Surrealismo define

Aí, durante uma conversa com o namorado respeito da programação de finde (praia + passeios + sorvete + friozinho), ele diz que:

- Sim, vai ser ótimo tomar extrato de vaca.
- Quê?!
- Sim, tu não sabia?
- Ai meldels, do que tu tá falando?
- Bem, é assim que funciona uma máquina de sorvete. Dentro dela há um compartimento onde é colocada uma vaca que é alimentada com diversas frutas. Dependendo da fruta que ela comer, o sabor do sorvete será diferente. E ele sai congelado porque lá dentro é um frigorífico, o que faz com que o leite com frutas já saia da vaca em forma de sorvete, direto nas maquininhas.
- Não. Apenas não. Eu não ouvi isso. HAHAHAHAHA De onde tu tira essas coisas, tchê?!
- Mas é a verdade, amor!
- Claro que é. Tu sabe que postarei isso no blog, né?
- Tuas amigas não quererão nunca mais tomar sorvete.
- Nem eu.
- Melhor. Sobra mais pra mim. :)

~só isso explica~

Meu namorado só não escreve contos de realismo fantástico por pura preguiça. Juro. 

Das coisas que eu nunca

Então decidi voltar com o desafio das 52 semanas e dessa vez tentarei postá-lo, ao menos, de duas em duas semanas (nem prometo semanalmente porque NÉ; cada vez que faço planos concretos coisas acontecem e nunca dá certo).

Semana 2: eu nunca...

1. Nunca fiz uma tatuagem.
Até tive pretensões de fazer alguma, porém... tenho pavor só em pensar em algo perfurando a minha pele. Fora que mudanças radicais me assustam. Eu vivo mudando de ideia. Já faço as coisas pensando em outras que gostaria de fazer no lugar. Imagina tatuar algo que ficará PARA TODO O SEMPRE, AMÉM. Pânico.

2. Nunca furei a orelha.
Isso mesmo. Em vinte e um anos de existência minha orelha jamais foi furada. Não sabemos como isso ocorreu, só sabemos que é assim que as coisas procederam em minha vida.

3. Nunca comi comida japonesa.
Porque não. Não é o tipo de comida que me atrai. Pode ser que eu coma e goste, pode ser que não. Nada contra, apenas... há massas, pizzas e lasanhas por aí.

4. Nunca fiz parte de um grupo de amigos apenas.
Tenho amigos de todos os tipos, mas isolados. Eles têm seus grupinhos, e eu... bem, eu não sou lá o ser mais sociável que existe no Sul deste país. Digamos que eu não faço questão de pertencer a algo (bem coisa de aquariana, deuzôlivre), mas gosto de ter uma variedade de amigos ao meu redor, cada um com seu estilo, gostos e vida. A gente se encontra uma vez que outra e tá ótimo. :)

5. Nunca vi Star Wars.
Não inteiramente, ao menos. Sempre, SEMPRE ocorre alguma coisa que me impede de chegar ao final da saga. Mas não desistirei, um dia eu chegarei lá (nem que seja só pra dizer que não gostei; risos)

Da falta

falta algo 
indistinguível 
que esconde-se 
atrás de um grito 

falta algo 
na cortina 
toda densa 
de malha fina 

falta algo 
em meu espelho 
talvez um reflexo 
verdadeiro 

falta algo 
no seu beijo 
sinto seus lábios 
mas não os vejo 

falta algo 
no recheio 
um sabor 
de destempero 

falta o vazio 
o desespero 
o ardor 
de estar no meio 

falta a inconstância 
e a fadiga 
a labuta 
de estar por cima 

falta o deslizar 
e o suor 
do que há 
dentro de nós 

falta um nó 
uma batida 
um aperto 
que domina 

falta o roxo 
na bacia 
um destroncar 
que alucina 

falta eu 
no seu cheiro 
seu travesseiro 
com meu tempero 

falta a bagunça 
dos lençóis 
um desafio 
entre nós 

3 livros que mudaram minha vida

Sabe quando você se depara com a tela em branco e com um desafio, mas não sabe por onde começar? Então. Porque me é praticamente impossível escolher apenas três livros que tenham mudado minha vida.

