas 100 páginas pra cada semana + livrinhos obrigatórios pra resenhar. MAS OKAY, VAMOS LÁ, MIA, VOCÊ GOSTA DE LER — tento inutilmente me animar durante o processo. Mas se fosse só isso pra ler, okay. Só que tem mais umas três disciplinas cujas profs exigiram o mesmo tanto de leitura semanal. É coisa demais. O bom é que o professor é do tipo que fala, fala, fala e fala bem, fala coisas interessantes, então imagino que não vou passar muita raiva. 

Pra essa cadeira, já li um dos livros obrigatórios: A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Aleksiévitch. Terminei anteontem e geeeeeeeeeeente, que livro esmagador! Ainda vou escrever sobre ele, mas é tristíssimo. Porém, de fato, todo mundo deveria ler isso daí. 


Mas tem duas aulas que estão me fazendo passar muita raiva: Inovação e Ética. A ideia de Inovação é basicamente sermos EMPREENDEDORES. Não sei vocês, mas essa coisa de empreendedorismo estar em absolutamente tudo hoje em dia me irrita demais. Gente, eu não quero ser empreendedoraaaaaaaaaa. Eu só quero ter um trabalho relativamente legal que me pague o suficiente pra eu poder ter minha casinha e comprar meus livrinhos e vestidos bonitos. SÓ. Não é como se eu fosse uma pessoa criativa e cheia de ideias e pronta a vender meu peixe o tempo todo. Se era um parto pra eu vender uma trufa na época em que eu fazia trufinhas e levava por aí, imagina pra me vender como empreendedora jornalística? São questões. 


Ética tá me dando raiva demais porque o professor simplesmente abriu um livro de Filosofia e ficou lá, lendo passagens e dando exemplos toscos. Pra uma turma basicamente toda composta de gente do Jornalismo que saiu direto da escola pra faculdade. E que não tem praticamente base alguma de Filosofia. 

DIDÁTICA PRA QUÊ, 
NÃO É MESMO? 

Eu odeio demais o pessoal da Filosofia por causa disso: eles acham que se eles sabem, todo mundo tem que saber e estão simplesmente cagando pra coisas como didática e a forma com que os alunos aprendem. Pode ser que eu tenha ficado meio ~estragada~ após 2 anos de Pedagogia, mas pra mim a coisa mais importante numa aula é a forma como o professor dá a matéria. Semestre retrasado fiz Jornalismo Esportivo e mesmo ODIANDO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS a matéria em si, consegui entender os conceitos e tirar um 10. Isso porque o prof é muito didático e bacana e realmente se esforça pra fazer com que os alunos compreendam aquilo que tá sendo passado. 

Honestamente, pensando em trancar a cadeira e só fazer isso quando tiver pra me formar e for essencialmente obrigatório. Muito stress pra um semestre com 10 disciplinas na grade, sendo que uma delas é a temida Reportagem e eu vou precisar fazer uma de 12.000 caracteres até novembro!!!! 


Enquanto isso, prosseguimos com esperança de que as coisas vão se ajeitar assim que eu pegar o ~ritmo~ da volta às aulas. 

Ou não. 

:) 

6 pais da ficção que merecem um joinha

Muitas vezes os pais da ficção são melhores do que os nossos. Nem todos os pais merecem um feliz dia dos pais, nem todos os pais são pais. Mas a ficção tá cheia de pais bacanas, comprometidos e legais, que se esforçam pra serem os melhores pra seus filhos. Como hoje é dia dos pais e eu já enchi este blog de textos pra o meu pai - que é a melhor pessoa deste universo -, bora fazer listinha de pais da ficção tão incríveis quanto o meu! 

1. Arthur Weasley - Harry Potter 


Não tinha como ser diferente: esta lista tem de começar por ele. O Sr. Weasley é um paizão: trocentos filhos, todos com poderes mágicos e ele cuidando da tropa toda sem deixar as coisas desandarem - e meio que "adotando" mais um, Harry, no meio da história. Ele é divertido, tenta pegar leve com as crianças - especialmente com os gêmeos - e está sempre apoiando os filhos. Certamente ele não merecia aquele troço do Percy. 

2. Mr. Bennet - Orgulho e Preconceito 


Pai da nossa querida Elizabeth Bennet, não poderia ter sido um pai melhor na época: apoiou a filha quando ela não quis casar, sempre dava ótimos conselhos e mantinha um bom humor, coisa que não era bem aceita pra um pai do período regencial. 

