Diarinho Abrilado

Não, Abril ainda não acabou - oficialmente - mas aqui vai a retrospectiva em fotos.

Sim, eu tingi novamente o cabelo - vermelho, isso aqui tá MUITO vermelho! E esse fofo aí comigo é o Sam, meu sobrinho. (Isso foi no primeiro dia de coloração.)

Meu amigo havia pedido pra eu tirar uma foto pra mostrar o comprimento do cabelo pra ele - e ele insiste que está curto, mas juro que minha vontade é de passar a tesoura, porém... não é nada esperto deixar curto o cabelo durante o inverno sulista.

Ganhei esse livro de aniversário mas só comecei a leitura agora. Ele é bem interessante, especialmente pra quem gosta de cinema - by the way, estou fazendo um curso sobre, superinteressante, outra hora contarei mais. Recomendo fortemente o livro para os cinéfilos de plantão.

No segundo dia após a coloração teve aula, cheguei à escola - atrasada, todos estavam na sala de aula - abri a porta, entrei. A turma inteira calou a boca. Fui silenciosamente até meu lugar e ao chegar lá, eles gritaram: Pequena Sereiaaaaaaaaaa!!! Se eu fiquei mais vermelha do que meu cabelo? Capaz!

Pocahontas (Rafaela, mas, pra mim, será sempre a Pocahontas) e eu a caminho de casa - ou, como ela disse: Mi, agora tu é a Ariel e eu sou a Pocahontas! *---*

Pronta pra ir no EBG, na sacada aqui de casa (dia 14/4). Mas olha, moças: nem convido mais vocês, porque né? Só Marininha apareceu, e depois, a Hallana... Nem sei de mais nada. hahaha 5 moças desmarcaram em cima da hora. Humpf.

E apesar das moças terem desertado assim, do nada, foi ótimo encontrar Marina lá na CCMQ - gente, que coisa mais querida que é Marina! Moça simpática por demais, tão delicada que parece que vai quebrar. *---*
(E pra anônima-stalker do Ask que fala que pareço um panda com tantas olheiras e que sou gorda: amore, desencana; não surtiu efeito, não vou parar de blogar, tá?)

Após algum tempo, Marina e eu andamos quilômetros e quilômetros naquela Porto Alegre procurando por gordices - obviamente - até que surgiu, em meio a um corredor sombrio, quase sem iluminação, que apareceu como uma miragem à nossa frente, um supermercado do qual ninguém sabia da existência, ~mistérios~ mas bravamente entramos no recinto e escolhemos gordices para uma tarde na Redenção. Lá, encontramos várias pessoas conhecidas (um ex, o irmão dele, alguns cabeludos bonitões que conheço - e outros nem tão bonitos assim -, um outro ex - esse é o problema em namorar pessoas que moram perto - e Amanda, que havia esquecido do EBG, hahaha. Mas super simpática ela.) e a Hallana, que nos encontrou por lá.

Minha mais nova paixão literária - a saga de As Brumas de Avalon. Li 3 livros da série em 3 dias e estou lendo o quarto livro. Recomendo fortemente essa leitura - e não, não é um livro destinado apenas para meninas, isso é machismo e ignorância, a história é ótima e é sim a partir da perspectiva feminina, porém creio que ela agradará a qualquer um que seja apaixonado por boas histórias - eu sei que eu estou apaixonada por essa história e mal posso esperar por terminar a leitura. Aliás, é o que farei.

Até Maio! 

Cena 5, tomada 1.

Aí a Lene manda:


Mia Sodré
mas todo mundo desiste, Lene 
só a gente não desiste da gente 
porque somos uma por todas, todas por uma

Herlene Santos
Alexandre Dumas confirmaria 

Mia Sodré
É! 

Herlene Santos
pq a gente tem que ser assim? pq tem que pensar em mil coisas (ou mais) ao mesmo tempo? pq não pode, simplesmente, acalmar o peito e respirar fundo e sorrir? pq a existencia tem que ser tão dolorida?

Mia Sodré
culpa da água no mapa astral
te juro

Herlene Santos
afogando sempre

Mia Sodré
sim
totalmente
e a gente nada e nada e nada
até que surgem boias
e nos agarramos nelas como se nossas vidas dependessem disso

Herlene Santos
a gente nada em tudo

Mia Sodré
mas aí lembramos que somos seres aquáticos
e as boias acabam indo pra aqueles que não respiram sob a água
nós respiramos
só que somos apenas nós
todos ficam na superfície
nós estamos abaixo dela, Lene
eles têm as boias porque não sabem respirar
nós sabemos
o pulmão enchendo d'água a cada minuto, cada segundo
mas estamos lá
e eles não
por isso as boias ficam com eles e nós ficamos sozinhas
abaixo da superfície

Herlene Santos
tá tudo tão na pressão, que queria só deitar na minha, assistir séries de investigação e dormir e dormir

Mia Sodré
onde tudo é muito mais profundo
e a pressão da água é maior

Herlene Santos
daquela eterna preguiça existencial

Mia Sodré
sim
mas a gente sobrevive
sempre

Herlene Santos
mesmo em pedaços e encharcada

Mia Sodré
yep 
principalmente encharcada
em pedaços

Herlene Santos
vou ja cortar os pulsos depois dessa

Mia Sodré
corta não, peixinha; venha cá ♥

vermelho-castanho-floresta

Cortei as unhas. Nada muito, nada cheio de significado externo, nada que seja excepcionalmente perceptível. Mas está lá: eu tirei uma parte de mim que cultivei por um tempo. Porque não importa mais. Não importa o quanto eu tente e quanto vermelho eu incorpore nelas, eu sempre serei aquela menina castanha dos olhos grandes e tristes que se esconde atrás de um cachecol marrom-árvore. Tudo o que faço é mera encenação.

