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12 setembro 2018

Eu odeio menstruar. 
Odeio, odeio, odeio. 

Os últimos dois dias foram de cólicas infinitas e dolorosas, cabelos desgrenhados, muitos remédios que mal fazem efeito e faltas em aulas que eu não poderia faltar porque simplesmente sem condições de ficar longe da minha cama neste momento. Fora o desgaste físico, tem o emocional: quem é que aguenta todos esses hormônios pulando de um lado pra o outro, fazendo a pessoa ficar triste, feliz, irritada e entediada, tudo isso durante apenas uma hora? Pra mim, a menstruação é a grande prova de que o universo tem um senso de humor bem sacana. "Terás peitos bonitos, mas sangrarás por uma semana todo mês e sentirás dores excruciantes pra isso." Sacana. 

Mais sacana ainda é uma antiga amiga minha. Enquanto eu estava em posição fetal na minha cama, amaldiçoando o dia em que meu gênero foi definido no ventre da minha mãe, lembrei de uma coisa que ela havia falado certa vez, quando eu estava noutro Dia da Cólica. Segundo ela, as minhas cólicas só existem porque eu não aceito a minha menstruação, não aceito a minha vulnerabilidade, o meu sagrado feminino, porque eu odeio o meu útero. Ela só tem couro cabeludo ainda porque teve a sensatez de sair da minha frente na hora em que viu meu olhar a isso. E ontem, se eu tivesse cruzado com ela, não sei o que teria acontecido porque a raiva que eu tenho de gente que não sente cólica e quer achar que pra tudo existe uma explicação esotérica, sendo que a única explicação plausível é loteria genética, é algo incomensurável. 

Se eu pudesse fazer um pedido, seria não menstruar nunca mais.* Nunca mais acordar ensopada em sangue porque o absorvente não deu conta, nunca mais ter de faltar aula pra ficar me contorcendo de dor enquanto espero o remédio fazer efeito, nunca mais ter mudanças súbitas de humor e me achar um fracasso total por causa da tpm. 


Infelizmente, não é assim que as coisas funcionam. Por isso, tenho um blog. Pelo menos posso escrever ao invés de sair batendo nas pessoas. 


*Sim, pessoa bem intencionada, eu sei que existem remédios que interrompem o ciclo menstrual, mas eles simplesmente não funcionam pra mim. Pois é, loteria genética win-win. ;) 
30 agosto 2018

Desculpaí, gente, mas aconteceu. 
Foi a primeira vez desde 2014 que eu não completei direitinho um BEDA. Me sinto muito um fracassinho, mas ao mesmo tempo muito adulta por ter priorizado coisas que precisavam ser feitas ao invés de largar tudo pra postar no blog. (Ser adulto é muito chato, by the way). Mas não se preocupem, este blog não morrerá, muito pelo contrário: como agora a minha rotina é ainda mais doida (pode ou não ser verdade que dormi durante meia hora no banheiro quando tinha ido só fazer xixi, pois uma mulher exausta, eu), a ideia é organizar tudo direitinho pra ter pelo menos um post por semana (dois, se tudo der certo). Também tô querendo dar uma modificada em tudo, mudar o nome do blog, a url, o layout... Veremos. 

Enquanto isso, fora da bolha virtual, tenho trabalhado muito, estudado muito, me exercitado muito e dormido pouco. Porém já consegui emagrecer 1 quilo, então vamo que vamo que a coisa vai dar certo. 

24 agosto 2018




Vi lá no blog da Cacá e é claro que não deixaria de responder. :) 

1. “É só uma lembrancinha…” - Um livro curto ou com menos de 100 páginas que tenha te encantado.
Gente, não sei? Acho que não li nada com menos de duzentas páginas nos últimos tempos. 

2. “Não precisava!” - Um livro que você amou ganhar de presente ou qual tipo de livro você mais gosta de ganhar.
Eu amo ganhar livros. Inclusive, me deem livros de presente ♥ Um que amei ter ganhado foi o Tartarugas até lá embaixo, do João Verde. Livro excelente que virou favorito. 

3. A embalagem perfeita - Uma capa sensacional.
Acho que não dá pra falar de capas sensacionais sem citar a Darkside. Tem algumas capas deles que são maravilhosas, mas a minha preferida é a de A longa viagem a um pequeno planeta hostil. Ela mostra um céu estrelado e BRILHA como se realmente estivéssemos observando o céu à noite. É linda demais.

4. Presente dos deuses - Um livro que mudou sua vida.
Como todos já sabem, a resposta só pode ser A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera. Esse é o livro mais especial e significativo que já li. Ele realmente mudou a minha vida, tanto como leitora quanto como pessoa.

5. Surpresa! - Um livro que você começou a ler sem muitas expectativas e te conquistou.
Essa é uma história engraçada: apesar de hoje ser um dos meus livros preferidos e de eu viver enaltecendo a dona Emily Brontë, passei toda a infância e metade da adolescência torcendo o nariz pra O morro dos ventos uivantes. Lembro que achava a capa, da edição que meu irmão tinha na estante, sem graça e também estranhava muito que ela fosse a única mulher dentre todos aqueles autores clássicos. Não tinha muito interesse, achava que era uma história de amor - e eu nunca tive paciência pra essas coisas. (Vou nem entrar no mérito do preconceito literário porque ÓBVIO DEMAIS.) Mas um dia parei pra ler e fiquei completamente obcecada pela história hahahaha É um dos melhores livros já escritos e acho muito bacana o fato de eu ter dado uma desprezadinha nele por pura idiotice infantil e hoje ele ser um dos meus favoritos, risos.

