menu
18 julho 2018


1. Esse era pra ter saído no outro, mas esqueci, porém preciso colocar aqui pois CARRIE, VOCÊ FEZ O QUE TODOS NÓS QUERÍAMOS TER FEITO! Carrie Fisher teve caso com Freddie Mercury e com David Bowie e eu só tenho respeito por essa mulher. (Inclusive, passei uma adolescência inteira fantasiando a descoberta da viagem no tempo e como eu total ficaria amiguinha deles, ousseje, risos.) 

2. Já desisti do rolê feminista na internet há muito tempo, pois stress demais pra minha saúde mental, mas decidi que a minha contribuição será sempre compartilhar e enaltecer os trabalhos de mulheres que total merecem maior visibilidade. Aí que tem essa matéria sobre a primeira cartógrafa mulher nos EUA e eu achei isso demais porque sempre vemos em filmes e séries os homens cuidando dos mapas e parece longe demais pensar numa mulher fazendo isso séculos atrás, quando a sociedade era bem pior do que agora. Então, vale a leitura. 

3. Todo mundo já deve ter visto, mas descobri apenas recentemente e estou completamente obcecada por esse vídeo fazendo uma música divertidíssima com um background histórico do quadro As meninas, do Velásquez. Sou completamente apaixonada por história da arte e um dos meus passatempos preferidos é ficar assistindo a documentários sobre as histórias por trás das pinturas, então descobrir isso foi algo que AAAAAAAAAAAH MEU DEUS QUE MARAVILHOSO. Vejam e cantem comigo VELASKE YO SOI GUAPA? ♥ 

4. O gótico nunca morreu porque ele sempre esteve morto é uma dessas reportagens divertidas e bacanas que a gente encontra por aí vez que outra. Como o dia do rock foi a recém, teve muita coisa legal sendo produzida a respeito da cena e eu, como boa ex-gótica (os tempos de escola, risos), adorei demais essa reportagem pois totalmente verdade (menos a parte dos cemitérios, que isso é estereotipado e desnecessário demais; mas o resto é realíssimo). 

5. Ainda sobre o dia do rock, as gurias do Valkirias fizeram uma lista com disquinhos maravilhosos pra ouvir cheia de dicas musicais para se ouvir mais mulheres (até porque, vamos combinar, o rock tá cada vez mais esse espaço misógino e pavoroso, e chega disso, né).  

6. Eu odiava demais os emos da escola porque todos pareciam ter medo da água e andavam fedendo e com cabelos sebosos por aí, mas o que a reportagem sobre eles fala é verdade: o emo foi o último movimento importante do rock brasileiro. Fazer o quê, né. Porém, gostei da abordagem e agora até sinto sdds do emo. 

É isso, gente. 
Até semana que vem com mais linkinhos de coisas legais. :) 
11 julho 2018


Não sou muito de ler coisas tristes e pesadas porque acho que de triste e pesada já basta a vida, então sempre dou preferência a coisas que me fazem feliz, mas me enviaram um livro e pediram pra eu dizer o que eu achava, então fui ler e: gente. 

GENTE

É mais ou menos assim: a guria tá lá, vivendo a vida dela, cuidando das filhas e do marido quando descobre que seu pai fugiu da prisão. Ela fica bem louca, pois o homem é perigoso, manda as crianças pra longe e sai à caça do pai. A gente fica meio que diabos, mas então descobrimos que o pai dela é um raptor, estuprador e assassino e que manteve ela e a mãe dela cativas por anos numa cabana na floresta. 

Enredo simpático, né? 

Mas apesar de toda a vibe errada da sinopse, o livro é tranquilíssimo de ser lido. A Helena, a filha do cara, é a narradora e ela vai intercalando lembranças da vida na cabana com o que está acontecendo no presente, então fica uma narrativa meio policial, com um mistério do que diabos aconteceu... é bacana sem ser a coisa horrível e pesada que parece. 