3. Frank Randall - Outlander 


Ele assumiu uma filha que não era dele a criou como se fosse, nunca contando a ela a verdade de que ela havia sido concebida 200 anos antes. E ele a criou bem. Brianna fala dele com muito carinho e acabou seguindo a mesma profissão do pai: historiadora. Obviamente que todos queríamos que Jamie tivesse cuidado dela desde sempre, afinal tecnicamente a filha é dele, mas pai é aquele que cria e Frank fez um ótimo trabalho. 

4. Atticus Finch - O sol é para todos 


Atticus é aquele pai que ensina as coisas corretas pra os filhos, mesmo que essas coisas vão contra os valores da sociedade da época e que ele mesmo acabe sofrendo discriminação por conta disso. Atticus é um paizão por ensinar aos filhos, no interior de um EUA extremamente preconceituoso, que eles não devem ser racistas, que todos os homens são iguais e que se deve lutar por aquilo que é certo. 

5. Julius - Todo mundo odeia o Chris 


Criar vários filhos sendo um pai pobre e negro num meio ainda muito racista não é fácil, mas o Julius fez o seu melhor. Okay que ele era mão de vaca, mas como não ser nas condições dele? Tinha dois empregos, às vezes até três, só pra sustentar seus filhos e sempre que possível tentava ensinar coisas bacanas pra eles. Mesmo super ocupado, se fazia presente. Julius é paizão sim! 

6. Danny Tanner - Full House 


Danny ficou viúvo com três meninas pequenas e aí fez o quê? Pediu ajuda pra cuidar delas e formou uma grande família de três pais: um biológico, um tio e um amigo de infância. Mesmo trabalhando como repórter e tendo uma agenda apertada - e põe apertada nisso, o jornalismo ainda nos matará -, ele sempre estava ali, pronto pra dar um daqueles discursos intermináveis, mas que sempre acabavam em abraços e muito amor. 

Aquele das onze questões

Em tempos de BEDA, tudo vale. Especialmente naquele final de semana em que você tem trocentas coisas pra ler e não sabe do que diabos falar no blog porque só pensa em livros, artigos e meldels, por que me matriculei em tantas disciplinas? 

É pra isso que existem os memes - vai ser meme sim, não vou entrar nessas e chamar de tag -, pra facilitarem nossas vidas em dias especialmente difíceis de postar. 

O meme de hoje foi indicado pela Ana e ele consiste em falar 11 coisas sobre você, responder a 11 perguntas e fazer mais 11. Como eu já fiz isso há algum tempo, vou apenas responder as perguntas da Ana e ser feliz. o/ 


1. Qual dia da sua vida você gostaria de reviver e por quê? 
Não consigo pensar em nenhum agora. Acho que reviver é uma coisa meio triste porque você já sabe como vai terminar, já sabe como a história prossegue... Não queria reviver nada, não. Ao menos, não agora. 

2. É bolacha ou biscoito? 
Bolacha. Inclusive, acabei de fazer uma torta de bolacha especialmente pra o dia dos pais. 

3. Em quê você pensa antes de dormir?
Nas vergonhas do dia passado e também do passado de anos atrás e em como eu sou otária e ridícula e todo mundo provavelmente se reúne quando eu não estou pra rir das minhas burradas. 

4. Qual foi o livro que mais marcou a sua vida?
Nem preciso pensar muito: A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera - sobre o qual eu escrevi aqui anteontem. Esse livro é simplesmente sensacional. Só lendo pra entender. 

5. Se você ficasse preso no universo da última série que assistiu, qual seria? 
A Escócia de 1745, com os ingleses matando todo mundo e o levante jacobita fazendo a revolução. Obviamente que a série foi Outlander, a melhor série da atualidade, apenas. ♥ (Mas que se passa durante um período horrível e eu total não queria ser a Claire e ficar presa naquela época, não.) 

6. Harry Potter ou Senhor dos Anéis? 
Gosto bastante de ambos, mas Harry Potter pelo fandom: os fãs de Senhor dos Anéis são M U I T O C H A T O S. Meldels, que gente insuportável. Prefiro 100% o povo de Harry Potter - que também pode ser chato, mas não chega aos pés do outro. 