Eu estou lá, eu sou uma droga de uma árvore que descasca no inverno, que deixa cair suas folhas a qualquer vento, que derruba galhos em cima de lenhadores que querem decepá-la, que expulsou suas flores e deixou por terra seus frutos. Eu sou uma árvore, mas a vegetação e a cachoeira e o canto dos pássaros são muito mais divertidos, e eu fico lá, all by myself, até que o sol do meio dia aparece fazendo com que as pessoas queiram estar sob a proteção de minhas folhas. Ouço suas histórias, refresco-as do calor que faz sob o sol e quando finalmente chega o orvalho para me refrescar, quando finalmente chega minha vez de ser ouvida... vão-se embora. Um a um.

E lá estou eu de novo e outra vez: uma árvore em meio a tantas vegetações e águas e pássaros e animais selvagens. Apenas uma árvore castanha que usa do verde para se nutrir e de suas rachaduras para se proteger. Apenas mais uma.

click-creck

Paciência é a chave.
Só me falta agora achar a fechadura. 

Eutanásia da paixão

Lado A 

Tô bem meu amor, tô legal, tô respirando, tô viva. Ainda tenho aquelas unhas enormes que tanto arranharam sua pele mais bem cuidada que a minha, o esmalte não está mais descascado, mas é que agora tenho tempo para pôr toda minha vitamina em minhas unhas e esquecer que você não se importa mais com elas. Fiz batida hoje, de banana, aquela frutinha linda que você detesta; e não me preocupei com o hálito que ficaria em minha boca ou com sua vontade de me mandar escovar mais uma vez os dentes ao te beijar apenas porque você é mais enjoado do que eu. Não olhei suas fotos. Estou me recuperando.

Lado B 

Beijei meu primeiro garoto pós-você hoje. Tinha gosto de desespero. Tinha gosto de lábios enormes e alma escassa. Tinha gosto de terra. Não era um gosto de nuvem, não era gosto de cor. Não era aquela pasta de dente ácida que se apegava tanto aos meus lábios anêmicos. Era simples, era aquilo e era só. Mas eu estava feliz porque - de uma forma errada-certa - eu estava ali fazendo algo e não olhando suas fotos ou esperando você entrar no facebook para perguntar se estava tudo certo. Era a eutanásia da paixão. Era quase um milagre pasmo.
palavras soltas escritas há um mês e alguns dias; o sentimento vai, as palavras permanecem 

Março, beijo pr'ocê!

Juro, juro que nem sempre fui descompensada assim. Eu costumava ser uma pessoa super equilibrada, toda trabalhada no verbo "ser", sendo super querida e meiga e fofa e todos me adoravzzzzzzzzz...
Até que um dia acordei assim. Atrapalhada, aloprada e sem capacidade de desenvolver uma conversa com alguém sem irritar a pessoa (sem querer, porque quando eu quero irritar de verdade não consigo).
E ultimamente essa minha capacidade de descompensar em conversas aumentou consideravelmente. Mas tentem ser compreensivos comigo, isso tudo tem um motivo. Vários motivos.

Percebam: até há um mês e pouco eu tinha um "namorado" (boy, eu não faço ideia do que era aquilo) que dizia me amar e por quem eu era completamente apaixonada. E isso acabou DO NADA. Certo dia ele simplesmente chegou no fb e disse: "Olha, você não vale a pena. Eu quero uma pessoa normal e tranquila, um amor tranquilo, e você é muito nova e gosta de coisas com adrenalina, eu não."

E tudo bem, eu entenderia que por ele ser mais velho e eu bem mais nova a gente não se acertasse e virasse apenas amigos de longe e tal.
Mas nããããão... porque ele falou que eu era muito nova e tal, mas foi flertar violentamente com meninas da minha idade no fb da vida.

Vamos analisar a questão: o cara bem mais velho disse que sou muito nova e que esse era um problema mas que ainda era gamado em mim e zzzzzzz... Aí termina via fb.
E aparece flertando violentamente com meninas da minha idade. E permitindo que tudo isso seja mostrado na timeline (existe algo chamado "discrição", mas acho que ele não tomou conhecimento disso ainda)
NÃO GENTE.
Tá errado.
Ainda mais se a guria for pirigótica.
Pirigótica = vadia vestida de preto.
Pegue uma mulher feita então, pegue uma que tenha a idade dele, pegue uma que não seja toda trabalhada nos tons de preto e nos makes depressão. Mas não venha querer me aplicar que eu sou a complicada, porque olha, ele tá todo trabalhado em conquistar a Amy Lee mais gorda e trabalhada na chapinha.
Não respeito.