Dia desses eu estava conversando com uma amiga a respeito disso: não tenho lembranças de infância, adolescência ou whatever longe de livros. Desde criancinha meus pais me incentivaram a ler, a ter os livros por amigos, a mordê-los (sim, mordê-los! não sei dizer quantas capas eu comi, mas não foram poucas; especialmente de gibis porque eu achava, de alguma forma, que todo o conhecimento iria morar dentro de mim se eu comesse a página, risos; e eu era novinha, tá gente? tinha meus 3, 4 anos na época, depois parei com isso)...

Por isso é complicado escolher apenas três livros que tenham mudado minha vida. Mas vamos lá! Anteontem foi dia do livro e o Rotaroots propôs esse desafio, ou seja: BORA! \o/

O Morro dos Ventos Uivantes 

Como eu disse acima, eu sempre fui incentivada a ler, sempre estive rodeada de livros, blablabla, mas ainda não havia achado uma veia literária que partilhasse do meu tipo sanguíneo (ooops, tô poética!) e, portanto, gostava de ler, mas não AMAVA a leitura.
Até que li esse livro.

E, gente, o que Emily Brontë criou foi simplesmente a história mais incrível de todos os tempos. Isso porque é uma história de amor que pode passar-se por verdadeira. E naquela época, onde todos eram românticos e blablabla e finais felizes blablabla. Minha visão de amor - que nunca foi das melhores - acabou por achar uma visão gêmea nas palavras da dona Brontë.

A história é simples: um dia o patriarca da família traz, de uma de suas viagens, um menino cigano chamado Heathcliff que ele achou pelas ruas e decidiu abrigar. Ele o apresenta à família, tratando-o como filho, e nisso nascem duas coisas: o amor de Cathy e Heathcliff e a inveja/ódio de Hareton, irmão de Cathy, por aquele cigano que apareceu do mais absoluto nada só pra encher o saco e pegar a fortuna da família quando o pai morresse. Alguns anos se passam, o cara finalmente morre e aí as coisas tomam um rumo que BOOM. É lindo de ler.

Esse livro me fez amar a leitura e ele mora no meu coraçãozinho sulista (na cabeceira de minha cama, para ser mais exata).

A insustentável leveza do ser 

Acho que todo mundo que me conhece já está de saco cheio de me ouvir falar desse livro. Mas, curiosamente, nunca consegui escrever uma resenha sobre ele no blog. Por quê? Porque esse livro maravilhoso fala sobre... tudo.

Como assim "fala sobre tudo", Mia?
Senta que lá vem a história, coração.
Milan Kundera, o autor dessa obra pedante, é um senhorzinho que se usa de personagens como pano de fundo apenas para que seus grandes monólogos não pareçam tão narcisisticamente metidos a besta e sejam mais ou menos aceitos pelo grande público. Nesse livro em particular ele conta suas visões sobre filosofia, história (especialmente no quesito ~primavera de Praga~), música erudita e várias outras coisas, tudo com um pano de fundo de 4 personagens: Tereza, Tomas, Sabina e Franz.

Suas histórias importam? Sim e não. São histórias comuns, que poderiam acontecer a qualquer um naquela época e naquele lugar, porém o grande truque kunderiano aqui é que: ele vale-se das personagens para manifestar suas opiniões refletindo acerca de suas atitudes como se fosse o grande analista universal e, o livro, seu divã.

Enfim, é magnífico, maravilhoso, estupendo e já o li mais de trinta vezes desde meus 17 anos (e cada vez que o leio, percebo uma coisa diferente; é encantador!). Ele mudou minha vida porque me fez questionar coisas antes inquestionáveis, pensar acerca de tudo, não aceitar respostas prontas, analisar as situações, pessoas e a mim mesma, claro. Ele me deixou menos boba.