7. Qual música te faz dançar enquanto faz faxina em casa? 
Não poderia ser outra que não I want to break free, do Queen, né? 


8. Qual sua opinião sobre emojis/emoticons?
Não tenho opinião...? Sei lá, quando usados vezenquando, bacana. O chato é quando a pessoa a recém descobriu a mágica da internet e decide usar aquilo em absolutamente tudo. 

9. Se você pudesse escolher outro lugar pra morar, qual seria? 
Qualquer lugar bonito, com bastante vegetação e um clima agradável de uns 20°C pra menos. Ah, e que fosse meio longe de gente, risos. 

10. O que você pensa sobre a morte?
É apenas uma outra etapa da vida. 

11. O que te faz suspirar?
Geralmente eu só suspiro de raiva ou cansaço HAHAHAHA Então se eu soltar suspirinho é porque algo tá bem errado, mas eu tô irritada/cansada demais pra dizer. 

Lista de NÃO recomendações: livros

É muito, muito difícil eu não gostar de um livro. Talvez porque eu leia gêneros que já sei que gosto e não fique futricando por outros que sei que não funcionam pra mim. Mas o fato é que eu gosto de basicamente tudo que leio. A verdade é que adoro boas histórias, tanto faz o gênero - tem até romance que acho bacana, e olha que d e t e s t o historinha de amor. Por isso, foi difícil fazer essa lista de livros pra não ler, mas consegui separar aqueles de que não gostei nadinha nos últimos 5 anos. Vamos lá.


Cordilheira

Sobre o que é: jovem escritora com passado triste decide jogar tudo pra o alto pra se esporreada por um argentino qualquer com desejos suicidas. 

O porquê do ódio: eu já falei muitas vezes mal desse livro, mas acho que tudo o que eu falar não será nada perto do desprazer dessa leitura. Eu detestei tanto ler esse troço porque é extremamente misógino e nojento, como já falei aqui. Por favor, leiam o que eu escrevi e fujam de Daniel Galera o mais rápido possível. A literatura brasileira tá cheia de coisa bacana, a gente definitivamente não precisa ler mais um homem dizendo como mulheres são sensíveis e só se satisfazem quando mães. Me poupem, se poupem. 



Morangos mofados

Sobre o que é: contos diversos envolvendo astrologia, mas de uma forma enfadonha e confusa, e muita gente louca bebendo todas e falando coisas desconexas. 

O porquê do ódio: eu nem odeio o livro em si, só acho ele bem fraco e não o recomendo. O que dá raiva mesmo é que o Caio Fernando Abreu tem TANTA coisa boa escrita, mas as pessoas só sabem falar sobre esse livro - que é, me arrisco dizer, o pior dele. Gente, vão ler as cartas do cara. Vão ler Além do ponto e outros contos (que é maravilhoso, por sinal). Mas não leiam esse. Não é bacana. Tá, pode ser pra alguém, mas pra ~mim~ não é: Caio fez muita coisa melhor, vamos focar nisso. 


Morte súbita 

Sobre o que é: gente perturbada numa cidade cheia de gente perturbada com perturbações emocionais que não levam a lugar algum. 

O porquê do ódio: o livro é horríiiiiiivel. Acho que só conseguiu gostar quem é MUITO fã da J. K. - o que não é o meu caso; gosto dela, mas calmaí. O que me dá raiva é que a J. K. é uma baita escritora, com um potencial gigantesco pra fazer coisas bacanérrimas - no estilo dela, fantasia. Mas aí ela foi lá se aventurar por outros caminhos. E okay, acho legal isso. Só que ela falhou miseravelmente no processo, e mesmo assim os fãs exaltam o troço como se fosse o melhor livro adulto já escrito na face da Terra. Olha, menos, bem menos. Personagens chatos, gente que não cativa e enredo enroladíssimo. Vamos reler Harry Potter que tá melhor. 

As vantagens de ser invisível 

Sobre o que é: Charlie tem probleminhas, aí arranja amigos, mas consegue cagar com tudo e põe a culpa nos probleminhas e não no fato de ser apenas um adolescente chato e sem jeito. 