The marsh king's daughter
Karen Dionne
320 páginas
G.P. Putnam's Sons
Ano de publicação: 2017  

O que eu mais gostei é que, ao contrário de outros livros por aí (estou falando com você, A garota no trem), nesse a Dionne realmente pára pra refletir sobre as questões psicológicas das personagens, como passar anos em um cativeiro e o que isso faz com a sua cabeça. É um trecho melhor do que o outro, grifei demais o livro. 

"Quando eu era criança, não tinha ideia de que havia algo errado com minha família. Crianças geralmente não percebem. Qualquer que seja a situação, é o que entendem como normal. Filhas de abusadores acabam se envolvendo com homens abusivos quando adultas porque é com isso que estão acostumadas. Parece conhecido. Natural. Mesmo que não gostem das circunstâncias em que foram criadas."

A Helena não apenas foi aprisionada por seu pai como foi criada no meio do mato sem conhecer a civilização e sem saber que era prisioneira. Tudo o que ela conhecia era o que seu pai lhe mostrava: as caçadas, a natureza e a cultura indígena. O único sinal do mundo exterior com que ela teve contato durante doze anos foram umas revistas antiquíssimas que retratavam a vida de indígenas em diversos lugares do mundo (até mesmo aqui, em terras brasileiras). Ela realmente achava que estava apenas vivendo sua vida normalmente e idolatrava aquele pai, que era um grande caçador e um homem destemido. Não fazia a menor ideia do monstro que ele era e não conseguia entender por que a mãe era tão estranha a ele.

Só depois que um evento x acontece é que ela se dá conta de que as coisas não eram tão perfeitas quanto ela imaginava e que havia toda uma outra realidade que ela não conhecia. Ela nunca tinha ido pra escola ou andado de bicicleta e só havia falado com duas pessoas durante toda a sua vida: sua mãe e seu pai. A menina era um bichinho do mato que só sabia que era feliz ali. E como é que se vai fazer com que uma criança entenda que aquilo não é normal, que o que ela viveu foi um abuso, um rapto, um crime, se tudo o que ela conheceu como real e correto foi a vida no pântano? Um pouco complicado. Mesmo depois de adulta e com uns bons anos convivendo em sociedade, Helena ainda tem probleminhas pra se ajustar porque certas coisas simplesmente não fazem sentido pra ela. Eu amei que a autora tenha enfatizado bastante isso porque lembro bem daqueles casos de caras que raptaram meninas e tiveram trocentos filhos com elas. Lembro que elas foram libertadas e tal, mas sempre fiquei me questionando o que acontece na cabeça de uma pessoa que vive um trauma desses. Não sei se dá pra viver normalmente depois disso.

"Depois que eu soube a verdade sobre meu pai e minha mãe, costumava me perguntar por que minha mãe não havia fugido. Se ela odiava viver no pântano tanto quanto afirmou mais tarde, por que não foi embora? Ela podia ter atravessado o pântano quando ele estava congelado, enquanto meu pai e eu conferíamos as armadilhas. Podia ter calçado as botas de borracha de meu pai e se enfiado pelo pântano enquanto nós estávamos pescando na canoa dele. Podia ter roubado a canoa e remado para longe enquanto estávamos caçando. Entendo que ela era uma criança quando meu pai a levou para a cabana, então algumas dessas opções talvez não lhe tivessem ocorrido no começo. Mas ela teve catorze anos para planejar alguma coisa. Agora que li relatos de meninas que foram raptadas e mantidas cativas, entendo mais sobre os fatores psicológicos que estavam envolvidos. Algo se quebra dentro da mente e da vontade de uma pessoa que foi privada de autonomia. Por mais que gostemos de pensar que lutaríamos como linces se estivéssemos em situação similar, as chances são de que acabássemos desistindo. Provavelmente em pouco tempo. Quando uma pessoa está em uma posição em que quanto mais ela luta, mais duramente é castigada, não demora muito para aprender a fazer exatamente o que seu captor quer.

