Um vazio. Uma vontade de não sei o quê. Uma incerteza da vida. Uma pergunta sem resposta. "Viver não dói" - repete a mente a cada dia. Será? Será que viver é isso? Passar pela vida sem ser percebido não é uma experiência que quero ter. A vida é muito curta para ser vivida no tédio.
Quero ser alguém simples. Quero ser algo bonito, poético e completo. Quero falar sobre amor, paz e um chá de fim de tarde. Mas será que dá para ser tão simples assim? Não posso mudar minha essência. Não posso mudar quem eu sou. E nesse meio de cultura inacabada acabo nem aceitando quem eu sou e nem conseguindo mudar para o que quero ser. Porque é complexo demais, é coisa demais, é vazio demais. E não dá para passar do demais para o simples como quem lava o rosto e tira a maquiagem.
Como quem vai para uma festa e se transforma; volta para a casa, passa um desmaquilante, coloca um pijama e vira simples de novo. Não dá. As coisas são mais complexas que isso.
E em todo esse vazio ainda busco dentro de mim uma palavra que mude tudo, algo que faça sentido, algo que transforme as coisas e que tire todo esse tédio. Porque eu me acostumei. Me acostumei a mistérios, acostumei a ser eu. E agora que quero ser simples não consigo. Não dá. É inviável.
Acho que é assim que se fica após uma pancada atrás da outra - frio, sem sentir mais nada. O corpo já está tão anestesiado de tantas batidas que nem sente nada mais. Nem dor, nem amor, nem solidão, nem companhia. Nada. Um grande e inigualável nada. Um abismo. Uma ilusão. Será que é assim que se cresce? Duvido muito.
Mas eu não desisti. Sei que lá na frente tem algo bom para mim. E se mesmo assim eu falhar e cair, sei que Deus é quem está no comando de todas as coisas e essa fase vazia vai passar. Tudo passa. É só um inverno, - repito para mim mesma todos os dias - apenas mais um inverno. Inverno no coração.
Vai ter sonho, vai ter realidade, vai ter mudança, vai ter paisagem; terá amor, terá a flor recém desabrochada no sertão. Quis a calma, quis a tranquilidade - e consegui. Mas nunca imaginei que para ser calma teria de abdicar de meu sentir. Quem sabe eu ainda não volto a ser o que era? Quem sabe um dia?
E que Deus me ajude para que eu me levante novamente. E mais uma vez digo aos céus - amém - que assim seja.
(Mia Sodré tem estado incrivelmente tranquila)

Quero ser alguém simples. Quero ser algo bonito, poético e completo. Quero falar sobre amor, paz e um chá de fim de tarde. Mas será que dá para ser tão simples assim? Não posso mudar minha essência. Não posso mudar quem eu sou. E nesse meio de cultura inacabada acabo nem aceitando quem eu sou e nem conseguindo mudar para o que quero ser. Porque é complexo demais, é coisa demais, é vazio demais. E não dá para passar do demais para o simples como quem lava o rosto e tira a maquiagem.
Como quem vai para uma festa e se transforma; volta para a casa, passa um desmaquilante, coloca um pijama e vira simples de novo. Não dá. As coisas são mais complexas que isso.
E em todo esse vazio ainda busco dentro de mim uma palavra que mude tudo, algo que faça sentido, algo que transforme as coisas e que tire todo esse tédio. Porque eu me acostumei. Me acostumei a mistérios, acostumei a ser eu. E agora que quero ser simples não consigo. Não dá. É inviável.
Acho que é assim que se fica após uma pancada atrás da outra - frio, sem sentir mais nada. O corpo já está tão anestesiado de tantas batidas que nem sente nada mais. Nem dor, nem amor, nem solidão, nem companhia. Nada. Um grande e inigualável nada. Um abismo. Uma ilusão. Será que é assim que se cresce? Duvido muito.
Mas eu não desisti. Sei que lá na frente tem algo bom para mim. E se mesmo assim eu falhar e cair, sei que Deus é quem está no comando de todas as coisas e essa fase vazia vai passar. Tudo passa. É só um inverno, - repito para mim mesma todos os dias - apenas mais um inverno. Inverno no coração.
Vai ter sonho, vai ter realidade, vai ter mudança, vai ter paisagem; terá amor, terá a flor recém desabrochada no sertão. Quis a calma, quis a tranquilidade - e consegui. Mas nunca imaginei que para ser calma teria de abdicar de meu sentir. Quem sabe eu ainda não volto a ser o que era? Quem sabe um dia?
E que Deus me ajude para que eu me levante novamente. E mais uma vez digo aos céus - amém - que assim seja.
(Mia Sodré tem estado incrivelmente tranquila)