O porquê do ódio: o autor tinha uma história bacana, uma oportunidade muito boa de desenvolver algo que poderia ser o livro da vida de muita gente (e, na verdade, é, mas na minha vida ele só foi o livro que me segurei com força pra não rasgar após a leitura), mas aí ele fez o quê? Justificou os probleminhas do Charlie com um trauminha do passado que total NÃO JUSTIFICA BABAQUICE ALHEIA. Olha, sinceramente, isso me revoltou num tanto que peguei ódio do autor. Eu teria adorado o livro se não fosse pelo final, mas o final caga tudo. Sei que muita gente gostou, mas sério, que diarreia dozinfernos. Gente, não dá pra usar aquilo como desculpa pra ser babaca. Simplesmente n ã o d á. Desculpaí, mas não dá. Fiquem com o filme, o filme é amor, o filme é legal. 

Para sempre 

Sobre o que é: jovem casal que se conhece há poucos meses, mas casaram pra honrar a pureza da fé, sofre acidente e a mulher perde a memória e não se lembra do marido, mas eles não desapegam porque estão unidos por ~Deus~. 

O porquê do ódio: aaaaaaaaaaaaaaah que coisa mais ridículaaaaaaaa!!!! A mulher não lembra do cara e jamais lembrará e ele fica forçando ela a continuar com ele porque estão casados perante Deus. Caramba, se não suporto romance, que o fará romance cristão. Gente, sério, que livro desnecessário. Pior ainda: é a história real do casal. Que coisa problemática, que coisa horrível. Pra mim, é terror trash do pior possível. Fujam correndo disso aí. 



Entrevista com o vampiro 

Sobre o que é: um repórter entrevista um vampiro de trocentos anos e o vampirão fica contando magoazinha da vida após a morte. 

O porquê do ódio: você tem todo um potencial de história, um background legal, vampiro de séculos dando entrevista pra um repórter nos anos 90, toda uma atmosfera bacana, aí cê vai lá e faz o quê? Cria o personagem mais mimizento da história da literatura. MELDELS, COMO EU ODEIO O LOUIS. Gente, qualé a necessidade de ser um vampiro se for pra ficar lamentando durante a eternidade toda porque "ó, como sofro, ó, não suporto o sofrimento, ó, a morte é terrível"? Vampiro Louis é a versão masculina e chupadora de sangue da Murta-Que-Geme - só que sem as sacadas humorísticas. Não dá, não dá pra aguentaaaaaaaaar. Acho que nem Edward Cullen aguentaria meia hora com Louis. A única pessoa digna no livro é Lestat - apesar de ser completamente perturbado também, mas ao menos não se lamenta. Alguém dê psicotrópicos ao menino Louis, por favor. 

A insustentável leveza do ser

A insustentável leveza do ser
Milan Kundera
344 páginas
Companhia das Letras
Ano de publicação: 2017 

Sobre o que é? Tereza tem uma vida bem medíocre com uma mãe abusiva e um emprego horrível, mas está sempre com um livro debaixo do braço pra ler historinhas e fugir daquela vida dela. Tomas é um cirurgião bonitão, mas ordinário, que pega todo mundo e tá 100% nem aí. Quando os dois se conhecem, acontece o encontro dos opostos: do peso e da leveza. Tereza leva a vida a sério, tudo pra ela é pesado. Pra Tomas, a vida é fácil e descomplicada e tudo é muito leve. Mas coisas acontecem quando a Tchecoslováquia é invadida pela URSS e todo mundo se ferra, trocando de papéis entre peso e leveza, entre melhor e pior e mostrando que o ser humano tem diversas facetas e ninguém é bom ou mau, apenas tenta agir da melhor maneira de acordo com a situação. 

Por que ele é bom? MELHOR. LIVRINHO. QUE. JÁ. LI. A primeira vez que li A insustentável leveza do ser, tinha 18 anos e fiquei tão obcecada que o reli algumas vezes naquele mesmo mês. Só que a Mia de 18 anos era uma pessoa bem diferente da Mia de agora e eu tinha muito medo de reler esse livro e ver ele se desencantar totalmente pra mim. 

Bem, isso não aconteceu. O que aconteceu é que tive uma experiência completamente diferente de leitura. Aos 18, me achava uma Tereza tentando ser Sabina. Agora, vejo claramente que sou muito mais Sabina do que Tereza. Mas quem diabos são Sabina e Tereza? Vamos lá.