Isso não é síndrome de Estocolmo; os psicólogos a chamam de desamparo aprendido. Se uma pessoa raptada acreditar que seu captor não vai mais castigá-la ou até mesmo lhe dará uma recompensa, como um cobertor ou um pouco de comida, se ela fizer o que ele manda, ela o fará, por mais repugnante ou degradante que possa ser. Se o raptor estiver disposto a infligir dor, o processo anda muito mais rápido. Depois de um tempo, por mais que deseje, a cativa nem sequer tentará escapar."

Não sei ainda quando ele será lançado no Brasil (a previsão é pra este ano, mas né, mercado editorial, blablabla), mas total vale a pena ser lido. Meu conselho (hahahaha que séria) é: esperem até o final do ano; se não for lançado até lá, leiam em inglês mesmo porque baita livrão.

09 julho 2018


1. O Art Garfunkel, aquele mesmo da dupla que cantava a música tema da vida de muita gente, The sound of silence, tem um site com sua lista de leitura atualizada. E daí, qualquer um, né? E daí que ele é mega organizado e listou tudo ano a ano, desde 1968 até agora. SÃO CINQUENTA ANOS DE LEITURA REGISTRADOS! E só tem livrão ♥ Além disso, ele também separou uma lista com seus favoritos - e não sei vocês, mas eu nunca havia imaginado o Garfunkel lendo Elena Ferrante. Amei demais. 

2. Foi encontrado um retrato original da Elizabeth I. Um historiador e especialista de arte da BBC encontrou um raro quadro que mostra a rainha lá pelos seus primeiros anos de reinado, quando ainda era jovem e sem toda aquela pompa pela qual ficou conhecida depois. Apesar de todo o valor histórico e de eu achar demais esse tipo de descoberta, fico me perguntando se as pessoas da época eram tão feias ou se os pintores é que eram ruins, porque basicamente todo mundo aparece bem horrível nesses quadros antigos. (Aliás, que cara de coruja da dona Elizabeth, vamos combinar.) 

3. Parei pra ouvir o novo álbum da Florence, High as hope, e fiquei muito apaixonadinha. Fazia tempo que não ouvia algo dela de que gostasse tanto - não me entendam mal, adoro a voz dela e as músicas são bacanas, mas não sentia uma conexão real; mas, com esse novo álbum, a coisa foi instantânea. Como ainda tô engatinhando no quesito falar sobre música, deixo aqui o link do que as gurias do Valkirias falaram sobre esse disquinho

Eu nem vou falar do grande assunto da copa porque já tem o twitter inteiro fazendo isso por mim, mas que vergonha aquele jogo, meu deus. 

É isso, gente. 
Semana que vem tem mais linkinhos. :) 
05 julho 2018

Descobriram, né? A identidade do torcedor misterioso que exala morte e destruição e usa o poder do ódio pra afugentar os adversários do Brasil, digo. Achei ótimo que a realidade superou a ficção e o cara é mais peculiar ainda do que imaginávamos: o menino Yury Torsky é russo, trabalha numa estação espacial e vive sua vidinha comendo muitos caranguejos, curtindo uns heavy metal e parecendo que vai sugar as almas alheias pra um lanchinho da tarde. 

~fazendo umas magia pra outra seleção~

Eu entendo demais o espanto desse menino torcedor porque passei a vida inteira ouvindo as pessoas dizerem que pareço que vou matar alguém. Todo mundo me chama de psicopata, gótica, trevosa, bruxa e afins só porque eu tenho um sereno e doce olhar de ascendente em escorpião. 

(Aliás, adoro que alguém tenha se prestado a stalkear até a alma do cara pra fazer o mapa astral dele e descobrir que ele, obviamente, tem ascendente em escorpião. Como todos nós, pessoas com escorpião no asc, ele é gente como a gente, mas parece ter saído de um filme do Tarantino e respirar morte e destruição.) 

