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28.4.11

Let me know

Ah se soubessem do que eu sei...
Se soubessem o quanto é gratificante ser abraçada depois de uma discussão, ou como é bom poder comer o leite condensado que sobra na caixinha de colher.
Se soubessem. Se soubessem as maluquices que eu faço quando amo alguém, e que não é que eu seja louca desvairada: mas é que o amor deixa a todos assim.
Se soubessem como ser uma garota astuta e ter as pessoas nas mãos, apenas com pequenos gestos como sorrisos e palavras educadas. Se eles tivessem conhecimento do que uma menina rejeitada é capaz de fazer com toda a vergonha e humilhação passadas.

Se eles soubessem o quanto é gostoso acordar de madrugada, tomar um banho bem quente e depois voltar a dormir, nesse frio de inverno em pleno outono que faz aqui.
Ah, se soubessem o quanto é revigorante levantar, pôr as suas músicas favoritas, pegar uma escova de cabelo e cantar com toda a voz, fingindo que a escova é um microfone.
Se soubessem que todas essas idiotices que os jovens fazem não fazem mal a ninguém, ah, se eles soubessem disso. Se soubessem que nós não entendemos tanta preocupação com uma simples diversão. Com a alegria. Com a felicidade de ser quem se é sem se preocupar com estereotipação ou com julgamento alheio. 


Mas eles não sabem o que eu sei, ou apenas fingem que não, dizendo que tudo é errado e colocando tudo em peso de pecado. Será mesmo que eles também não fizeram suas loucuras juvenis? Duvido muito de que não.  
E apesar dos pesares continuamos vivendo nossas vidinhas sem sentido nesse mundinho louco chamado Terra. Porque é de sonhos que se vive, e de realidade que se sonha. E você, sabe de tudo isso? 

(Mia S. sabe das coisas) 

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5.4.11

Anonimato

O anonimato é uma coisa meio que safada, né?
Eu, ao menos, acho. Porque, pensa bem: uma pessoa chega para você (em anônimo, no Tumblr, por exemplo) e fala que anda te observando e sei lá mais eu o que. Você, pessoa normal e que não se esconde atrás da palavrinha com 'A', fica atordoada quase que instantâneamente, sem saber o que fazer ou o que pensar. "Será que é verdade ou será apenas uma brincadeirinha daquela menina sem noção?" A verdade é que você não sabe - nem nunca vai saber - a não ser que a pessoa tome vergonha na cara e se revele.

Há quem - se tivesse o privilégio do anonimato por um dia - mataria pessoas, destruiria relacionamentos e aprontaria tudo o que quisesse. É como na série Gossip Girl: por causa de um anônimo que faz um blog contando os segredos do povo da escola, o pessoal se ferra várias vezes. E quase todas as confusões são por causa desse tal de blog de algum espiãozinho que não tem coragem de se identificar.
Se eu bem me lembre, apenas uma vez recebi um comentário em anônimo, que foi quando escrevi a respeito de aborto (clique aqui para ir ao post em questão). Uma moça ficou me chamando de machista e não sei mais o que só porque eu disse que era contra. Mas eu especifiquei muito bem que essa era MINHA opinião. Nunca pedi para ninguém ter a mesma, não. E não sou nenhuma maluca que rastreia pessoas que não concordam comigo: ouço/leio a opinião contrária e tento debater da forma mais educada possível.

Mas também tem a história daquela pessoa tímida que quer te dizer o que sente sem se mostrar de vez. Ok. Não sou uma pessoa tão estúpida assim, posso entender isso. Mas convenhamos que, o que adianta dizer/fazer alguma coisa se você não assume seus próprios atos. Eu sei: o anonimato é uma coisa complexa demais e danada demais. Mas se ninguém falar a respeito das coisas apenas porque são complexas, a comunicação acaba, meus amores - e aí, adeus sonho lindo de ser uma jornalista, não é?.

É um fato de que, como tudo nessa vidinha desajustada que todo mundo vive, o que os anônimos queridos precisam é de moderação - saber em que hora ser anônimo e em que hora mostrar quem você é. Particularmente, eu não falaria/faria nada em anônimo que eu não falasse/fizesse com minha assinatura em letras garrafais abaixo. Mas esta sou eu - gosto de assumir minhas opiniões, anseios, desejos, amores e desamores. A tolerância é a base para a compreensão, mas me pergunto, às vezes, até que ponto a tolerância é uma bênção. Quem sabe vocês me ajudam a descobrir?

(Mia S. não resiste em colocar seu nome abaixo do texto)

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