Tereza é uma garçonete do interior com uma família complicadíssima e que se esconde atrás de livros (especialmente do Tolstói e do Thomas Mann) pra poder escapar daquela vidinha que ela era obrigada a viver. Ou seja: Tereza é gente como a gente, gente que lê pra não lidar com a realidade porque cheeeeega de gente escrota e mal educada. Um dia, ela acaba servindo um conhaque pra Tomas, um médico que morava noutra cidade e tava ali só de passagem. Mas, como ele estava lendo um livro ela ficou completamente encantada porque a. ele era um estranho, não os bêbados nojentos do dia-a-dia; b. ele tava lendo um livro, coisa que ninguém havia feito antes naquele bar. Obviamente Tereza ficou apaixonadinha, mas Tomas era safado e traía ela compulsivamente com qualquer mulher que encontrasse.

~Tomas safado seduzindo Tereza com literatura E QUEM É QUE RESISTIRIA, não é mesmo?~
inclusive, depois do filme que foi feito desse livro, o Kundera proibiu que fizessem filmes ou peças de teatro de seus livros; não culpo os atores, que estavam até bem okay, mas não tem como fazer um filme de um livro desses parecer coerente: é o tipo de livro que se lê, não se vê 

Uma dessas mulheres era Sabina, a amiga erótica de Tomas. Sabina é uma pintora que se separou do marido e foi viver a vida sozinha, pegando quem quisesse, quando quisesse e não se apegando a ninguém porque pessoas, elas dão trabalho e fingem demais. Sabina não suporta a ideia de viver na mentira, então é super aberta e sincera quanto a tudo e faz o que bem entende, da melhor maneira possível.

O incrível nesse livro é que se tem 2 casais: Tereza e Tomas, Sabina e Franz, e ambos são o inverso um do outro. Tereza e Franz são os "pesados", aqueles pra quem a vida é muito séria e os sentimentos são algo importantíssimo. Eles são regidos pelo coração. Já Sabina e Tomas não. Eles são a "leveza" da história, sempre seguindo em frente e fazendo seu melhor sem se preocupar muito com os outros. Mas aí que entra a questão: o que é melhor, o peso ou a leveza?

Claro que o livro não fica só nisso, mas essa é a questão central. Todos os outros pontos acabam convergindo pra essa questão de ser uma pessoa leve como uma pluma e não ter raízes ou ser uma pessoa pesada, pregada ao chão, com raízes gigantescas.

Só que Kundera não pára por aí: no meio de tudo isso tem o contexto histórico do que ele próprio viveu, da invasão da URSS à Tchecoslováquia, dos exílios, das pessoas passando necessidades, da polícia secreta bem louca e horrorosa atrás de todo mundo que pensasse diferente (não vamos esquecer que pensar era um crime pra época, como bem retratou George Orwell em 1984).

Cada vez que você lê esse livro percebe coisas diferentes e cada passagem faz a pessoa refletir sobre algo. Eu amo demais esse livro justamente por isso: não é apenas um livro, são escritos de um cara que estava usando personagens pra tentar entender o comportamento das pessoas e também registrar memórias do que havia acontecido com seu país, do que ele teve de fugir pra não ser morto, antes que acabassem todos os registros.

É lindo, lindo, lindo e vale muito a pena ser lido sempre.

Por que ele é ruim? Não tem nada de ruim nesse livro e se vocês me disserem que ele é chato por misturar filosofia, história, política e romance vou apenas lhes dizer que: esperem mais um tempo e façam uma releitura. Tem histórias que precisam ser lidas na hora certa.

Você vai gostar se... gosta de romances históricos, de livros que misturem várias coisas (filosofia, política, história de amor, tudo lindamente junto), de narrativas em que o autor pára tudo e começa um monólogo falando sobre algo que parece fora de contexto mas que está super dentro do contexto e a gente só vai entender dali a algumas páginas, de personagens humanos, que não são nem bons nem maus, mas gente como a gente ou se é fã do Kundera (feito eu).

Em um quote:
"Seu drama não era de peso, mas de leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser." 

~livro recebido em parceria com a editora~

Cinquenta vezes overshare

Já estamos há mais de uma semana bedando e nessa coisa de preparar textos e viver a vida de estudante universitária ao mesmo tempo, as coisas acabam se embolando um pouco. É pra isso que servem os memes (de uns tempos pra cá chamados de tags, mas me recuso). Dona Manu total salvou o BEDA de hoje com esse meme das 50 perguntas - que na verdade são 48 - com muito overshare porque esse é o jeitinho blog old school deve ser. Vamos lá.


