Time waits for nobody

Uma coisa demasiado estranha anda ocorrendo comigo. Não sei se apenas comigo ou com várias pessoas. Talvez seja algo corriqueiro e eu é que estou dando muita ênfase ao caso. Mas o fato é que eu não tenho visto o tempo passar.
E você pode me dizer: "Ah, mas isso é algo tão bobo. Quando estamos atarefados, não percebemos o tempo progredir mesmo.". Mas não me refiro à tarefas, a minutos ou segundos, mas sim à minha vida - não tenho visto ela passar.
Não sei se estou me fazendo entender, acho que não; mas é exatamente isso que tem ocorrido: minha vida parece que estagnou. E apesar de eu nunca ter sido tão atarefada quanto agora e nunca ter realizado e progredido intelectualmente tanto d'antes, sinto como se ainda estivesse no final de 2011, presa em um sonho inacabado. Será que estou sendo compreensível?

Sim, eu sei - é loucura, fantasia, completo devaneio. Sim, é; e não discordo disso em nenhum momento. Mas o fato é que é uma verdade irrevogável de que ainda me sinto em 2010, como se nunca tivesse passado a virada do ano. Estranho? Até demais. Todavia, me sinto viva, bem, feliz. Ok, poderia sim estar melhor; porque não? Mas dentro do possível vivo bem. Estou inquieta, atarefada, cansada, esperançosa, sonhando com algo e não vendo o tempo passar, apesar de ele passar tão constantemente que assusta às almas mais suscetíveis à perdas.
Preciso de ajuda? Sim, por favor. Preciso de amor, carinho, abraço e um chocolate quente. Pode ser ou é pedir demais?
E para aliviar suas dúvidas quanto à minha sanidade, não se preocupe: sempre fui assim. Aliás, acho até que antes era mais louca que agora.

Queria tanto escrever algo interessante, bonito, inteligente e profundo. Mas no final, fica tudo com meu jeito: confuso, estranho e meio ácido. O jeito agora é se conformar e seguir em frente. Quem sabe eu ainda não me ajusto no tempo outra vez?

Is this love?

Hoje olhei no espelho e não reconheci a mesma pessoa d'antes vista. Não achei aquela garotinha tímida e esquisita de antes, mas agora vejo algo completamente diferente. Algo em mim mudou, e eu ainda não sei o que é. Sinto que vejo as coisas de uma forma muito mais ampla do que via há pouco tempo atrás. Hoje, consigo ver muito mais a perspectiva do outro do que a minha somente.

Mas também, já estava na hora de mudar e me tornar uma pessoa mais confiante e determinada, e menos egoísta também. Confesso que sempre me importei em demasia comigo mesma e muitas vezes esqueci das pessoas à minha volta. Pessoas queridas que eu tanto magoei, e que hoje me arrependo e vejo o mal que fiz. Mas agora é seguir em frente. Vejo o que aprendi e não posso dizer que me arrependo de meus erros - pelo contrário, eles me fizeram ganhar mais experiência e mais propriedade em assuntos antes tão longe de mim.

Espero somente que doce seja a nossa vida e que um dia possa deixar de ser apenas singular e me tornar um verso de plural. Com quem será toda essa pluralidade na existência do ser? Não o sei. No momento nada é mais certo para mim do que a afirmação - muito antiga, mas nem por isso menos verdadeira - proferida certa vez por um filósofo muito renomado: "Só sei que nada sei.".
Logo eu, que sempre achei que soubesse de tudo, hoje vejo que na verdade não sei de nada. Que a vida é muito mais do que paixões adolescentes e conversas de escola. O que espera lá fora é um mundo cheio de conflitos e oportunidades, momentos inesquecíveis, solidão, companhia, poesia e rima.

Vejo hoje que meus sentimentos de outrora eram tão obscuros até mesmo para mim, e que as coisas não passavam de uma neblina em minha vida. Não que não fossem reais - todos o foram. Mas há aquele que se provou verdadeiramente real e forte, capaz de resistir aos avanços do tempo e à minha auto-sabotagem sentimental. Por mais que eu tente negar, é perceptível em meus olhos e meus anseios o quanto gosto de você. Quem sabe a gente ainda não se acerta mais uma vez?

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Keep on trying

O fim do mundo passou e cá estou eu, novamente escrevendo mais um texto nas páginas deste blog esquecido. Esquecido por vocês, by the way, porque eu nunca me esqueço dele. O que tem me faltado é tempo mesmo.
Sabe, eu acho ridículo essa história de marcar data para o fim do mundo. Fala sério. Quem inventa isso não tem mais nada para fazer da vida, né? Vai lavar uma louça, sei lá.
Porque pensa bem: no mundo, há várias pessoas que realmente acreditam nisso. E acreditam tanto que se matam. Ok. Se essas pessoas são tão idiotas a ponto de se matarem porque um retardado falou que o mundo tinha prazo de validade estipulado até não sei quando? Sim, elas são, até demais. Mas a questão não é essa. A questão é que a partir do momento em que uma brincadeira tem consequências sérias, deixa de ser brincadeira imediatamente.