A casa dos espíritos 

Quando terminei esse livro minha vontade foi de abraçar a dona Isabel Allende e tomar, sei lá, um chocolate quente com ela enquanto a agradecia fortemente pelo bem que ela me fez ao escrever tal obra.

Isso porque quando esse livro me caiu em mãos eu estava numa depressão terrível. Lembro que no levei um tombo da escada, no escuro, chorei horrores e toda aquela deprê pela qual eu estava passando chegou a seu ápice. Estava acabada. Mas, como nada mais tinha a fazer a não ser esperar pelo morte (drama), abri o livro que havia pegado aquele dia e comecei a lê-lo. E, olha, foi o primeiro passo para a superação.
exato dia em que o peguei na biblioteca, ao chegar em casa,

O livro conta a história da família Del Valle - Trueba durante três gerações. Allende valeu-se da história de sua família para criar a trama que é enredada firmemente com a história política do Chile. Não falarei mais a respeito por motivos de LEIAM-NO, de verdade. Mas esse livro me fez começar a ter o sentimento de "pessoas passaram por coisas bem piores do que eu e reergueram-se; tenho de tomar vergonha na cara e mudar a minha vida, porque ninguém mais o fará por mim". Ajudou. Ajudou e muito. Literalmente, essa atitude mudou minha vida.

E é isso, gente.
Eu poderia continuar falando acerca de livros que mudaram minha vidinha por aqui, mas né, limites.
Porém, é um fato que: a leitura é, sim, transformadora. E eu não consigo imaginar minha vida sem ela.
"Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros “old school” em busca  da velha e verdadeira paixão por manter os blogs pessoais.
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5 filmes e 1 série que me aquecem o coração

Dia desses tava meio blergh. Vocês sabem como é: há dias em que a gente se sente blergh e precisa de algo que acalente nosso coraçãozinho triste. Aí recorri ao recurso infalível que sempre uso nessas horas: fui ver um dos 5 filminhos que me deixam com o peito quentinho.

Não sei como é com o povo em geral, mas eu tenho uma receita rápida pra me animar. Há quem se anime com música. Há quem se anime com amigos. Há quem se anime com festas. Eu me animo com filminhos-amor que me lembram que a vida não é essa Coca-Cola toda pra ninguém, mas que estamos aí e continuaremos nem que seja só pelo prazer de contrariar quem quer nos colocar pra baixo.

Pensando nisso decidi compartilhar minha listinha de filminhos-amor (e uma série linda como menção honrosa) com vocês. Encantem-se no processo. ♥

O lado bom da vida 

A história de Pat, um ex-professor que ficou internado por muito tempo num hospital psiquiátrico após quase matar o amante de sua esposa.
Por que ele me aquece o coração? 
Por conta da Tiffany! Tiffany é aquela personagem maluca que rendeu o Oscar pra linda da Jennifer Lawrence. E eu me reconheço horrores na personagem. Really. Porque é desestabilizada, tida por maluca, sofreu uma grande perda, mimimi, depressão, ansiolíticos, blablabla, e mesmo assim tá lá tentando dar uma chance à vida, dar o seu melhor, porque se dermos nosso melhor as coisas tendem a (obviamente) melhorar. Talvez não da forma como gostaríamos, mas da forma que der. E isso já é uma grande coisa.