1. Qual foi a última coisa que você escreveu num papel?

"Extensão do domínio da luta", que é o livro que teremos de ler pra disciplina de Crítica da Mídia porque Juremir, nosso prof e também um baita homão do jornalismo, adora os livros do Houellebecq e vai nos fazer ler todos antes do final da graduação - não que eu esteja reclamando. 

2. O que está sempre na sua bolsa? 

O livro que estou lendo, cartão da faculdade, batons hidratantes, uma muda de roupa porque VAI QUE, sombrinha, remédios pra dor de cabeça ou eventualidades, escova de dentes e pasta. 

3. O que você costuma pedir num café? 

Eu não sou uma pessoa de cafés, até porque nem gosto de café, mas quando tomo alguma coisa é um cappuccino de vanilla e algum doce. 

4. Quais websites você visita diariamente? 

O blogger, porque sempre escrevendo ou lendo, o facebook e o e-mail. 

5. Para quem você liga quando está triste/com raiva? 

Não ligo porque ODEIO FALAR AO TELEFONE. Essa invenção do demônio só serve pra me dar dor de cabeça e evito o máximo possível usar esse treco horroroso. Mensagens de whatsapp, e-mails e DMs do twitter estão aí pra isso. De qualquer forma, quando estou triste ou com raiva costumo ficar quietinha, ver uns filmes/séries, dormir ou correr. Evito contato humano pra que não sobre pra ninguém porque eu que lide com meus problemas. 

6. De que cor é a sua escova de dentes? 

Verde e branca. É no formato de um pinguim de fraque ♥ 

9. Você tem piercings? 

Não. Não uso nem brinco nem nada, não gosto de acessórios. 

10. Qual a melhor época do ano na sua terra? 

Quando tá chegando o inverno. Faz frio, mas não é tanto. Chove, mas não é aquilo tudo. Mas o calor daqui é quente demais, não temos mar pra poder dar uma aliviada. Só dá pra existir de forma digna no frio. 

11. O que deixa você realmente triste? 

A desigualdade social. Gente, eu não posso andar pelas ruas olhando pra os lados porque bate uma tristeza e começo a ficar chorandinho ao ver aquele monte de gente pobre, sem ter onde morar, pedindo esmola. Sério, isso me parte o coração de uma forma que não sei lidar. 

12. O que deixa você realmente feliz?

Ouvir o cara do correio chamando pra entregar novos livros, ir à bibliotecas/livrarias, estar perto de gente bacana e amável, estar em casa, ouvir música clássica, estar com a minha família, passar o fim de semana fazendo cotidianices com o namorado, escrever, ler, receber elogio de um professor. Não é nada demais, mas fazem a diferença na vida. 

13. Qual o seu emprego dos sonhos? 

QUERO SER PAGA PRA LER LIVROS. Escutem bem aí: paga pra ler livros e escrever sobre eles. Me deixem ser crítica literária. Universo, esteja pronto, hein.

14. Você assina alguma revista?

Não. Assinava a Nova Escola na época em que eu era professora e procurava levar novas formas de ensino pra meus aluninhos. Hoje em dia mal consigo ler revistas, mas adoro a Superinteressante, a Galileu, a Aventuras na História e a Mundo Estranho. 

15. Qual foi a última coisa que você comprou? 

Uma garrafinha de água sem gás. 

16. Você gosta de comida chinesa? 

Eu sou a pessoa mais enjoada que existe pra comer. Gosto não. Acho blérgh. 

17. Qual foi a última vez em que você esteve numa igreja?

Não sei. Provavelmente em algum casamento, mas não faço ideia. MENTIRA, lá por março/abril namorado e eu fomos visitar uma igreja em Novo Hamburgo porque ela é coisa mais linda. Sério, que igreja maravilhosa. É tão linda que quase dá pra esquecer os séculos de perseguição, trauminhas e matança que essa entidade horrorosa já proporcionou à humanidade, risos. 