Observem: 

 ~uma menina feliz no ano novo~

 ~uma menina feliz e de trança indo pra um encontro~

 ~uma menina feliz e com altas edições no fundo pra não mostrar pessoas indesejadas na foto~

 ~uma menina feliz e brincalhona fazendo piada com bolacha maria junto de sua amiga~

~uma menina feliz e maquiada tirando foto pra flertar - em épocas em que eu ainda me prestava a isso, risos~ 

~uma menina feliz e agasalhada simplesmente tomando um solzinho no inverno~ 

~uma menina feliz e com um cabelão que quero de volta também tomando um solzinho na escola~ 

~uma menina muito feliz sendo fotografada profissionalmente e amando tudo~

Claramente eu não tenho medo de passar vergonha, mas o fato é que: recebi um comentário me chamando de psicopata, gótica, bruxa ou de alguém dizendo ter medo de mim em cada uma dessas fotos. Sendo que ESTOU MEIGUÍSSIMA EM TODAS. 

ESSA É A MINHA CARA DE FELIZ E MEIGA 

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH 

Esses dias mesmo um antigo professor do colégio me encontrou e começou a conversar comigo, dizendo que eu era dark, gótica e trevosa nos tempos de ensino médio, sendo que eu sempre fui um amorzinho que adora músicas da disney e dorme com ursinhos. 

Era só isso mesmo, gente. 
Post completamente irrelevante e inútil, mas se a gente não for ser irrelevante e inútil no próprio blog pessoal, vamos ser onde, não é mesmo? 
02 julho 2018

RITMO, É RITMO DE FESTA ♪

Tava demorando, né? Mas apesar do delay, eu não ia perder a chance de fazer uma lista literária. Dessa vez, a lista é de livrinhos pra ler de autores das seleções das oitavas de final. Eu nem curto futebol, mas Copa é Copa e já que tá todo mundo envolvido e animado por conhecer novas seleções e lembrar de países nos quais a gente nunca pensa, por que não aproveitar pra ler coisas diferentes? Então, bora. 

~da esquerda pra direita, de cima pra baixo: Tiffany Calligaris, Michel Houellebecq, Javier Marías, Kazuo Ishiguro, Ariano Suassuna, Thomas Mann, Dubravka Ugrešić, Gabriel García Márquez, Liev Tolstói, José Saramago e Jane Austen~

(Obviamente que alguns jogos já foram feitos e algumas seleções já saíram, mas isso não importa, o que importa é que o Brasil ainda está no jogo, ao menos por enquanto; não seja chato, bora curtir a lista a lista tá bacana.) 

1. Brasil - Auto da Compadecida, do Ariano Suassuna 
Foi difícil escolher entre esse e o Memórias de um sargento de milícias, mas o Auto representa demais a alma do brasileiro - além de ser um dos livros mais divertidos que já li. Então, leitura mais do que recomendada pra todo mundo entender um pouco mais da alma brasileira. 

2. Japão - O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, do Haruki Murakami 
Eu sei que recomendar Murakami quando se fala de literatura japonesa é algo super clichê, porém infelizmente ainda não li muita coisa de lá. Então vou colocar esse como indicação tanto pra mim quanto pra qualquer um que for ler esta listinha, já que comprei ele ontem num sebo que tá fechando (sdds, sebo) e tava tudo pela metade do preço. Parece ser uma história bacana sobre amizades que se desfazem e a gente tentando se acertar na vida de jovem adulto que ainda não sabe direito qual é o seu lugar. Tô bem empolgada pra lê-lo. 

3. Rússia - Anna Kariênina, do Liev Tolstói 
CLICHEZÃO, mas é um dos meus livros favoritos da vida, como já falei bastante aqui no blog, e acho que representa bem o espírito russo de tentar lidar com as coisas de forma educada até ver que não dá mais e dar a louca no desespero. É lindo, lindo, lindo. O Tolstói era um baita escritor e eu amo tudo o que esse cara escreveu, mas Anna Kariênina é meu preferido de longe. Tem de ser lido. 