Frozen 

Todo mundo conhece. Todo mundo sabe. A princesinha de Arendelle que tem um superpoder: o poder de congelar coisas! E tudo está sob controle, até o dia em que ela, ops, congela tudo à sua volta e instaura um inverno eterno.
Por que ele me aquece o coração?
Estranhamente dias frios, filmes frios, clima gelado, neve e blablabla me deixa com o coração calmo. Especialmente se a história envolver contos de fadas, princesas, músicas fofas e maravilhosas e um toque de magia. Fora que: ANNA É A MELHOR PERSONAGEM EXISTENTE, MELDELS! ♥

O diário da princesa 

Mia Thermopolis um dia acorda e, WOW, descobre ser uma princesa. De verdade.
Por que ele me aquece o coração?
Vamos começar pelo fato de que: toda Mia é louca. Maluquinha. Descompensada. Assim como eu, a princesa Mia não sabe se portar, não sabe a hora de calar a boca, não tem senso de moda e só não é mais atrapalhada porque tem quem a guie o tempo inteiro. Mia = ♥ Dá um alento no coração saber que há esperança, mesmo para as pessoas atrapalhadas.

Orgulho e preconceito 

É a história de Elizabeth Bennet, uma jovem irreverente e cheia de pensamentos próprios que não eram lá muito adequados para a época em que vivia, que conhece um certo rapaz arrogante e pomposo chamado Mr. Darcy e... bem, o resto é história.
Por que ele me aquece o coração? 
MR. DARCY, SEU LINDO!!!! Mentira, que eu demorei MUITO tempo pra simpatizar com o Mr. Darcy. Mas se há algo nesse filme (no livro, na obra, aliás: Jane Austen, te dedico ♥) é o fato de que o casamento, na visão de Elizabeth Bennet, não é o grande upgrade da vida e ela prefere passar a existência inteira sozinha do que casar por conveniência (como era o costume da época). Ontem mesmo, conversando com meu namorado enquanto ele assistia esse filme maravilhoso, ele comentou que Lizzie é um tipo de versão fictícia minha. E nem discordarei, porque o motivo de eu amar tanto essa obra é justamente o grande reconhecimento que tenho com a personagem principal. Dá um alento, porque faz pensar que, poxa vida, sempre há um caminho, mesmo para os mais socialmente desajustados.

Encantada 

A história da princesa Giselle que literalmente sai do universo de contos de fadas e vai parar no mundo real. Através de um bueiro.
Por que ele me aquece o coração? 
GENTE, É UMA PRINCESA TODA MARAVILHOSA COM VESTIDO RESPLANDECENTE QUE SAI DO BUEIRO NO MEIO DA CIDADE DO MAIS ABSOLUTO NADA PROVANDO QUE CONTOS DE FADAS ARE REAL E ISSO ME DEIXA FELIZ, TÁ?! Feliz a ponto de escrever tudo em caps lock. ♥

How I met your mother 

A história de Ted Mosby que conta para seus filhos uma longa (e bota longa nisso!) história de como conheceu a mãe deles.
Por que me aquece o coração?
Sempre que tô deprê, triste, me sentindo terrível, achando que morrerei sozinha cercada de trocentos livros na minha eterna solidão, blablabla, mimimi, paro tudo o que estou fazendo e vejo HIMYM. Por quê? Porque se Ted Mosby conseguiu, eu também consigo (vocês não têm noção, mas esse é meu lema pra vida). É bem simples. Didático. E ó: funciona. Série-amorzinho que sempre ajuda. ♥

Então a lição de hoje, crianças, é: + filmes (+ séries), - descontar frustração/tristeza/whatever nos outros. O mundo agradece. :) 

A eterna polêmica do trabalho em grupo, ou "should I stay or should I go?"

Trabalho em grupo, né.

Nunca dá certo. Todos sabemos. Não sei por que raios os professores insistem em reunir pessoas que, se oportunidade tivessem, jamais olhariam uma pra cara da outra, quiçá trabalhariam juntas. "Treino para a vida real", eles dizem. Mas na vida real eu receberei um salário para tal tortura e poderei me acalmar com o mantra "futuros livros, vestidos rodados e DVDs do Queen e Doctor Who". Na sala de aula eu apenas tenho vontade de sair correndo e gritar "entendam-se com meus advogados".