18. Qual foi a última pessoa que fez algo realmente especial para você?

É meio difícil responder isso porque eu considero especial qualquer coisa que alguém faça por mim, já que a. ninguém tem a obrigação e b. eu nunca acho que mereço, então valorizo demais qualquer coisa que me façam. Ainda bem que tenho uma rede de apoio bem bacana, feita de gente educada e compreensiva que tá sempre se auxiliando mutuamente. :) 

19. Você já esteve em uma ambulância?

Não. 

20. Você consegue enrolar a própria língua?

Mas é claro.

21. Quanto tempo leva para se vestir antes de sair?

Cerca de 5 minutos. Não sou nada vaidosa e sempre me senti uma subespécie de mulher por conta disso. Simplesmente não consigo conceber a ideia de passar mais do que 15 minutos na frente do espelho, experimentando roupas e fazendo maquiagem. Aliás, nem maquiagem uso. Eu prezo pelo conforto e quase nunca reparo no que estou vestindo. Já saí de pijama e só fui me dar conta porque as pessoas me perguntaram por que raios eu estava usando um pijama. Sempre quis ser uma pessoa mais vaidosa, mas acho que dormi nessa aula - quiçá compareci. 

22. Você fala palavrão?

Não. Gosto de usar outras maneiras pra ofender as pessoas. É mais divertido porque não é óbvio. :) 

23. Você já acampou?

Não, mas ainda quero. Ir pra o meio do mato: adoro. 

24. Quantos irmãos você tem?

4. Todos homens. Todos mais velhos. Todos casados. Crescer como a caçula sendo a única menina da casa não foi fácil, mas foi divertido. Acabei sendo um moleque durante a infância e ainda hoje consigo me relacionar melhor com rapazes do que com meninas porque fui criada na base de muita lama, bolita, carrinho e filmes do Van Damme. 

25. Qual é o seu nível educacional?

Superior incompleto - METADE DO CURSO, CARAMBA!!!!

26. Em quais lugares você já morou?

Nossa, em vários. Minha família era meio nômade até meus 15 anos, quando finalmente paramos num lugar por mais de 3 anos. Mas foi sempre no RS, nunca saí de terras gaúchas - a não ser pra viajar, claro.

27. Qual a parte favorita do seu corpo?

Meus olhos e minha boca.

28. Qual a parte menos favorita do seu corpo?

Seria dramático dizer ~todo o resto~, então vamos dizer que seja o nariz. 

29. Você acha importante celebrar aniversários?

Não. Sou desapegada demais com essas datas comemorativas, ainda mais quando se é ~obrigado~ a ser feliz nelas. Gente, eu faço aniversário em pleno janeiro. Sempre tá um calorão infernal, cheio de mosquitos, todo mundo pra praia e eu aqui, em plena cidade, isolada, sozinha, sem ninguém. Não faço questão de celebrar, não. É só mais um dia que marca um ciclo. Todas as vezes em que fui contra meu pensamento de DANE-SE O ANIVERSÁRIO e tentei comemorar, a coisa foi um fail tão gigante em neon piscante que nem vale a pena, sabe? Deixa pra lá.

30. Você tem roupas da sua infância? 

Tenho algumas, não são muita coisa. A minha mãe é bem sentimental e gosta de guardar as roupas de infância dos filhos. Do que eu guardo são apenas algumas peças com valor sentimental porque foram presente de gente querida e quero guardar pra sempre. De resto, nada, nada. 

31. Uma coisa ruim sobre ter um blog?

Eu sempre tenho de vigiar o overshare, mas sou pessoa que escreve. Adoro escrever. E o assunto sobre o qual mais conheço sou eu. Ou seja. Gosto de ter blog diarinho e escrever sobre a minha vida e sobre os livros que leio e as séries que vejo, mas não sei ser anônima. Então sempre que vou postar algo me pergunto se aquilo vai afetar alguém ou se tá de boas. Tem muito post em rascunho eterno porque não posso dividir a história com todo mundo sem acabar magoando/ofendendo alguém. Já tentei ter blog anônimo, mas isso é algo que simplesmente não funciona pra mim. Bem, c'est la vie. 

32. Quantos copos de água você bebe por dia?

Não faço ideia, mas sei que é muita coisa. Tô sempre tomando água - no máximo algum suco. Isso é desde que acordo até a hora de dormir, mas nunca medi a quantidade. 