E isso não vale apenas para a data de validade mundial não, mas também para qualquer tipo de coisa que possa provocar danos graves. Exemplo disso são aquelas "brincadeiras" de atirar o 'amigo' (lê-se 'vítima') em questão na piscina, sem aviso e de qualquer jeito. Já ocorreram várias mortes por consequência de afogamentos e traumatismos cranianos por causa de uma brincadeira boba entre amigos. Boba, é? Será que é tão boa assim? Sei não, mas se eu fosse algum tipo de autoridade, mandava prender na hora e ponto. Assassinato. Sem mais delongas.

Ou a tal da "brincadeira do desmaios". O quê é isso, gente? O quê vocês pensam que estão fazendo das suas vidas, hum?
- Ah, Mia, mas eu sempre fiz isso e nunca aconteceu nada de mau comigo.
- Não aconteceu até acontecer, né?
Com coisas sérias não se brinca, gente. Acho que o povo em geral realmente deveria se conscientizar mais disso e alertar as pessoas à sua volta. Quando éramos crianças, nossas mães costumavam dizer: "Não pode brincar com isso porque é perigoso e faz dodói!". É a mesma coisa agora, as situações é que são diferentes.

E isso não vale apenas para coisas que são consideradas "brincadeiras", não. Mas também para sentimentos. Afinal, sentimento é coisa séria e não se deve brincar com isso. Não se deve enganar as pessoas, iludir, mentir e fingir. Sempre acreditei na lei do retorno: tudo o que você fizer a alguém voltará a você, mais cedo ou mais tarde. Por isso sempre faço de tudo para ser verdadeira com todos. Isso é importante. Ainda mais no mundo de hoje, onde os valores estão tão invertidos.

(Mia anda muito ocupada)

Tomorrow is our today

E então, como ficam todos os sonhos? Onde foram parar todas as expectativas de uma vida melhor, todos os projetos, planos, escapes e fugas? Onde estão os atalhos, as rotas de percurso, o carrinho de rolimã e a música para ninar? Para onde foram todas estas coisas?
Percebo que hoje em dia as pessoas não sonham mais, não desejam mais. Seus sonhos são tão pequenos quanto seus corpos. Almejam uma vida de privações, como a de seus pais, e não entendem que uma vida por viver não vale à pena. Mas será que é assim mesmo, será que ninguém mais se importa? A juventude de hoje não sonha, não pensa, só quer viver. Mas será que vivem? Duvido muito. Ninguém vive sem planos para um futuro, ao menos não com qualidade. Pensar apenas no hoje é fácil, mas construir seus sonhos é difícil.
Sim, eles podem se realizar, mas não sozinhos. Para que o sonho vire uma realidade, ele precisa de persistência e determinação. Precisa de uma pessoa que tenha plena convicção de que aquilo é o melhor, e que desistir é coisa de fracos. Nós precisamos sonhar, e alto, e lutar por nossos sonhos, atingir nossas expectativas e superar nossos medos.

Como disse um italiano muito renomado certa vez: "Pobre do aluno que não supera o professor". Verdade. Precisamos superar todas as expectativas, deixar de sonhar baixo e embarcar em uma aventura rumo ao desconhecido, rumo ao ápice de seu potencial.
Porque, convenhamos que, de que adianta ser jovem e não ter expectativas? É triste isso. Mas é verdade. Os jovens estão cada vez mais desesperançosos quanto ao futuro. Agora, eu me pergunto: o que será da próxima geração, criada por essas mentes pequenas que cada vez mais se proliferam por aí? Eu não sei, mas sei que vou cada vez mais fazer a minha parte para me destacar nesse mundo e fazer a diferença, porque este é um de meus tantos propósitos. E você, tem algum objetivo?

(Mia está tentando achar um futuro)

Mudanças

Ela estava pálida. Já havia se passado algumas horas desde que ela terminou aquela relação. Seu corpo estava gélido, ela não sentia quase nada. Parecia que o tempo havia congelado junto com seu coração. Os minutos passavam cada vez mais depressa e naquele quarto ela só sabia que havia acabado.
Um vento frio entrou pela janela, lembrando-a de sua existência. Mais que depressa ela deu um pulo de sua cama e exclamou:
- Eu ainda tenho uma última coisa pra fazer.
Ninguém entendia mais nada. Sua família ficou atônita com a reação dessa menina. Afinal, era ela quem tinha terminado. Ela subitamente pegou uma tesoura e começou a cortar seus longos cabelos negros, que ela tanto amava. Passou um batom vermelho, pôs sua roupa mais justa e saiu, sem dizer onde ia. Simplesmente se deixou levar pelo vento impetuoso que aquela bela tarde de outono lhe proporcionava.

A menina cresceu a partir daquele momento. Tomou novos rumos, se aventurou, teve várias paixões avassaladoras, várias decepções e várias transformações. E a menina correu o mundo, e se divertiu e descobriu que a vida é muito mais do que amores de adolescência e dramas de escola.
E a menina sou eu, e a menina é você. Essa menina somos todas nós que já tivemos uma desilusão emocional que nos fez cair na realidade de nossas vidas e na expectativa de mudança que quase nunca acontece.
Essa sou eu, essa é você.
Apenas nós.