A pessoa tem uma função. UMA FUNÇÃO. Apenas uma que é pra não sobrecarregar ninguém.

Aí a criatura pega e, após receber instruções claras do professor de que todas as alterações deverão ser escritas e registradas num documento compartilhado por e-mail para que o professor possa saber ao certo quem fez o quê, procura o e-mail do meu namorado (que também vem a ser meu colega) e envia APENAS PARA ELE tudo o que fez e o que pretende fazer.

Nessas horas eu me pergunto: isso é falha na cognição ou falta de tapão?

~Michel me entenderia~ 

No que mando um e-mail sucinto dizendo que ou a pessoa se ajeita e aprende a fazer trabalho em GRUPO (nunca dá certo) ou que faça sozinha.

Aí dizem que sou a briguenta, a malvada, a vilã da história apenas porque GENTE, CONCENTRAÇÃO, FOCO, NADA DE EXCLUSÃO NO GRUPO.
Depois eu digo que não vou com a cara de 98% da humanidade e as pessoas ficam abaladíssimas porque onde já se viu isso, todo mundo é legal, todo mundo é supimpa, tu que é muito mal humorada, Mia. QUEM DERA.

Em duas palavras: dardos tranquilizantes. 

Lemon pie

Hoje uma amiga de anos, durante uma conversa randômica na faculdade, disse que "Mia, não te vejo como professora. Tu é ruim. Tu é malvada.".

Logo depois, uma menina, de quem não gosto nem um pouco, mas a quem nada fiz, correu de mim (novamente) como o diabo corre da cruz, apenas com um olhar meu. (Okay que aquela tem de correr mesmo, porque né, me chamou de ridícula. E direi uma coisa bem séria aqui: RIDÍCULA É A IMAGEM QUE REFLETE NO ESPELHO DELA. Mentira, sou otária, não ligo pra moda, maquiagem me causa preguiça e não tenho saco pra gente que vive a vida como se ela fosse um peso imensurável, mas me chamar de ridícula é pedir pra ganhar uma bonequinha de voodoo pessoal; não que eu vá, de fato, fazer isso, mas acho que ela percebeu que não é boa ideia mexer com uma pessoa com stellium em escorpião. Mas enfim.)

Minutos mais tarde uma outra amiga me disse, do mais absoluto nada, que não é pra eu ficar séria, pelamordedeus, porque eu séria fico com um olhar demoníaco, um olhar de quem está pronta para matar alguém e comer sua carne no jantar.

Durante a aula, outra amiga disse que JAMAIS quer ser minha inimiga, porque deuzôlivre.

Cheguei em casa e uma outra amiga minha postou a seguinte coisa em minha timeline do fb (dizendo que lembrou-se de mim):


Dizem as más línguas que se quisermos saber como realmente somos devemos perguntar às pessoas que convivem conosco como elas nos veem.

Se isso for verdade, gente, eu sou a Paola Bracho versão sulista.

Medo. 

Clementine era uma aquariana de cabelo azul

Uma vibe meio Clementine de ser. Aquela coisa de achar que não se está vivendo a vida ao máximo. De pular de interesses num intervalo de meia em meia hora. De querer e desquerer coisas quase ao mesmo tempo. De não saber o que fazer para acalmar essa maldita ansiedade de não estar fazendo algo útil da vida, apesar de se estar fazendo tantas coisas ao mesmo tempo. De não saber focar, concentrar, parar, respirar.

Ou seja:
CLICHÊ!


Isso tudo pra dizer que é domingo, a ansiedade tá pegando forte e me acalmarei com bolo de chocolate + episódios de Supernatural. Porque sim. 

Da série "is this the real life? is this just fantasy?"