33. A que horas você vai dormir?

Geralmente à 1h da manhã, mas depende do dia. Sou uma pessoa insone, então é difícil dormir às vezes, mas acabo criando hábitos que me ajudam - como estabelecer um horário e tentar cumpri-lo ou colocar pra tocar música ambiental de chuva pra dizer pra meu organismo que é hora da soneca. 

34. Matérias preferidas na escola?

Na escola, eram História, Português e Biologia.
Na faculdade, basicamente todas que envolvem escrita e rádio. 

35. Batata-frita ou doces?

Troco qualquer bandeja de doces por batata. Frita, assada, grelhada, até crua. Batata é amor, batata é paixão, batata é calor no coração. ♥ 

36. Último filme que você assistiu: 

Acho que foi Um vampiro no Brooklyn. Namorado nunca tinha visto e eu não resisto a filmes trash dos anos 80 - ainda mais se envolverem Eddie Murphy e vampiros no mesmo enredo. Adoro. 

37. A coisa mais romântica que você já fez:

?????????????????? NÃO FAÇO IDEIA ?????????????????? Eu sou completamente não-romântica. Gente, sou muito Coração Gelado. Mentira, eu tenho sentimentos, só que não faço ideia de como expressá-los. Acho que a coisa mais romântica que já fiz foi fazer massagem no meu namorado, mesmo odiando com todas as minhas forças massagear pessoas.

38. O presente ideal para alguém que se hospeda na sua casa levar:

LIVROS. Me dê livros de presente e tenha uma Mia sempre feliz. (Mas também pode trazer comidíneas gostosas, eu não vou reclamar.)

39. Qual a idade do seu pai?

63.

40. Você já saiu no jornal?

Como notícia, não. Como pessoa que escreve, sim.

41. Uma citação favorita?

"Seu drama não era de peso, mas de leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser." Do meu livrinho preferido, A insustentável leveza do ser, escrito pelo Milan Kundera - sobre o qual vai rolar resenha amanhã, inclusive. ♥ 

42. Qual a sua cor de esmalte favorita?

No momento estou deixando as unhas respirarem um pouco após semanas de esmalte em cima de esmalte, mas adoro todos os tons de vermelho e também rosa antigo, rosas escuros. 

43. Em quem você se inspira?

ANA BOLENA, DIVA DA MINHA VIDA. Estoy brincando - pero no mucho. Tenho uma pequena listinha de inspirações, entre elas um monte de mulheres maravilhosas e fortes, que sobreviveram bem em épocas conturbadas, tipo a Ana Bolena, a Martha Gellhorn e a própria Maria Antonieta - que é muito mal compreendida.

44. Você é vaidosa?

Como já dito lá em cima, não. Minha vaidade se resume a andar sempre limpinha e penteada e a usar manteiga de cacau. Só. 

45. Existe algo que você gostaria de comprar mas ainda não teve a oportunidade ou dinheiro?

Bah! Vamos começar falando da série de livros Outlander? Gente, eu quero aquilo DEMAIS. Mas é caro DEMAIS. Como fazer? Não faz, né. Vou aguardando o dia em que ficar ryca - risos - e puder comprar tudo. Ou que alguma alma bondosa se compadeça de mim e me dê os livríneos de Natal/aniversário. Não me importaria em ganhá-los.

46. Como foi seu noivado? 

HAHAHAHAHAHAHA 

47. Você prefere comprar roupas, bolsas ou sapatos? 

Roupas. Na real, prefiro comprar livros, mas tô cagando pra bolsas e sapatos é algo dificílimo pra mim porque tenho um pé pequeno demais pra achar meu número em qualquer loja, entonces... 

48. Você se sente jovem ou velha para a sua idade? 

Sou uma senhorinha de duzentos e quarenta anos no corpo de uma menina de 23.

49. Quais são os seus maus hábitos?

Tava pensando no que poderia dizer, mas a verdade é que não tenho tantos maus hábitos assim. Talvez o sedentarismo, mas acho que pára por aí - e já estou resolvendo a questão com 2h de exercícios diários. GERAÇÃO SAÚDE UHUL o/ hahahaha 

50. O que você vai fazer quando terminar de responder a essas perguntas? 

Tomar aquele banho pois ainda estoy suada da corrida de hoje - mas é aquilo, ou eu terminaria as questões agora ou cairia desmaiada em cima da cama pois DUAS HORAS DE CORRIDA, estou acabaaaaaaada.