6. “É a sua cara!" - Uma narrativa ou personagem com os quais você se identifique.
A insustentável leveza do ser é totalmente eu. Antes achava que eu era Tereza, agora acho que sou mais a Sabina, mas o ponto é que aquele livro sou eu de tantas maneiras que parece que o Kundera viajou no tempo só pra observar a minha vida e escrever esse livro hahahahaha

7. Presente de grego - Um livro que não era nada do que você pensava e te decepcionou.
Enclausurado, do Ian McEwan. Eu amo as coisas que esse senhorzinho escreve, mas nesse aí ele simplesmente viajou demais. Nada contra um escritor viajar demais, inclusive apoio, porém ficou uma coisa tão absurda, mas TÃO absurda, que eu não conseguia nem ler direito porque quando a gente vai ler McEwan, a gente vai na expectativa de uma narrativa uniforme e verossímil, que vá crescendo com seus personagens tendo uma abordagem psicológica de primeira. Aí me deparei com um feto que sabe mais de geopolítica do que eu. Se catar.

8. “Mais afortunado é dar do que receber…” - Um livro especial que você deu de presente ou daria.
Nunca acertei dando um livro de presente. :( Na real, é que as pessoas à minha volta não gostam muito de ler, então isso dificulta bastante na escolha. Dou livros pra mim mesma e já é o suficiente.

9. “Pode trocar, se precisar!” - Um livro que você começou a ler, mas teve de parar: não deu para continuar!
Não sou de abandonar livros, mas um que abandonei com gosto foi O Processo, do Kafka. Os fãs de Kafka que me perdoem, mas que homem mimizento. Meu deus, dá pra entender por que nem a família gostava dele. Sério, ele era extremamente dramático e chato, chato, chato. Porém, era uma pessoa consciente disso e queimou a maior parte da sua obra - só não destruiu o resto porque morreu antes. No entanto, um amigo dele decidiu publicá-lo e não se contentou com apenas A metamorfose (esse sim, um ótimo livro) e agora estamos aí, com gente tendo de estudar um dos livros mais chatos que já foram escritos.

10. Ainda na wishlist… - Aproveite o momento para dar aquela dica do que quer ganhar!
A wishlist é gigantesca, mas o mais novo integrante dela é o Pequenos incêndios por toda parte, da Celeste Ng. Não dava nada por ele, aí um dia comecei a folheá-lo na livraria e amei aquele início. Tenho quase certeza de que vou amar a leitura.
23 agosto 2018

Tem dias em que tudo dá errado e em que estamos tão cansadas que mal conseguimos manter os olhos abertos. Nesses dias, especialmente neles, é que precisamos nos lembrar que não somos infalíveis, e tá tudo bem. É só um dia, não a vida inteira. Você não é definida por um dia exaustivo, mas sim por um conjunto de coisas incríveis que fazem você ser quem é. 

É preciso ser gentil. 


22 agosto 2018

Como vocês já sabem, comecei a academia. A ideia é emagrecer trinta quilos e caber novamente nas minhas roupas. Até que tenho conseguido manter a dieta - cortei pães, doces e afins, tô só a base de frutinhas e coisas naturais agora -, mas confesso que recusar batata-frita e pizza não tem sido nada fácil, risos. No entanto, é aquilo: GOALS. 

Só que, como faz tempo que tô nessa vida sedentária de jovem estudante que trabalha e estuda sentada o dia inteiro, não lembrava mais como é ter o corpo em movimento e como isso dói. 

Como eu pensei que seria a academia: 


Como realmente está sendo a academia:


~imagens reais da sessão de exercícios de hoje~

Uma das piores coisas da academia, além da música ruim, das pessoas maquiadas levantando ferro e te olhando com olhar de desprezo (SAI PRA LÁ, FILHA) e dos banhos coletivos é que eu sou obrigada a estar naquele ambiente que eu detesto porque realmente preciso fazer isso, sendo que eu preferia mil vezes caminhar ao ar livre. Só que a cidade, ela é violenta, e não tem condições de sair por aí dando uma de Kimmy Schmidt. 

Faz uma semana que comecei a academia e, obviamente, a essas alturas, eu já queria estar assim: 

~obrigada, pai, obrigada, mãe, obrigada a todos que me apoiaram e incentivaram blablabla~

Mas obviamente a verdade é que estou assim:

~dá um tchauzinho agora, dá~

Pra ser bem sincera, só o poder do ódio me faz continuar porque vou caber nas minhas roupas na marra e não vou comprar roupas novas e bonitas enquanto não emagrecer e ponto final. Infelizmente a vontade é de desistir e ir comer umas batatinhas, pois batatinhas = comida mágica, mas eu realmente não tenho estrutura pra sediar o evento obesidade e preciso dar um jeito nisso. 

Mas relaxem que não vou dar uma de blogueira fitness não, RISOS.