4. Bélgica - Maigret entre os flamengos, do Georges Simenon 
O Otto Maria Carpeaux disse que não existe literatura belga porque não há uma identidade cultural do povo como um todo. Não sei se isso é verdade porque nunca li um livro belga, mas tendo a acreditar até que me provem o contrário. Porém, coloquei aqui um livro desconhecido que achei bacana e já coloquei na lista de leituras. É um livro policial com um detetive, uma coisa meio Agatha Christie, e se passa na Bélgica, então acho que já vale a leitura. 

5. Argentina - Bruxas: laços de magia, da Tiffany Calligaris 
Até pensei em indicar algo mais sério, como Borges, mas a verdade é que não gosto muito de Borges (midesculpem acadêmicos super sérios, mas acho Borges de um pedantismo sem tamanho), então vou indicar um livrinho que li super rápido e pelo qual fiquei apaixonadíssima. A Tiffany é tipo a J. K. argentina. Por lá, ela é bem conhecida por sua série de livros sobre magia. Li o primeiro e fiquei bem contente, então recomendo. 

6. França - Partículas elementares, do Michel Houellebecq 
Juremir, meu professor, faz todos os alunos de jornalismo lerem esse livro porque ele é amigo pessoal do Houellebecq e admira o cara demais. Fui ler com ressalvas, mas acontece que o livro é bom demais e eu fiquei completamente apaixonada pela literatura dele. Esse livro é ao mesmo tempo um tratado sobre as consequências da geração sexo, drogas e rock'n roll e um livro de ficção científica. É maravilhoso de uma forma que talvez eu só vá começar conseguir explicar de fato após mais algumas releituras. Mas certamente representa bem o espírito francês contemporâneo. 

7. Uruguai - As veias abertas da América Latina, do Eduardo Galeano 
Infelizmente a gente não conhece o suficiente da literatura uruguaia, porém conhecemos Galeano, que é sensacional. As veias abertas é um soco no estômago, mas necessário demais porque a gente precisa conhecer nossa história - e o Galeano faz isso de uma forma meio literária que faz com que não seja tão chato quanto os livros de história per se. É pesado, mas incrível. 

8. Inglaterra - Orgulho e preconceito, da Jane Austen 
Demorei muito pra escolher um livro pra essa categoria porque LITERATURA BRITÂNICA = ♥ é muito amor. Pensei em recomendar algo do Ian McEwan, porque claramente o cara retrata bem o espírito inglês dos tempos atuais. Porém, Jane Austen é clássica por um motivo e esse livro é um dos meus preferidos porque ele é perfeito. E pra quem vier com papos de que é um romance bobo água-com-açúcar, já digo que você está erradíssimo porque Jane Austen não era mulher de escrever historinhas de amor à toa. O que ela fez foi uma crítica aos costumes ridículos da época e fez isso de uma forma tão espetacular que é lida e relida até hoje - e seus livros são usados como argumento em julgamentos, inclusive. Ousseje: leiam Orgulho e preconceito e sejam felizes. :) 

9. Colômbia - Cem anos de solidão, do Gabriel García Márquez
Outro clichêzão, porém esse livro é um dos meus favoritos da vida e não tinha como falar de literatura colombiana sem falar de Gabo. Lembro que quando terminei de ler esse livro já quis retomar a leitura na mesma hora porque é simplesmente genial. O final dele é a coisa mais bem escrita que eu já li e, apesar de eu nem gostar muito das outras coisas do Gabo no geral, amo demais esse, que é um dos melhores livros já escritos de todos os tempos. 

10. Portugal - As intermitências da morte, do José Saramago
Até pensei em indicar algo mais contemporâneo e escrito por uma mulher e tal (a literatura feminina portuguesa é maravilhosa, recomendo fortemente), mas esse livro é uma obra-prima da literatura. Parece pedante falar isso, mas é real. Existem livros de realismo fantástico e existe As intermitências da morte. O início é realmente chatinho e difícil porque demora pra gente se acostumar com a escrita do Saramago, mas depois que a gente acostuma a coisa só vai e é lindo e tocante e reflexivo e divertido. Já falei demais sobre ele aqui no blog, mas sempre vale reiterar a dica. 

