Eu sou um escândalo na rua - e todo mundo sabe disso (ou ao menos as pessoas que convivem diariamente comigo sabem). E um dos "escândalos" que eu dou - não pensem que esses "escândalos" são propositais, até porque quem me conhece sabe que eu não sou propriamente escandalosa, não gosto de chilique e muito menos de gritaria - é quando eu como algo que eu realmente gosto. Aí a coisa complica. Porque eu tenho o "dom" de ter orgasmos alimentícios.
Sim, parece coisa de outro mundo pra muita gente, mas deixe-me narrar uma situação para que vocês entendam melhor.
Estava eu caminhando pelo corredor principal da escola, juntamente com a Esther, quando de repente ela me oferece um chiclete de tangerina. Eu - que nunca fui lá muito fã de tangerina - aceitei meio que "desanimada" por ele não ser de melancia. Continuamos nossa caminhada até o momento em que eu coloquei o tal do chiclete na boca: eu tive um ataque. Ok, eu estou sendo exageradanovamente, não foi um ataque, foi um princípio de orgasmo. Claro que eu me controlei, mas quanto mais eu mastigava aquele chiclete, quando mais aquele líquido ácido sabor tangerina saía de seu núcleo (era daqueles com recheio, sabe?), mais eu suspirava e gemia (baixinho, ok?). Até que a Esther me parou no meio de todo mundo e falou:
- Mia, tu tá tendo um orgasmo?
- Eu? Não, eu apenas fico assim quando como algo que eu realmente gosto.
- Tem certeza? Porque isso parece mais um orgasmo.
- Esther, tá todo mundo olhando.
- OMG! Tu tá tendo um orgasmo com o chiclete!
- Caramba, Ste! Esse chiclete é muito bom! É o melhor que eu já provei. Sério. E quando eu gosto de uma coisa eu não consigo disfarçar, eu começo a gemer, suspirar, sinto uns calafrios...
- Mia, eu também tenho isso quando eu gosto de algo! Esses dias tive isso com chocolate.
- Chocolate é amor. Esse chiclete é amor. E eu não sou a única.
- Bah, mas tá todo mundo olhando, pensando que tu é louca.
- Isso é porque ainda não me viram comendo pudim de leite condensado. True story.
Sim, parece coisa de outro mundo pra muita gente, mas deixe-me narrar uma situação para que vocês entendam melhor.
Estava eu caminhando pelo corredor principal da escola, juntamente com a Esther, quando de repente ela me oferece um chiclete de tangerina. Eu - que nunca fui lá muito fã de tangerina - aceitei meio que "desanimada" por ele não ser de melancia. Continuamos nossa caminhada até o momento em que eu coloquei o tal do chiclete na boca: eu tive um ataque. Ok, eu estou sendo exagerada
- Mia, tu tá tendo um orgasmo?
- Eu? Não, eu apenas fico assim quando como algo que eu realmente gosto.
- Tem certeza? Porque isso parece mais um orgasmo.
- Esther, tá todo mundo olhando.
- OMG! Tu tá tendo um orgasmo com o chiclete!
- Caramba, Ste! Esse chiclete é muito bom! É o melhor que eu já provei. Sério. E quando eu gosto de uma coisa eu não consigo disfarçar, eu começo a gemer, suspirar, sinto uns calafrios...
- Mia, eu também tenho isso quando eu gosto de algo! Esses dias tive isso com chocolate.
- Chocolate é amor. Esse chiclete é amor. E eu não sou a única.
- Bah, mas tá todo mundo olhando, pensando que tu é louca.
- Isso é porque ainda não me viram comendo pudim de leite condensado. True story.
(Mia em seu momento Robin Scherbatsky)
Só posso dizer uma coisa: orgasmos alimentícios são o motivo pelo qual eu demorei tanto para emagrecer. Agora, por favor, me digam que eu não sou a única louca que sente isso (ou ao menos a única que admite isso). 




