03 janeiro 2018

2017: this is the bad place

A ideia de que lugar ruim é aquele em que estamos torturando uns aos outros por tentarmos nos adequar a expectativas de comportamento que estão longe de quem somos é basicamente a definição de 2017. Ou a definição de uma lenta e cansativa tortura. 


Não posso dizer que 2017 foi um ano inteiramente ruim, mas a sensação que ficou é a de um cansaço absurdo. Foi um ano em que todo mundo quebrou a cara não por fazer coisas que não davam certo, mas pelo conformismo em saber que nem adiantava começar pra início de conversa, mas alguém tinha de fazê-las, então vamos de má vontade mesmo. 

Passei a primeira metade do ano sem tempo nem pra dormir e a outra metade com tempo, porém doente de diversas maneiras. Mas consegui tirar tempo pra minhas coisas, como sempre consigo - e continuo abismando pessoas que não compreendem como alguém que faz tantas coisas ao mesmo tempo consegue se organizar e cumprir com seus compromissos e ainda ter seu tempo de lazer. É que o lazer da pessoa introvertida não requer um look completo com saídas à noite e várias pessoas ao redor, mas sim um ambiente confortável, uma roupa também confortável (pijamitos ♥) e um livro, um filme, uma série ou mesmo o silêncio pra ficar quietinha comigo mesma. 

Pra 2018 quero apenas continuar o que comecei em 2017 e me firmar mais em mim mesma, aceitando que eu sou quem eu sou e jamais poderei ser quem eu não sou (o que é óbvio, mas difícil). 

Feliz Ano Novo, sejam felizes, tomem água, comam aveia. :) 

2 comentários:

  1. aveia com banana*
    fico feliz de ler posts assim e ver que outras pessoas também tiram esses tempinhos pra si e deixam ao redor as pessoas de boca aberta hahaha esse ano ainda planejo realizar ainda mais coisas, elas que se preparem, feliz ano novo

    Ray e os Dezoito

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