I would like some blood, please.

Há dias encarando esse teclado e não há UMA ÚNICA COISA que valha a pena ser dita aqui. Tanta coisa aqui dentro e nada que eu possa colocar para fora.
A coisa tá tão boa que não tenho mais o que reclamar e sem ter reclamações o blog acaba.

COMO PROCEDER?


A saga de Heather Wells


Para quem não sabe, eu sou apaixonada pelos escritos da Meg Cabot. Ela é uma excelente escritora porque ela tem o dom de fazer com que nos identifiquemos com suas personagens. Mas em toda sua obra não há personagem pela qual eu me identifique mais do que a protagonista da trilogia Tamanho 42 não é gorda, Heather Wells. 

Heather é uma ex-estrela pop que - após o rompimento de seu noivado com Jordan Catright, filho do dono da gravadora Catright e também cantor de boyband - engorda vários quilos e passa do tamanho 36 ao 42. Como se isso não bastasse - ser traída pelo noivo por uma estrela pop mais magra e se afastar do mundo da música - seu pai foi preso e a mãe fugiu com seu agente para Buenos Aires, levando todas as suas economias e deixando Heather pior do que antes da fama (ou seja: pobre e com um guarda-roupa que não cabe mais). Mas tudo parece melhorar quando ela é admitida num alojamento estudantil de uma faculdade em N.Y. Mesmo sem o glamour e glória dos dias de ídolo teen, tudo parece ter melhorado. Mais ela esta completamente enganada. De uma hora para outra, uma estudante morre misteriosamente no poço do elevador do campus. Os policiais e a diretoria estão prontos para declarar a morte como acidente, mas Heather conhece adolescentes, e meninas não brincam com elevadores. Uma semana se passa, e acontece de novo. E mais uma vez os policias declaram que a morte foi acidental. Heather decide entrar numa enlouquecida caçada para descobrir a verdade. Pode parecer uma vida de aventuras e altas doses de adrenalina, mas a vida de detetive é potencialmente perigosa. Alguns riscos podem ser fatais e nada é capaz de irritar mais um assassino do que uma ex-estrela pop corpulenta enfiando o nariz onde não é chamada.  

Esse é um daqueles livros que você começa a ler pela manhã e termina à tarde. Não que seja pequeno - com certeza não é grande - mas é que ele é tão gostoso de ler, tão engraçado, cheio de mistérios, que você se vê envolvida na história, torcendo pela desastrada-metida-a-investigadora (viram por que eu me identifico?) da Heather. Só posso dizer algo: vale a pena ler esse livro. E suas continuações também (Tamanho 44 também não é gorda e Tamanho não importa).
Fora o fato de ele - subjetivamente - abordar o fato de que as pessoas andam se empenhando demais em entrar nos padrões de magreza da mídia. Aquela coisa de querer ser osso, sabe? Então. Fora o fato de que esse é um dos motivos que levam aos crimes, mas eu não revelarei mais do que isso senão o spoiler vai ser grande. 

Recomendo fortemente a leitura para quem quer ler algo mais leve mas que prenda a atenção.
Em um quote: 

- Não é verdade - Patty diz. - Você vai encontrar alguém. Só não pode ter medo de se arriscar.

Do que é que ela está falando? Eu não faço nada além de correr riscos. Estou tentando impedir que um psicopata mate mais uma vez. Já não basta? Preciso de uma aliança no dedo também?
Algumas pessoas nunca ficam satisfeitas.

Alma de Fogo


Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por poemas, ainda mais os da época do "mal do século", aquele ultrarromantismo pessimista, quase fúnebre, misturando amor com morte, toda aquela antítese sempre me fascinou. Em uma manhã nublada (boas coisas quase sempre começam em manhãs nubladas) estava eu à procura de um livro que me tirasse o fôlego e que me tirasse também daquele marasmo literário de histórias clichês. Foi quando eu vi (e é nessa parte que todos fazem um "aaaaaaaaaahhhhh" de espanto e curiosidade): "Alma de fogo - um episódio imaginário da vida de Álvares de Azevedo".