Mas eu estava lidando com o fato, estava segurando as pontas bem, estava indo MUITO bem, até que um cara que eu DETESTO resolveu se apaixonar.
POR.MIM.
E me beijar.
DO.NADA.
...
...
...
Não, gente, não há condições. O voodoo tá forte, voodoo tá bom, o voodoo tá funcionando.
Não há como manter um equilíbrio assim.

Aí noutro dia meu irmão me liga pra dizer que meu ex¹ morreu. Ou quase. Sumiu por três dias e ninguém sabe dele e estão precisando da minha ajuda pra encontrá-lo.
E eu vou ajudar.
E encontro-o.
E ele está vivo e ainda me mostra perfis de menininhas de 14/15 anos que ele quer pegar. (Ele tem quase 30, lembremos disso.)
NÃÃÃÃÃÃÃO... Eu não sirvo pra isso, amore. Vai enfiar a mão na lata de feijão, vai.

Porém eu estava tentando, né? Estava toda trabalhada no "não vou aloprar, não vou aloprar, não vou aloprar", até que a guria de 13 anos me diz que está namorando com três caras.
Ao mesmo tempo.
E me mostra eles.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
Nãããão.
A guria de 13 anos pegando 3 ao mesmo tempo e eu lá esperando o coelhinho da páscoa.
NÃO.NÃO.NÃO.NÃO.NÃO.
E um deles tem a minha idade.
MINHA.IDADE.
Não sei lidar com isso, desculpa sociedade. Sou inapta a lidar com essa maluquice toda. Me deem chocolates e me deixem no quarto, por favor.

E foi o que fizeram. Me deram uma caixa de bombom e me deixaram quietinha aqui.
E o que acontece? O QUÊ???
Minha caixa de bombom não tem UM bombom, só tem aqueles miudinhos no estilo bala. (E sim, ela estava lacrada.)
Eu ri, né? Eu ri nervosamente, porque minha vida é isso: uma grande caixa de bombons sem nenhum bombom dentro.

Só uma coisa pra todos vocês que alopram mais ainda com minha vida, como se eu não pudesse fazer isso sozinha:


eu saí do meu inferno astral, mas meu inferno astral não saiu de mim

Incoerências e maluquices

O período que se segue entre os dias 01/04 e 14/04 poderá ser sentido por você como uma fase de uma certa incoerência e contradição, Mia. (sério isso, Personare, sério? tá tirando uma com minha cara, né? confessaSabe aqueles dias em que a gente tem a impressão que quer fazer uma coisa, mas as nossas atitudes apontam para caminhos contrários? Ou quando a gente diz que vai fazer uma coisa, mas faz do avesso? (tipo everyday? sei, sei, tô sabendo, tô informada)
A palavra-chave do momento é incoerência.
(do momento? tem certeza? porque, olha, incoerência = estamos aqui pra isso)

Então, não se impressione muito com acontecimentos imprevistos e coisas que lhe soarão como maluquice total, do estilo de alguém lhe dizer uma coisa e na "hora h" fazer outra totalmente diferente, ou você determinar-se a algo e então perceber que não estava de fato assumindo um compromisso persistente. (não me impressiono com nada, Personare; apatia total aqui no Sul, juro)
Não é, portanto, um bom momento para começar coisas, mas tão somente para continuar aquilo que você já estava fazendo. (ou seja = nada)

Até o Personare está zoando comigo. Percebam.
personare = ciência exata; super creio, super acredito; achei supimpa, achei pertinente, achei ululante
 

Páscoa supimpa

Aí eu ganho uma caixa de bombom e tá tudo certo, estou muito feliz curtindo a vibe gordice da vida, quando invento de abrir a caixa e o que tem nela? NÃO TEM. Não tem bombom, só tem aqueles pequenininhos e sem recheio. 
O que eu faço? Eu rio, né gente? Eu rio nervosamente, porque né? Minha vida é uma grande caixa de bombons sem bombom algum. 

- Guria, do que tu ri tanto?
- Abri a caixa de bombons e NÃO TEM BOMBOM lá, só tem coisinhas miúdas, tipo bala de caramelo.
- Ah, vai ver esqueceram. 
- Claro, claro. Porque é comigo, né? HAHAHAHA 

*rindo eternamente aqui* 
*voodoo tá pegando forte*


Update: e passei o resto da páscoa fazendo o quê? Pesquisando sobre demônios. (melhor história, toda relatada lá no twitter da vida) Percebam; tudo a ver com a páscoa, tudo coerente, tudo pertinente. Achei digno, achei ululante. Após ter concluído que Pazuzu perde feio pra um demônio awesome lá fui pra o banho, e o que me ocorreu? Tirei uma lasca do dedo fora. Como? (COMO ALGUÉM SE CORTA NO BANHO???) Abrindo o shampoo. O voodoo tá bom, o voodoo tá forte.