11. Croácia - Baba Yaga pôs um ovo, da Dubravka Ugrešić
Não sei vocês, mas eu nunca tinha parado pra ir atrás de nada sobre a literatura croata. Mas, com essa ideia de vamos fazer uma lista de livros baseados nos países da Copa, risos acabei descobrindo essa escritora de nome impronunciável cuja obra quero ler pra já. Sério. Eu realmente tô apaixonada pelas sinopses de todos os livros dela, mas escolhi esse porque ele é o único que tem uma tradução pra português (de Portugal, mas enfim, dá pra entender) e é baseado no mito da Baba Yaga, que é uma bruxa das lendas eslavas. Já amei e quero demais. 

12. Espanha - Os enamoramentos, do Javier Marías
Li esse livro há alguns anos e lembro que fiquei embasbacada com a capacidade do Javier de contar uma história aparentemente simples e até nada chamativa ou original de uma forma que conquista o leitor e faz com que simplesmente não dê pra parar de ler enquanto não se chegar ao final. Ele é um escritor realmente maravilhoso demais e esse livro me impactou muito (fora que ele tem uma das capas mais lindas que já vi). Leiam-no. Mesmo. 

13. Suíça - A montanha mágica, do Thomas Mann
Eu sei, eu sei: Thomas Mann era alemão. Só que mais ou menos, né? Primeiro que quando ele nasceu a Alemanha nem era Alemanha mesmo. Segundo que, além de ele ter vivido na Suíça durante uma grande parte da vida, ele escreveu suas histórias com enredo suíço. A montanha mágica, por exemplo, se passa nos alpes suíços e não tem como pensar em Suíça relacionada a literatura sem lembrar desse livro maravilhoso que é um dos meus favoritos e que pretendo reler em breve. Me deu um trabalhão pra lê-lo, pois calhamaço gigantesco e que exige paciência, mas total valeu a pena. 

14. Dinamarca - A festa de Babette, da Karen Blixen
Faz tempo que tenho vontade de ler esse livro, mas não fazia ideia de que a autora era dinamarquesa. Vendo minha listinha de livros pra ler e procurando alguém da Dinamarca pra colocar aqui, percebi que o nome engana demais (pensei que ela fosse de algum país de língua inglesa) e que eu total já deveria ter lido esse livro, já que ele tá mais pra conto do que pra romance: é bem curtinho e parece dinâmico e interessante. 

15. México - Ninguém precisa acreditar em mim, do Juan Pablo Villalobos
Nunca li nada de literatura mexicana, mas tô de olho nesse lançamento da Companhia porque OLHA A CAPA, OLHA A SINOPSE, OLHA TUDO. Adoro essas coisas de cultura mexicana (apesar de não ter lido nada, curto a história, a vibe, blablabla) e tenho curiosidade em conhecer melhor o que está sendo produzido por lá. Parece ser um livro divertido com um enredo bacana, então a dica fica pra mim mesma também desta vez. 

16. Suécia - Os homens que não amavam as mulheres, do Stieg Larsson
Eu sei que tá todo mundo de saco cheio de ouvir falar desse livro, mas é realmente sensacional. Mesmo. Apesar de eu ter, surpreendentemente, lido muita coisa da literatura sueca (e achar tudo bem perturbadinho e bizarro, mas incrivelmente bom), o que o Stieg Larsson escreveu continua sendo insuperável em termos de literatura policial contemporânea. Já falei bastante sobre a trilogia Millennium (que continua a ser uma trilogia pra mim, apesar do que tá rolando com o outro cara aquele que continuou a escrever a história da Lisbeth Salander), mas torno a dizer: vão ler esse livro, caramba.

     Antes de irem embora, um recadinho!




Sem querer fazer a blogueirinha chata, mas já fazendo, tô sorteando um livro incrível lá na página do blog: é o Interferências, da Connie Willis. O sorteio vai até o fim do mês e é em parceria com a editora Suma (e eles que vão enviar o livrinho e tal). Para participar do sorteio clique aqui e siga as regrinhas que eu explico lá na página. Boa sorte! o/