O coração fez um "tum-tum" acelerado, os olhos brilharam, as mãos correram ao encontro daquele livro que falava sobre um dos meus autores preferidos. Mais do que depressa o entreguei à bibliotecária e disse: é esse. Levei pra casa e iniciei a leitura. E que leitura! Há romance, depravação, suspense, mistério, mortes, um clima todo gótico, meio Sherlock, meio poético, meio suspeito demais.
No século XIX, vários homicídios abalam a pequena vila de São Paulo: jovens mulheres estão sendo mortas por um misterioso serial killer. A turma de estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco acaba se envolvendo na história quando Álvares de Azevedo descobre que seu colega, Aureliano Lessa, foi acusado de ter cometido os crimes e é preso. Entre leituras, poesia, amores e boemia, o jovem escritor começa uma perigosa investigação contra o tempo em busca da verdade. Nessa ficção ágil, o leitor encontrará inúmeras informações sobre a biografia de grandes nomes da literatura brasileira como o protagonista Álvares de Azevedo, além de Bernardo Guimarães, Joaquim Manuel de Macedo e outros.
Não quero revelar mais nada: quero que descubram por si próprios. Só digo o seguinte: vale (muito) a pena ler.

Só mais uma coisa: o livro é todo ilustrado e cada capítulo começa com páginas azuis. *-* Apaixonei pela leitura. ♥
Em um quote:
Um dia lera os versos de um estudante apaixonado. Não serviam nem para limpar um par de botas. Versos babosos, rimas repetidas... uma coisa nojenta! É necessário método para poetar. Paixão, sim, mas com medida. 

Delineando

Inda agora
A alma revigora
O cansaço do tempo
Daquela dor, daquele tormento
Outrora era paz
Hoje, vento gélido
Seria eu capaz
De amar demais?
A poesia que nasce
Por um descuido alheio
Instalou-se, por fim,
Dentro do meu peito
Correndo ela vai
Por veias tão finas
Mandando sinais
Em forma de rimas.

De todos os loucos do mundo eu quis você.

AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.AMOR.

E isso resume tudo neste momento.


CFA rules

Está tudo muito bem até que alguma coisa vai mal - e esse é basicamente o resumo da minha existência.

Eu estou bem.
Estou respirando, bem disposta, minha pele está ótima, meu cabelo com ondas bem definidas e bonitas, o humor com aquela pitada linda de sarcasmo que dá toda a diferença. Então qual é o problema?
O problema é que desacreditei.

Posso ser piegas e citar CFA? Posso: "desacreditei das pessoas e de suas boas intenções". Eu até ACREDITO que há boas intenções nas pessoas à minha volta. O que não é há é coerência.
E, amigão, de incoerente e maluca já basta eu.
É complicado esperar coerência das pessoas e encontrar cada vez mais coisas que se contradizem. Uma hora algo, outra hora algo completamente diferente.
Não que eu não seja incoerente - I'm drama queen since 1993 - mas eu AVISO as pessoas a respeito disso. Qualquer um pode ver isso e não é algo que eu negue. Eu aviso que "vai chegar uma hora em que eu vou aloprar, filhote, mas tá tudo certo, apenas fica quietinho que a coisa melhorará e dali a 5 minutos eu já estarei rindo e conversando numa boa".
Mas me cobrar atitudes que eu já avisei de antemão que não terei é incoerente demais.
Mais incoerente ainda é me cobrar tais atitudes e dizer que não, eu não posso cobrá-las de volta, mesmo que a pessoa seja super coerente e blablabla e tenha cobrado porque OIII?! PARÂMETROS???
Não sei lidar.

E não posso nem reclamar porque o problema em ser maluca é que você nunca sabe se está sendo exagerada ou se realmente está com a razão.
OU SEJA - tá tudo muito bem, mas deixa eu dormir um dia inteiro que ficará ainda melhor.

Another party's over...

...and I'm left cold and sober
my baby left me for somebody new
I don't wanna talk about it
Want to forget about it
Wanna be intoxicated with that special brew ♪

É tão estranho quando algo ocorre e você sente que perdeu, mas não pode reclamar sobre porque na verdade você nunca teve esse algo e então estaria reclamando de quê, sua louca?!
Não sei.
Mas a verdade é que há muito tempo eu não sentia nada de bom e no último mês eu senti que as coisas estavam voltando aos eixos, se é que algum dia elas estiveram nos eixos, mas elas estavam indo a algum lugar.
E agora descarrilharam mais uma vez.

Hoje acordei vazia.
Nem feliz, nem triste. Apenas VAZIA.

E ficar vazia nem é ruim. O problema é o que preenche o vazio.
Prevejo muitos dramas para Julho.