Cheguei à faculdade cansadíssima (todo mundo aqui já sabe da minha rotina anormal de ficar 20h por dia estudando/trabalhando, né? ótimo) e, como ainda tinha alguns minutinhos de sobra, sentei num banco, sob a sombra de uma árvore, e fiquei tomando uma água e curtindo uma vibe ~modo sono operante~, quando ouvi o seguinte diálogo:

— Mas tu sabe que eu gosto MESMO é de homem.
— Tem certeza? Não quer experimentar uma mulher?

Nisso, fiz a Reagan e dei aquela virada de cabeça pra ver de onde vinha aquela conversa peculiar quando me deparei com uma cena insólita: no banco atrás do meu havia 2 senhorinhas freiras conversando. E ELAS CONTINUARAM COM ESSE PAPO ENQUANTO EU OLHAVA E ESFREGAVA OS OLHINHOS PORQUE NÃO É POSSÍVEL, GENTE.

~alegrando-se no senhor~ 

Para completar a cena, uma fruta dura (não sei o que era, não me perguntem) caiu na minha cabeça, me acordando do transe no qual havia entrado porque SENHORINHAS FREIRAS, HELLO.
Poc.

Saí de lá antes que me chamassem pra o papo.
Medo dessas freiras. 

Aí abro meu e-mail, e...

Me deparo com isto: 


E né?
Tô orgulhosa pra caramba? Tô.
A ponto de colocar o print de um e-mail no blog? SIM.
Porque minha redação foi uma das 5 melhores do vestibular da UFRGS e isso é incrível. Mesmo. É o tipo de coisa que me faz abrir um sorriso de orelha a orelha. Elogiem minha escrita, não a minha roupa. Não dou a mínima pra maquiagem, pra moda, pra todas essas coisas. Especialmente pra beleza que de mim não depende (genética, né? sei lá, cada vez que uma pessoa me elogia por ser bonita ~parabéns pela beleza~ tenho vontade de mandá-la parabenizar meus pais, porque não faz sentido ser elogiada pelo que nada fiz). Agora, a pessoa elogia minha escrita e eu fico TODA boba. ♥

Porque eu posso não ser a mais bem vestida, a mais bonita, a mais simpática, a mais comunicativa. Mas que eu arraso nas regras da língua portuguesa*, isso é fato.

*quando quero, afinal, isto aqui é um blog, não uma prova de redação da UFRGS. :) 

Draminha #1

Quando eu fico doente acabo ficando ~emocionalmente doente~ junto.
Porque tem a manha, né? E se eu dissesse pra vocês que tô velha demais pra fazer manha estaria mentindo descaradamente. Afinal, uma pessoa de vinte e um anos que faz faculdade e trabalha também tem direito a manha, não tem? Eu acho que tem. Eu odeio isso em mim, mas é algo que nem posso controlar. Sinto que estou ficando doente quando começo a necessitar de abraços. Não sou uma pessoa que gosta de abraços (e, namorado, se você estiver lendo isso: eu não gosto de abraços; você é exceção porque é fofinho e tá sempre quentinho, MESMO). Não gosto de contato físico. As pessoas vêm me abraçar e eu fico parada feito uma estátua, sabe? NÃO SEI LIDAR COM CONTATO FÍSICO. Mas quando tô ficando doentinha, PRECISO de carinho. Pareço criança, eu sei, mas é a verdade. (Culpo a Lua em Câncer por isso, claro.)

Aí que estou doente.
Resfriado. Que não é gripe, gente. Lembremos que gripe é aquela coisa que mata. Resfriado apenas é um tipo de dementador que te invalida por uns três dias e te obriga a se dopar de remédios pra lidar com o mal estar geral. Além do resfriado, adivinhem o sangue de quem resolveu descer subitamente após quase TRÊS MESES de amenorreia inexplicável?  POIS É.

Mas aí que estou resfriada e com um T-Rex no útero e amanhã irei pra casa da sogra passar a Páscoa.

Imaginem a manha.
Imaginem a carência.
IMAGINEM O DRAMA.

Quero nem ver, gente. Quero nem ver.

Que vibe errada pra Páscoa.